Sônyah Moreira: ‘diferentes formas de amor’

28/07/2020 20:05

Sônyah Moreira

Diferentes formas de amor

Vou tentar descrever algumas formas de amor! Fraterno, paixão, amor incondicional, amizade, e tantas outras maneiras de amar. Espero conseguir, porém, nunca fui muito romântica, peço perdão aos românticos de plantão, caso eu não consiga descrever com exatidão, o que é o amor.

Sentir amor pode ser uma coisa inusitada na vida de algumas pessoas. Descrever esse sentimento, não é fácil, visto que, ele pode ser confundido com entusiasmo momentâneo, ou, até carência. Quantos poetas tentam de alguma maneira descrevê-lo, chegam perto algumas vezes, outras divagam de forma poética e infantil, como nos contos de fadas.

Vamos tentar descrevê-lo, fazendo uma analogia maluca. Igualá-lo a um vulcão! Uma montanha de aparência quase inofensiva. Um ser silencioso que, do nada, começa a se mexer, dando sinais de estar vivo. Digamos que, o seu interior seja o nosso coração, batendo no compasso, como deve ser, no ritmo normal, sem sobressaltos, quieto.

De repente, algo o faz sair do prumo, alguma coisa o acorda! Pode ser uma lembrança, um momento, um olhar, ou, um simples e singelo abraço, sem explicação plausível.

Talvez, nesse momento as paredes que circundam o vulcão se soltem, e o deixe livre para pulsar e elevar sua fúria para fora da massa tectônica que o aprisiona. O coração também é enjaulado dentro de nossa caixa torácica, é um prisioneiro, amarrado por veias, que se assemelham a cordas.

O coração é o único órgão do corpo humano que não pode ser dominado ou contaminado por um câncer, ele é imune. O vulcão é uma força da natureza que não pode ser controlada, é impossível prever o alcance desuas destruidoras ações.

O vulcão, assim como o nosso coração, ao acordar, pode causar estragos, os dois são irracionais, agem por impulso ao ser acordado.

O vulcão, na ânsia de livrar-se desua prisão, explode em toda sua grandeza e voracidade.  O coração, no ímpeto de viver livre, bate fora de compasso. Ao acordar, quer fazer coisas inimagináveis, maluquices sem nexo, lembrar dos sonhos acalentados por décadas, quer viver em desarranjo no peito. Imagina-se livre, e que possuiasas, como a lendária Fênix, que renasce das cinzas do vulcão.

Existem muitas formas de amar, amor fraterno, amor paixão e irracional. Ah! Em tudo isso existe um amor incondicional, sabe qual? Amor de mãe e pai, por um filho, esse é o mais arrebatador dos amores, foge de qualquer explicação. Dizem que, o maior é da mãe, porém, acredito que um pai também ame seu filho com a mesma intensidade, talvez, com um pouco mais de racionalidade.

O amor por um filho começa, no momento seguinte de sua concepçãode um ato sexual de amor. Saber que um ser virá ao mundo, com características suas. Nesse momento o coração começa acelerar e passa a trabalhar em descompasso, somente imaginando tudo de mais maravilhoso para essa novavida, que, diga-se de passagem, para qualquer pai ou mãe, será uma perfeição. Um filho não tem defeitos, e a beleza? Ah! Esse item, já vem de fábrica, simplesmente lindo, e nunca crescerá, será eternamente um bebê!

Amor de pais por seus rebentos supera a força de mil vulcões! Esse amor não acaba não existe fim, é eterno.

Mas voltemos para o amor paixão, esse pode ser avassalador, incompreensível, vulgar, rebelde, cheio de desejo pegando fogo. Paixão, chega, chegando! Quebrando tabus, esquecendo das formalidades, as convenções.   A paixão é livre como um pássaro em seu primeiro voo fora do ninho. Paixão, é como o calor do Sol, em sua intensidade, é fora do comum. Paixão é como a terra sentindo o abalo da explosão de um vulcão, impossível de controlar. Na maioria das vezes, é preciso abrir mão da paixão, para se voltar à razão.

A paixão, assim como a fúria de um vulcão, tende a se acalmar, ou, até esgotar sua magnitude, e, voltar asua racionalidade, a sua quietude.

Ah! O amor sentimento sublime e maldito, responsável pelos maiores feitos da humanidade, bons ou ruins.

Vivenciar um amor, mesmo que breve, nos faz viver momentos inesquecíveis, pode fazer a vida parecer uma fração de segundos na imensidão do universo!

Amor intenso, mágico, breve, ou, duradouro, aquele que é para vida toda.

E em todas as línguas!

Love! Inglês, Amour! Francês, Amore! Italiano. Amor! Seja qual for o idioma.

“Que seja eterno enquanto dure”

Sônyah Moreira – sonyahmoreira@gmail.com

 

 

 

 

 

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