Poetisa Alcina Maria Azevedo e Mhario Lincoln, presidente da Academia Poética Brasileira, numa entrevista ‘VICEVERSA’!

12/01/2021 10:31

Colunista do ROL, Alcina Maria, a ‘Vó Alcina’, como carinhosamente é tratada pelos demais colunistas, em VICEVERSA responde e pergunta sem medo de ser feliz!

VICEVERSA (marca depositada) é um trabalho que surgiu decorrente de entrevistas que Mhario Lincoln realizava em sua radiovirtual. Ele perguntava e recebia perguntas também do convidado. O modelo de entrevista de tal forma fez sucesso ao ponto de transferir para o seu informativo na Plataforma, com conotação individualizada. Mais ainda,  ao completar 50 delas, as transformou em livro.

Alcina Maria e Mhario Lincoln se conheceram há 4 anos, por meio das redes sociais. Mhario é o Presidente da Academia Poética Brasileira e Alcina o conheceu por intermédio de vários poetas dessa Academia. E, desse momento, uma grande amizade se consolidou, entrelaçada pela Literatura.

Abaixo, ambos expõem a alma reciprocamente.

VICEVERSA:

MHARIO/ALCINA

Quem é: Alcina Maria Silva Azevedo

Natural de Cruzeiro (SP) e atualmente residente em Campinas (SP), Alcina Maria em 1980 escreveu ‘Além do Nosso Mundo’, obra lançada em 2020. De 1982 a 1986, escreveu para o jornal ‘O Estado de Goiás’. Em 1983 participou do ‘V Concurso Nacional de Poesias’, promovido pela Revista Brasília, no qual recebeu Menção Honrosa. Em 1985 participou do ‘V Concurso Nacional de Poesias ‘Raimundo Correa’, promovido pela Editora Shogum Arte, no qual recebeu o Prêmio Edição e foi convidada para trabalhar como Coordenadora Cultural em Campinas. Em 1986 coordenou ‘Salvados no Incêndio’ e Antologia de poetas brasileiros. Ganhou o prêmio de publicação Poetas Brasileiros de hoje 1986, pela editora Shogun Arte. Em 2010 publicou o livro ‘Os Descasados’ (Editora Livro Pronto: São Paulo). Em 2016 recebeu o Troféu Carlos Drummond de Andrade. Em 2019 lançou a obra ‘Um conto de Preto Babão’, segundo ela, “uma forma poética de contar histórias, tendo como pano de fundo a escravidão no Brasil”.

1 – MHL: É intenso o aspecto lírico de suas poesias, sendo, algumas delas, de imenso fulgor físico. Admiro-a por colocações fortes, mas inteligentes, melódicas e graciosas. Como você consegue juntar isso tudo, quando compõe suas belas peças versílicas?

ALCINA – Mhario, meu querido. Agradeço a forma como você sente a minha poesia. Você pergunta, como eu consigo juntar o lírico, com fulgor físico e usar colocações fortes, melódicas? Quando eu escrevo, faço isso de forma a viver aquele momento. Faço com entrega total e muito ardor. Sou uma eterna apaixonada pelo amor. E o amor é erótico. A nossa alma é erótica. Ambos pulsam juntos, no mesmo compasso. Quem faz sexo sem amor é um animal. Por pensar dessa forma, eu consigo colocar esses sentimentos juntos quando faço os meus poemas.

2 – MHL: Tenho notado que você é uma pessoa internamente muito feliz. Cheia de muitas experiências. O que mais marcou você nestes últimos 10 anos?

ALCINA – Sou feliz sim. Apesar de tantas adversidades que a vida me proporcionou, eu consigo sempre cantar e rir com uma boa piada. Meu filho me chama de canarinho, pois estou sempre cantarolando alguma canção. Nos últimos 10 anos, eu não percebi que a idade estava passando, pois eram tantas as ocupações e responsabilidades que eu não tinha tempo de pensar na velhice. Eu gosto de me arrumar e passo perfume até para dormir.  Acho que me cuido bastante hoje. Mas tive perdas que marcaram muito a minha vida. Uma irmã muito amada chamada Carminha, um anjo caído do céu, com debilidade mental, mas carinhosa e alegre ao extremo. Perdi o chão, quando ela partiu. Me senti sozinha. E logo em seguida, meu filho Frederico se casou, deixando um grande vazio no meu lar. Hoje, eu agradeço o casamento que ele fez. Gosto muito da minha nora. Ela me surpreendeu sendo maravilhosa mãe e administradora do lar e ama o meu filho. Me deu ainda uma netinha que é uma flor, trazendo muita alegria e paz para a família. Estou contando as coisas que marcaram a minha vida durante estes 10 anos. E vem aí, algo que aconteceu e eu não esperava e nem procurava. Nestes últimos três anos, eu me apaixonei. Ambos idosos. Ele também se apaixonou. Foi uma explosão de afinidades que o destino nos ofereceu. Mhario, eu te pergunto: Quantos anos tem o amor? Eu tenho agora, 81 anos e agradeço esta dádiva que se chama amor.

