Sandra Vasconcelos: ‘Origem do dia 1º de abril’

01/04/2022 22:43

Sandra Vasconcelos

Origem do dia 1º de abril

No Brasil, o primeiro de abril começou a ser conhecido em Minas Gerais, onde circulou ‘A mentira’, um periódico de vida efêmera, lançado no 1º de abril de 1828, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. A mentira saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.

O dia da mentira, também conhecido como ‘Dia dos Tolos’, ‘Dia da Gafe’, ou ‘Dia dos bobos’, é uma celebração anual em alguns países europeus e ocidentais, comemorada em 1º de abril, espalhando boatos como forma de assimilar a data.

Um deles dizia que a brincadeira surgiu na França. Desde o começo do século XVI, o ano novo era festejado no dia 25 de março.

Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX da França, determinou que o Ano Novo seria comemorado no dia 1º de janeiro.

Alguns franceses resistiram às mudanças e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano se iniciaria em 1º de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.

PEÇAS DO DIA DA MENTIRA QUE FICARAM FAMOSAS:

Em 1957 – Plantação de espaguete: o canal de Televisão BBC no programa ‘Panorama’, apresentou uma reportagem falsa sobre árvores de espaguete. Muitas pessoas interessaram em plantar árvores de espaguete em suas propriedades.

Em 1999 – A atriz Fernanda Montenegro apareceu na capa do Jornal Cruzeiro do Sul, exibindo suas conquistas: uma estatueta do Oscar por melhor atriz.

Em 1977 – Na pacata cidade de (naquela época era pacata) Cruzeiro interior do Estado de São Paulo, os moradores da Rua Jataí contam que, em uma casinha de pau a pique no meio do mato, nasceu João Pedro, um lindo bebê pesando quatro quilos e duzentos gramas; dona Maria cuidava de sua cria com zelo e presteza. O marido saía cedinho para a lida no campo, e ela ficava com a criança; enquanto o bebê dormia, ela ia lavar roupa num riozinho que corria atrás da casa. Dona Maria tinha medo de deixar João Pedro sozinho, e enquanto lavava a roupa, ia conversando com as outras lavadeiras sobre o cotidiano das pessoas da vila.

Ultimamente só falavam do Lobisomem.

– O Clóvis da Zélia jurou que na noite de Lua cheia, ele aparece! – disse Dona Cotinha.

– O meu compadre também já viu o bicho, peludo e ameaçador! – informou a outra lavadeira.

– Ele ronda as casas a procura de bebezinhos para comer.

– Onde há recém-nascido, ele pega, lambe e come.

– Cruz credo! – disse dona Herondina, ao mesmo tempo em que fazia o sinal da cruz.

As lavadeiras estavam assustadas.

Dona Maria apavorada, saiu correndo, preocupada com João Pedro. Uma das vizinhas era Dona Perina que não se relacionava com ninguém. Não visitava ninguém, nem recebia visitas. O marido também era um homem estranho de poucas amizades.

Sexta-feira, às 23h45 min, não havia mais ninguém na rua. Lua cheia, rua morta. Um vulto caminhava célere… e ao virar a esquina foi se transformando… e na encruzilhada foi chegando devagarinho. O relógio da matriz batia doze badaladas. Já era meia noite; um vento frio uivava assustadoramente.

Metade homem, metade lobo.

Era noite de Lua cheia. E o Lobisomem se enfurecia, babava e correndo pelas ruas da cidade, sumiu em direção ao mato. A Lua cheia ainda clareava as ruas, quando, de repente, a figura do lobisomem, entrou sorrateiramente, na casa de Dona Perina. Ele levava na boca uma fralda de criança, manchada de sangue.

No outro dia, Dona Perina e o marido desapareceram da cidade.

Seria verdade? Seria mentira?  O povo aumenta, mas não inventa.

Ou seria 1º de abril?

Desafio os leitores deste conceituado jornal a enviar mentiras contadas no 1º de abril. 

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

Sandra Vasconcelos

sandraluzalbits@gmail.com

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