Tatiana Azevedo: ‘Mera utopia’

03/07/2022 12:44

Tatiana Azevedo

Mera utopia

Alquimia

Extravagante,

Instigante …

Revolucionante!

 

Deveras emocionante,

Palavras ao vento,

Verbo vivo vencido e

Transbordante!

 

As rimas utópicas

Da semana de Arte Moderna!

 

Ecoam no ar ainda,

Cem anos depois …

Piada de quinta ou

Tendenciosa rememória.

 

Rasgando  o véu da história, esquecimento, alento…

Dos floridos idos  tempos.

 

Martírios sofridos,

críticas e aplausos simultaneamente.

Flutuou em rumores

Cenário de ideais e amores

Hostis.

Múltiplas cores banais,

Em lúdicas e exóticas telas, moldaram a nova era…

 

Houve a dança da mudança,

Cem anos ao vento relembro

Como veleiro desordeiro,

Em tempestade certeiro, buscando cais pra aportar.

 

Atracou no cais da cidade,

Após  singrar os bravios mares, tão singulares,

Europeus …

 

Controvérsia de um

Quadro por Anita pintado, alado, camuflado, de linguagem diferenciada e aderente, por Monteiro criticado.

 

Com lágrimas de inspiração

De um povo clonado, ovacionado  e vaiado…

De mera cópia nórdica,

que fora elaborado.

 

Uma verdadeira parodia!

 

Acordou mesmo o Brasil varonil, nos dias célebres, reunidos em São Paulo.

 

Brilhantes mente e atuantemente, afloraram enternecidas, revolucionaram …

 

Renovaram-se na nova avenida, renascendo assim as Belas Artes.

Desfilando novo cenário, delicado e inovador.

 

Da surpresa instaurada,

Ao surrealismo de estreia!

Modernismo atemporal,

Suplantou o Parnasianismo real…

 

Utopicamente multifacetado.

 

E em todas, o eco das eras,

A poesia de belos versos  minou, reinventou o cenário.

 

Quimeras das rimas de hoje,

Ainda nos moldes daquela época  imaginativa e bem criativa, que deixou seu legado inusitado, na saudade de cada um nós, brasileiros.

 

Tatiana Azevedo

 

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