3 – MHL: Em um de seus belos versos, você escreve: “(…) O amor é burro! Não raciocina, é traiçoeiro (…)”, verso forte de “Amor Masoquista”. O que levou você a escrever com essa força e coragem?

ALCINA – Estou rindo agora da sua pergunta: quando eu disse naquele verso que o amor é burro, não raciocina e é traiçoeiro, foi porque as vezes nos enganamos em nossos sentimentos e não deixamos a razão falar. Mas infeliz é quem não ama, mesmo quando se engana.

4 – MHL: Impressiona sua forma de levar a vida. Sempre alegre, fazendo novos amigos quase todos os dias, dinâmica nas redes sociais. Culta, educada, sincera. Conte-nos um pouco de sua vida antes das Redes Sociais.

ALCINA – Minha vida antes das redes sociais: eu fiquei viúva há muitos anos e com 2 filhos menores de idade. Fui pai e mãe. UFA! Uma grande luta! Trabalhei muito. Mas me divertia também. Tinha um grande grupo de amigas e vim a conhecer um enorme grupo de descasados na cidade que se reuniam e se respeitavam como se fosse uma grande família. Foi quando eu escrevi o livro: ‘Os descasados’.

5 – MHL: Aproveitando o tema acima, o que realmente as Redes Sociais acabaram por influenciar sua vida?

ALCINA – A pergunta sobre a influência que as redes sociais me causaram. São várias cabeças que pensam de formas diferentes. A internet me deu vida. Conheci pessoas maravilhosas e você é uma delas. O jornal ROL, desde os editores e colunistas, para mim representam uma grande e alegre família. A família ROLliana. Estamos neste ano publicando a nossa Antologia. Eu me sinto em casa com esse grupo e rimos muito com as brincadeiras.

6 – MHL: Como anda sua vida intelectual? De quais segmentos você participa?

ALCINA – Sobre a minha vida intelectual, continuo me inspirando em momentos e coisas simples. É interessante saber como isso acontece. Outro dia eu estava assistindo TV e vi uma vela acesa num altar. Senti que aquela chama sagrada da vela poderia queimar todas as tristezas da alma. E imaginei meu coração incendiado de amor. Fiz o poema intitulado: Coração Incendiado. Como se ele estivesse queimando todas as desventuras. Atualmente, sou colunista do maravilhoso jornal ROL. Sou a decana do jornal. Todos me chamam de avó. Mas eu vi as fotos de alguns que são bem velhinhos também. (Risos).

7 – MHL: Com relação a livros de poesia, você acha que ainda vale a pena – diante dessa enxurrada digital que tomou conta do Mundo – publicar livros físicos nesse segmento, já que as grandes livrarias pouco se interessam em colocar nas principais prateleiras o lirismo do poeta?

ALCINA – Mhario, respondendo a sua 7a pergunta. No momento, não tenho interesse em publicar livro de poesia. As livrarias não valorizam a sensibilidade e romantismo dos autores. Prefiro deixar a minha poesia no Facebook, onde sinto que existem muitas pessoas que são tocadas pelo amor. Acredito que tudo poderá ainda mudar, mas, por enquanto, não vejo essa probabilidade.

8 – MHL: Em um artigo seu que li em 2016, é enfatizado o questionamento se o ‘feitiço’ realmente existe. E nele há evidentes caminhos que me levaram a crer em sua espiritualidade forte. Pode falar sobre isso?

ALCINA – Se feitiço realmente existe? Existe sim, mas quando estamos imantados por energias positivas, muitas vezes esse mal vem para nos ajudar. Deus escreve direito por linhas tortas.

