Sergio Diniz da Costa: ‘A boa semeadura a a colheita farta’

27/03/2017 12:44

SERGIO DINIZ DA COSTA: ‘A BOA SEMEADURA E A COLHEITA FARTA’

 

Ainda de madrugada, e na falta do sono reparador, a obrigatória navegação no agora ‘Amigo de Todas as Horas’: o Facebook!

E, nem ainda em ‘alto mar’, eis que me deparo com um vídeo postado pela amiga e escritora Adriana da Rocha Leite.

Trata-se do vídeo feito por ela em relação a um momento especialmente marcante para ela e, sobretudo, para o marido e Companheiro das Letras, Élcio Mário Pinto.

Em comemoração ao aniversário da cidade de Angatuba/SP, o amigo Élcio Mário Pinto visitou sua terra natal e a escola de infância, a Escola Estadual “Dr. Fortunato de Camargo”, promovendo uma sessão de autógrafos de seu último livro ‘Pererezadas: jeito sacizeiro de ser’, patrocinado pela Linc/Sorocaba.

Assisti atentamente ao vídeo! E, ao final dele, não tendo como reprimir a emoção que senti, deixei-a transbordar nestas palavras:

Este vídeo retrata um momento absolutamente significativo e memorabilíssimo no que diz respeito à relação escola/aluno, ou, em particular, entre uma escola e um aluno.

Retroagindo algo em torno de 40 anos, qual seria a expectativa da Fortunato em relação a todos os seus alunos, ou, em especial, ao menino Élcio Mário Pinto?

40 anos depois, Élcio retorna à sua saudosa Fortunato, agora, porém, além de um adulto, um ‘homem feito’, um escritor! Um escritor que, em pouco mais de 3 anos, já está em sua 21.ª publicação literária! E, a cada dia, ganhando mais e mais projeção nacional! E, em continuando assim, ao que tudo indica, também internacional.

E Élcio retorna à escola da infância, sendo retumbantemente homenageado por causa e por meio de um… SACI! Um personagem do folclore brasileiro. Um personagem genuinamente brasileiro!

Todavia, em ‘Pererezadas: jeito sacizeiro de ser’, o saci deixa de ser aquela entidade que nos assusta ou nos desgasta com suas travessuras. O saci de Élcio Mário Pinto, vindo do Alto Paranapanema, vem ressignificado, vem humanizado.

Élcio Mário Pinto nos apresenta Icaz, nome do saci que conduz o menino Rique a profundas reflexões sobre o meio ambiente e o sentimento da fé.

Por meio das lições de Icaz, Rique aprende que, tanto um adulto quanto uma criança, para ver um saci dentro do redemoinho, é preciso acreditar, ter fé! E, professoralmente, Icaz ensina o caminho: “Um bom começo é abraçar uma árvore e conversar com ela, fechar os olhos e deixar que ela também dê o seu abraço. Depois, é preciso cuidar dos animais e das plantas, conversar com os insetos, com os passarinhos e com toda a Natureza. É assim que se começa a acreditar. É assim que se consegue ver um saci dentro do vento”.

‘Pererezadas: um jeito sacizeiro de ser’, portanto, enseja um momento que precisa ser congelado no tempo, a fim de que, sobre ele, o Brasil se debruce, para que todos nós, brasileiros, voltemos nossos olhos, nossos corações e nossas almas para uma palavra relativamente pequena em tamanho, mas de proporção, de significado inimaginável: EDUCAÇÃO! E é esta a importantíssima, imprescindível reflexão que Élcio Mário Pinto, como educador que é, tem feito por meio de seus livros e, em especial, neste.

‘Pererezadas’: jeito sacizeiro de ser’ é mais do que uma simples lição sobre a natureza. É uma indelével lição de BRASILIDADE!

Com este transbordamento de minha alma, caríssimo leitor, fica aqui um convite: assista ao vídeo abaixo e, durante a hora de duração dele, perceba o momento ímpar na vida de um brasileiro de origem humilde e de uma pequena cidade do Interior de São Paulo que, hoje tendo se tornado um filósofo, um teólogo, um escritor e, acima de tudo, um Educador, volta para sua terra natal para ser homenageado por sua Angatuba, por meio da escola onde amealhou os primeiros conhecimentos acadêmicos.

Imagine e tenha a certeza, prezadíssimo leitor e amigo, de que, enquanto houver brasileiros como o eterno menino Élcio Mário Pìnto, a Bandeira da Educação continuará tremulando no alto de nossas esperanças.

https://www.youtube.com/watch?v=F1kBF2CwTs8

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