Ranielton (Rannie) Lucarelli Dario Colle: ‘Nunca mais!’

13/02/2018 22:03

Na realidade eu luto contra monstros/ Quimeras/ E sou um herói para os meus vícios, intactos,/ Intocados, sempre repetindo os mesmos ciclos,/ Num querer insaciável…/ De não sei o quê!”

 

Nunca Mais
Na realidade um corvo
Devora meu fígado que regenera
Por eras
Na realidade eu luto contra monstros
Quimeras
E sou um herói para os meus vícios, intactos,
Intocados, sempre repetindo os mesmos ciclos,
Num querer insaciável…
De não sei o quê!
Um sonho tão antigo,
Uma orgia de luxúrias mil,
Num inferno Dantesco como um paraíso:
Eu não sou nem um pouco original,
A cópia, da cópia, da cópia
Numa cornucópia de pecados!
Que não fazem mal a ninguém…
Na tarde de amanhã eu ainda sentirei a dor
De dez mil anos de tortura
De nossa culinária impura,
Asquerosa e vil…
Com a qual já me deliciei.
Um corvo devora meu fígado,
Outro me diz nunca mais…
E eu trepei com demônios ao fim da tarde
Com a alma intocada pela bondade
E pela delicadeza gentil
Dos senhores de escravos…
Eu vendi minha alma por conforto,
Mas ninguém deveria ser oprimido
Ao ponto de negar seus valores
Apenas para não sentir mais as dores
De um Jó tão humilhado,
Chutado, como nenhum animal deveria ser
Eu não tenho desculpas
Vamos viajar para outra dimensão
Agarrar uma realidade mais amena, mais simples
Nos perdoando pela nossa ignorância
Felizes na liberdade e na errância
De viver…

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