9 – MHL: E o amor? Há momentos poéticos seus que parece ser o ‘amor’ algo inesquecível. Então, só amores são inesquecíveis, ou as paixões também o são?

ALCINA – Tanto o amor, como a paixão, ambos, são inesquecíveis! Estar apaixonada é sentir-se em ebulição, algo que nos faz sentir vivas. E amar é aquela energia constante que alimenta a nossa alma.

10 – MHL: Sinto-me agradecido por você ter aceito esta conversa pública. Nossa Plataforma (www.facetubes.com.br)  irá se enriquecer com essas suas respostas, sem dúvida. Além do fato de fortalecer ainda mais nossos laços de amizade. Concorda?

ALCINA – Mhario, é um enorme prazer e honra estar aqui falando com você. Esse momento para mim será inesquecível! Agradeço do fundo do meu coração por este privilégio. E deixo aqui um grande beijo a todos que se dignarem a ler esta entrevista.

ALCINA/MHARIO

Quem é: Mhario Lincoln

Mhario Lincoln é advogado e jornalista profissional, além de músico e compositor. Tem vários livros publicados. Direito, Jornalismo Investigativo, Frases, Romance, Resenhas e Poesia, além de Revista HQ no gênero Literatura Fantástica e de centenas de artigos publicados na imprensa brasileira e de um CD de Músicas Instrumentais, lançado em 2018. Foi colunista diário de importantes matutinos nas cidades de São Luís (nascimento) e Curitiba, onde reside. É Embaixador Universal da Paz, título concedido pelo Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix France/Suisse, entidade ligada à Organização das Nações Unidas (ONU). É fundador e presidente da Academia Poética Brasileira. É membro-fundador da Academia Maranhense de Letras Jurídicas e membro-correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão. Fundador e editor-chefe do Complexo de Informação (FACETUBES.COM.BR, TV, Rádio e Jornal), plataforma universal de Literatura, Arte e Música, na internet. É Comendador, título concedido pelo Governo do Maranhão.

Segundo Alcina Maria: “Conhecer Mhario Lincoln foi e é para mim ter esperança de dias melhores. Ele tem a sutileza e sensibilidade de um grande mestre. Profundo e extremamente carinhoso quando escreve e fala com os seus semelhantes. Um notável escritor, poeta, advogado e jornalista que traz uma grande bagagem literária e experiência de vida para nos oferecer. Deveriam existir muitas pessoas como ele neste mundo. Sou fã incondicional de MHARIO LINCOLN! E tenho a honra e o prazer de, hoje, entrevistá-lo.

1 – ALCINA – Mhario, eu sei que você descende de família tradicional e que sua nobre mãe Flor de Liz lhe deixou o DNA literário. Mas gostaria de saber, quando você começou a escrever?

MHL: Antes de mais nada, agradeço essa atenção e carinho dispensados a mim, durante todos esses últimos anos que nos aproximamos pela internet. Sempre atenta para opinar, discordar ou aplaudir os trabalhos publicados em nossa plataforma (www.facetubes.com.br) ou em nossas redes sociais. Uma pessoa verdadeiramente hábil nas produções poéticas, de personalidade forte, boa mãe, nora e avó, antenada ao que acontece diariamente ao redor de seus afazeres. Saiba que para mim, é uma honra ter você nesta conversa. Quanto à pergunta, vale salientar que meu pai e minha mãe eram pessoas simples, do interior maranhense, cujo esforço pessoal, anos depois, acabou lhes conferindo louros profissionais. Pertinente ao meu trabalho, li pela primeira vez, por volta de 1969, um artigo meu publicado no Jornal Pequeno, um dos matutinos de grande circulação, em S. Luís-MA. Ainda na pré-adolescência. Foi sobre o “Sítio do Físico”. Um local de rara importância para os ludovicenses. Na verdade, chama-se Sítio de Santo Antônio das Alegrias, cuja construção data de fins do século XVIII e início do XIX. Ficou Sítio do Físico, por ser o proprietário o Físico-mor da então Capitania Geral do Maranhão, Antônio José da Silva Pereira. Sua importância está relacionada ao fato do local ter abrigado a primeira indústria da região, com o beneficiamento do couro, arroz e ainda a fabricação de cera e cal. A partir daí, o dono do jornal me chamou e me deu uma carteirinha de “Jornalista Amador” do JP. Posso até dizer que essa identidade ainda é importante. Minha mãe, Flor de Lys, influenciou muito em minha carreira de jornalismo. Tempos depois, conclui o Curso de Direito, na Universidade Federal do Maranhão. Acabou sendo peça importante no conteúdo do Concurso Público para a Secretaria da Fazenda, a que me submeti e fui aprovado. Trabalhei durante 35 anos. Mas, ao final, por um pequeno período, estive na USAJ, Unidade de Assistência Jurídica/SEFAZ, onde fui assessor, aproveitando para escrever os dois livros “Teoria e Prática do Direito Administrativo” e “Acumulação Remunerada de Cargos e Funções Públicas”, trabalhos que me levaram a ser sócio fundador da Academia Maranhense de Letras Jurídicas.

