Adailio Marrocos: ‘A urbanização no Império brasileiro: a favela’

25/06/2022 22:39

Adailio Marrocos

A urbanização no Império brasileiro: a favela

Como já era de se esperar, a evolução de toda cidade vem acrescentada de muita discriminação, tendo como principais alvos as pessoas de baixa renda, as de renda nenhuma, a acepção de pessoas de outros credos, cor, grau de conhecimento etc.

Na época do (império), o demasiado número de pessoas vivendo nas pequenas vilas centrais, começou a dar lugar a pequenos prédios comerciais e o estabelecimento de órgãos públicos, e, consequentemente, houve a valorização do metro quadrado de determinadas cotas de terrenos. Os empresários (ricos portugueses), procuravam facilitar a compra desses terrenos e imóveis aos seus patrícios, pois era da Europa que vinha todo o capital para as construções, haja vista, que o material de alvenaria era trazido de Portugal em navios; era fabricado e trazido para cá, até que optaram pelo emprego do dinheiro para  a fabricação desses utensílios para construção aqui mesmo, onde a mão de obra era bem, mas bem barata mesmo, em razão da necessidade de sobrevivência, que era um fator que assolava todos os povos do mundo todo.

Diante desses altos custos, só quem tinha dinheiro poderia votar,  participar de eventos e outras atividades. A população pobre, principalmente a negra, recém-saída da escravidão, procurava morar (próxima) ao centro, porque era ali que comercializavam coisas de campo,  (verduras, frutas, madeira, artesanatos e todo tipo de atividade ao ar livre). As encostas dos morros começaram a ser ocupadas por barracos de madeira de condições precárias, mas que, devido ao clima tropical, facilitavam a permanência mesmo com as mudanças climáticas. Havia na região das encostas algumas árvores trazidas da região de Canudos (Bahia) e serviam como paisagem e posteriormente, se saberia que seus frutos eram medicinais, utilizados na fabricação de remédios para o glaucoma. Devido a essas moradias (barracos) estarem próximos à essas plantações, foi que essas comunidades da época receberam o nome da planta ‘FAVELA’.

 

Adailio Marrocos

 

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