Professor Carlos Cavalheiro lança dois livros em fevereiro

24/01/2019 18:33

O escritor, historiador e poeta Carlos Carvalho Cavalheiro lançará em fevereiro seus dois mais recentes livros: “Ergástulo” e “’Tá vendo aquele edifício, moço?”. O lançamento ocorrerá durante a Feira do Beco do Inferno, a ser realizada no dia 10

Carlos Carvalho Cavalheiro

            O escritor, historiador e poeta Carlos Carvalho Cavalheiro lançará em fevereiro seus dois mais recentes livros: “Ergástulo” e “’Tá vendo aquele edifício, moço?”. O lançamento ocorrerá durante a Feira do Beco do Inferno, a ser realizada no dia 10.

          “Ergástulo” é uma reunião de poemas escritos desde a década de 1990 até os dias atuais. Além do titulo de uma das poesias do livro, a palavra ergástulo remete à prisão, aqui em sentido metafórico, que o poeta utiliza para demonstrar sua insatisfação diante de questões várias. De acordo com o poeta e ativista cultural Valdecy Alves, autor do prefácio do livro, “em cada verso, muitas vezes versos de uma só palavra, um rio, um fluxo do tempo, vai-se à poesia viva de Carlos Carvalho Cavalheiro, anunciando a tudo e a todos, leito abaixo, que mais na frente se encontra o mar. Sim, anuncia a cada avançar centimétrico: – o mar existe além!”.

          Cavalheiro escreve poesias desde o final da década de 1980, tendo colaborado com diversos jornais e realizado exposições. “Ergástulo” é seu primeiro livro de poemas, mesmo já tendo publicado mais de 20 títulos com assuntos e temas diversos que passeiam por pesquisas históricas, folclore, teologia, ficção entre outros.

          Por sua vez, o livro “’Tá vendo aquele edifício, moço? – Lugares de memória, produção da invisibilidade e processos educativos na cidade de Sorocaba” é resultado de pesquisa de dissertação de Mestrado em Educação, cursado na UFSCar, campus Sorocaba, de 2015 a 2017. O livro já tinha recebido uma edição pela “Novas Edições Acadêmicas” em 2018. Esta versão agora teve um tratamento editorial que procurou popularizar o texto, aliviando-o do aspecto de produção acadêmica.

          “Muita gente sente um distanciamento do texto pelo excesso de normas que o rigor acadêmico exige, mas que para o público geral é irrelevante ou, o que é pior, serve apenas para afastá-lo. Desse modo, com uma formatação mais leve, o texto tende a atrair um público maior”, defende o autor.

          O livro traz uma reflexão sobre os lugares de memória da região central de Sorocaba, investigando o modo como esses locais se constituem e como se produzem, também, os lugares amnésicos, ou seja, aquelas memórias que vão sendo esquecidas. A pesquisa também traz diferentes usos da memória enquanto ferramenta pedagógica, tanto em Sorocaba quanto em Porto Feliz, cidade em que o autor trabalha como professor de História. A análise da cidade e do uso dos espaços urbanos não passa despercebida nessa pesquisa que aprofunda questões relacionadas à Cidade Educadora, ao direito à cidade e a valorização do patrimônio histórico e cultural, bem como as intervenções urbanas realizadas por artistas.

          Para analisar os lugares de memória, Carlos Cavalheiro propôs uma categorização: lugares de memória oculta, lugares de memória invisível e lugares de memória visível e decifrável. Os de memória oculta, entende o autor, são aqueles que por diversos motivos existem enquanto marcos (monumentos, placas comemorativas, esculturas, prédios etc.), mas são obstaculizados pela imposição de faixas, de placas de trânsito, por falta de indicações. Já os de memória invisível são os lugares em que não existe marcos aparentes, porém, há registros (em livros, jornais, filmes, memória viva das pessoas, fotografias) que ainda sustentam essa memória. Um exemplo é a antiga Igreja de Santo Antônio, ao lado do Mercado Municipal, demolida na década de 1950 sem deixar nenhum resquício nos arredores.

          Os lugares de memória visível e decifrável são os monumentos aparentes, como a estátua do fundador da cidade, Baltazar Fernandes. O autor defende que por ser visível há nesse lugar um texto, uma mensagem que interessa a alguém e que, portanto, deve ser decifrada.

          Ambos os livros foram editados em 2018, mas por atrasos na entrega, serão lançados este ano.

          O livro “Ergástulo” foi publicado pela Editora UNY, de Rio Claro, e teve como ilustração de capa um desenho de Luiz Fernando Gomes. “Tá vendo aquele edifício, moço?” foi editado pela A. R. Publisher de Maringá (PR).

         Os livros serão lançados na Feira do Beco do Inferno, na Praça Frei Baraúna, no dia 10 de fevereiro de 2019. “Ergástulo” será vendido por R$ 25,00 e “Tá vendo aquele edifício, moço?” pelo preço de R$ 30,00.

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