Sônyah Moreira: ‘Todos nós sentimos’

06/12/2018 12:11

Dias atrás uma notícia repercutiu pelo país, algo monstruoso demais para compreender: Manchinha foi brutalmente assassinada! E gratuitamente, pois, nada fez para sofrer tamanha violência.”

Beatriz

Esta figura é a Beatriz, uma menina sapeca, dengosa e até malcriada às vezes, porém, não  temos coragem sequer de chamar-lhe a atenção. Cuidamos dela como se fosse um ser humano; ela, por sua vez, se acha mesmo de nossa raça. Ah, Beatriz, que figura!

Dias atrás uma notícia repercutiu pelo país, algo monstruoso demais para compreender: Manchinha foi brutalmente assassinada! E gratuitamente, pois, nada fez para sofrer tamanha violência.

Todos nós sentimos! Todavia, a nossa Beatriz com certeza sentiu mais, sim, os animais fazem parte de um grupo, não possuem o individualismo de nós seres humanos. Eles,  em sua caminhada evolutiva, estão ainda ligados pelo campo astral grupal.

Manchinha

Olhando as peraltices da Beatriz, imaginei as dores da Manchinha com as pancadas recebidas de um ser que,  teoricamente falando, está em um degrau a mais na evolução. Será?

Podemos também  sentir a dor de outros de nossa espécie? Sim,  porém, a racionalidade que toda a complexidade de nossa escala evolutiva nos presenteou, ufa! Conseguimos disfarçar os sentimentos,  ou, usar da ferramenta chamada indiferença, é a pior de todas.

É, Manchinha, suas dores cessaram, não terá mais fome,  não sentirá mais frio, e quem sabe, retornará para sua caminhada terrena em um lar como o da Beatriz, cheio de carinho e, principalmente, respeito.

Os seres humanos têm a responsabilidade da tutela dos animais, devemos cumpri-la, respeitando como seres vivos, que sentem dor e sangram exatamente como nós.

Adeus Manchinha!  E que seu sofrimento não tenha sido  em vão!

 

Sônyah Moreira – sonyah.moreira@gmail.com

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