O leitor participa: Celso Ricardo da Silva Nagai, de Sorocaba, com seu poema ‘A guerra’

10/11/2017 19:00

“Buscamos a verdade em meio às mentiras./ As mentiras inventadas pela população./ Essa população de estranhos/ (Nem mesmo sabem para onde vão).”

 

Buscamos a verdade em meio às mentiras.

As mentiras inventadas pela população.

Essa população de estranhos

(Nem mesmo sabem para onde vão).

Essas mentiras que são sempre repetidas.

Tornam-se uma verdade sem condição.

Nós acabamos acreditando em tudo que dizem.

Nós nos rendemos para a perda da razão.

As pessoas que correm sem ter rumo,

Pela falsidade, tornam a grande traição.

Pessoas sendo expulsas por pessoas…

Levante as suas armas, o poder da opressão.

Essa guerra não chegou ao fim.

Resistiremos até depois do último cair no chão.

Para conseguirmos essa paz que tanto queremos.

Buscamos, caminhamos na mesma direção.

Não somos bons e também não somos maus.

Somos carne, osso, pele, batidas do coração.

Apenas queremos viver nossas vidas.

Na nossa certeza, não existe a perfeição.

Se for preciso, prenda-nos, leve-nos daqui.

Juntos sobreviveremos a essa prisão.

Os gritos não se ouvem mais.

Corpos enterrados sem caixão.

Conseguimos, alcançamos juntos.

O espírito da união.

Uns foram para não mais voltar.

Em nossa história a recordação:

Para nós que sobrevivemos,

Uma eterna continuação.

 

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