2 – ALCINA – O que você escuta quando escreve? Suas inspirações?

MHL: Sempre acreditei nas mensagens Akáshicas. Assim, para quem acredita em diversas vidas (e eu acredito), toda uma experiência intelectual acompanha a alma. Isso é chamado de Registros Akáshicos individuais. Vêm junto com as reencarnações, pois, a cada vez, mais pensamentos, mais palavras são incorporadas à intelectualidade, gerando inúmeras emoções e ações, como se existisse uma “Memória Natural das Vidas”. Muitas vezes eu sentei diante de uma folha em branco sem absolutamente nenhuma ideia do que iria sair na minha crônica diária. Tinha que escrever. De repente, alguns minutos depois, duas laudas estavam repletas de novas ideias. Apenas acompanhava o movimento intenso de meus dedos nas teclas. Isso sempre acontece. Quando componho música, quando escrevo um poema, ou quando recupero sensações para construir uma cena em um romance. Acho que as Mensagens Akáshicas se encaixam exatamente neste vazio, tornando-o abundante.

3 – ALCINA – Quando você começa a escrever, já tem a história toda pensada, ou deixa a sua imaginação fluir?

MHL – Acho que essa resposta também vem a se encaixar na anterior. Mas acrescento: nem todos que recebem tais mensagens podem colocá-las em prática. Torna-se necessário um tempero, a clave de sol para dar o tom e distinguir aqueles que recebem e desenvolvem bem um tema akáshico dos outros, que, mesmo recebendo, não as consegue desenvolvê-las. Eu concluo que a ideia nesse universo akáshico é igual a um equilibrista, sobre um fio de aço, atravessando o infinito. Se cair, morte certa. Porém, há uma rede protetora sob os pés de quem consegue desenvolver essas ideias cósmicas. Essa rede chama-se talento. Eis o diferencial.

4 – ALCINA – Em seus poemas e pensamentos, você sempre mostra que já viveu um amor sofrido, mas que não desiste de amar sempre.

MHL: Sim. Na maioria dos casos vivi o “Amor-Eros”, de Platão. Através de meus versos, frases e crônicas já tentei defini-lo, entretanto, por opção e por estar mais perto do meu imaginário, acabei escolhendo a definição de Aristóteles. Ele se refere ao ‘Amor Filos’. Ou seja, um amor vinculado à ideia de Alegria. Amar alguém é sentir-se alegre e verdadeiramente feliz com a pessoa que você divide a vida e os sentimentos. Fora desse preceito, o amor toma outras dimensões, outras definições, mas nunca iguais ao original da felicidade para ambas as pessoas. O amor é a felicidade duo; nunca individualizada. Por isso, não concordo com Platão ao definir esse sentimento como ‘Amor Eros’, onde o amor está diretamente ligado ao desejo libídico, à realização da conquista. Ora, conclui que, uma vez concretizado, o amor Eros deixa de existir.

5 – ALCINA – Fale um pouco sobre o seu amor poético.

MHL: Nas minhas criações, o meu amor poético é algo que nasce de repente, pois alcança muitas vertentes teóricas do que li, estudei, adaptei. Várias delas, puramente construídas. Aqui, há de se separar o amor pessoal do autor, do amor imaginado para a criação. Sei distinguir as coisas para não atrapalhar a minha intuição do enredo, apesar de incluir nele, algumas das experiências pessoais.

6 – ALCINA – Conte um pouco do seu dia a dia. Você escreve sempre, ou só em momentos de inspiração?

MHL: Fui colunista diário por mais de 40 anos de minha vida. Tinha uma página inteira para produzir, então, quando se faz jornalismo diário, não se pode seguir a linha da inspiração. Meu chefe dizia que nesse trabalho, “se segue a transpiração”. Esse fato de escrever diariamente (por obrigação profissional) acabou por me tornar um ‘escritor’ com muita facilidade de redigir um texto em quaisquer que sejam as circunstâncias. Hoje, comando praticamente sozinho uma Plataforma (www.facetubes.com.br) de Literatura, arte e Música. Consigo atualizá-la postando inúmeros assuntos diferentes. Continuo achando, assim, que meus momentos de inspiração chegam mesmo quando há muita ‘transpiração’.

7 – ALCINA – O que você aconselharia a um escritor iniciante?

MHL: É muito difícil, no meu caso. Cada pessoa reage diferente diante de cada situação. A vida e as experiências adquiridas por um escritor mais velho, podem (e nem devem) não ser iguais aos dos novos. Então, falar os chavões comuns da autoajuda, na verdade, em meu bestunto, nunca funcionaram, realmente. Cada um deve conscientizar-se das necessidades intrínsecas, produzir e funcionar de acordo com propostas individuais. Acredito que a vontade ainda funciona como ‘start’ para inúmeras atividades humanas. Ser escritor requer muitas coisas agregadas ao simples fato de ‘gostar de escrever’.  E isso, vai muito de cada um.

8 – ALCINA – Quantos livros você tem publicado e o que você mais gosta de escrever?

MHL: Crônicas e Colunas publicadas na imprensa foram muitas, ao longo de 45 anos de atividade pública. Dois livros de Direito, um livro de Jornalismo Investigativo, “Ina a Violação do Sagrado”, sobre o acidente marítimo na baia de São Luís, com o terceiro maior graneleiro do Mundo, o ‘Hyundai New World’. Romance: “O Maria Celeste” (ainda inédito). Quadrinhos, na Literatura Fantástica: “Vampiros de Areia”. Livro para Colorir/Poesia: “Segredos Poéticos”. Poesia: “Segredos Poéticos” e “A Bula dos Sete Pecados”. Livro reunindo frases que publiquei no Twitter: “Guia do Extraordinário Poético no Twitter”. Livro de Frases: “domeulivroML” (ainda inédito). Não tenho preferência de gênero, número ou grau. (Risos). Depende muito das informações enviadas pelas Mensagens Akáshicas e como vou colocá-las em ação.

9 – ALCINA – Mhario, você tem o dom de nos fazer ‘sentir voando’, quando escreve ou declama. Escreve com o coração em seus lábios. Já teve alguma fã que se apaixonou por você?

MHL: Acho que não. Pelo menos, dentre as centenas de e-mails, acessos e contatos que recebo, sinceramente, ainda não fui sensibilizado por algo dessa natureza. (Risos). Eu sempre ‘amei’ as obras de arte, por mim escolhidas e admiradas que escuto, que leio ou que vejo. Nunca ‘amei’ seus autores. Isso porque há uma diferença abissal entre a criação e o criador. Refiro-me às pessoas sem problemas de equilíbrio emocional, claro! Assim, se acontecer o inverso, fico receoso. Aliás, me veio à cabeça agora a música de Cazuza, “Exagerado”: “Eu nunca mais vou respirar, se você não me notar. Eu posso até morrer de fome, se você não me amar”. Desta forma, a coisa sai do controle. Felizmente, até agora, nossas relações bilaterais – eu e meus leitores – têm sido bastante amigáveis. Sem ‘exageros’!

10 – ALCINA – Deixe uma mensagem de esperança para todos nós. E Deus te abençoe muito!

MHL: Amém! Diante dessa situação incontrolável que o Mundo vive atualmente, há uma mensagem incrível que nos protege e nos dá forças para continuar na luta. Tenho muita fé no que está escrito. Reproduzo alguns trechos: “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará. (…) Ele te cobrirá (…) e debaixo das suas asas te confiarás; a sua verdade será o teu escudo e broquel. Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia. Nem da peste que anda na escuridão, nem da mortandade que assola ao meio-dia. Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas não chegará a ti. (…) Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda. Porque aos seus anjos (o Senhor Meu Deus), dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos. (…)”. Salmos 91.

 

Abaixo, o vídeo com a poesia ‘Coração Incendiado’:

 

 

 

 

 

 

 

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