No Quadro de Colunistas do ROL, as tintas literárias de Dias Campos!

20/09/2020 12:59

Dias Campos

Dias Campos é um navegante de todos os mares literários e abrilhanta ainda mais o Quadro de Colunistas do ROL!

José luiz Dias Campos Júnior, ou Dias Campos, como é mais conhecidoé natural de São Paulo (SP), e do seu abrangente currículo, destacamos: Embaixador da Literatura, título concedido em 2020 pela Corte Brasileira de Letras, Artes e Ciências – COBLAC; Ambassadeur Honneur et Reconnaissance aux Femmes et Hommes de Valeur, título concedido em 2020 pelas Luminescence Académie Française des Arts, Lettres et Culture – Literarte; Destaque Cultural 2019; Destaque Social 2019; Embaixador da Paz e Comendador da Justiça de Paz, com a Comenda Internacional Diplomata Ruy Barbosa ‘O Água de Haia’, os quatro títulos conferidos em 2020 pela Organização Mundial dos Defensores dos Direitos Humanos – OMDDH; Prêmio Internet COBLAC, 2020; Destaque Literário no 32º (2020) e no 28º (2018) Concurso Literário de Poesias, Contos e Crônicas, promovido pela Academia Internacional de Artes, Ciências e Letras a Palavra do Século 21 – ALPAS – 21; ganhador do Troféu Destaque na 7ª Edição do Sarau Musical Cultural, 2019; autor do romance A promessa e a fantasia (Promise and fantasy), ambas as versões em Amazon.com.br, 2015; “Embajador de la Palabra”, título concedido pela Asociación de Amigos del Museo de la Palabra, 2014;  ganhador do Prêmio Latino-Americano de Excelência, 2013; Medalha de Ouro no I Concurso Oliveira Caruso, 2011; vencedor do Concurso Mundial de Cuento y Poesía Pacifista, 2010;  autor do romance As vidas do chanceler de ferro, Lisboa, 2009; membro da Academia Mundial de Cultura e Literatura – AMCL; da Academia Independente de Letras – Ail Ordem Scriptorium; da Academia Luminescense da Devoção as Artes e Letras – Sucursal Brasil; da Academia Internacional de Artes, Letras e Ciências a Palavra do Século 21 – ALPAS 21, da Associação Internacional de Escritores e Acadêmicos, da Asociación de Amigos del Museo de la Palabra, do Movimento Poetas del Mundo, e da Revista Itinerário Imprevisto.

É este navegante de todos os lares Literários que o Jornal Cultural ROL tem o prazer de receber em seu Quadro de Colunistas e Correspondentes, para abrilhantá-lo ainda mais!

Seja muito bem-vindo à Família ROLiana, Dias Campos!

E a seguir, sua primeira contribuição: a crônica ‘E a porta se abriu’.

E A PORTA SE ABRIU

Se tivermos um sonho, devemos persegui-lo, pois o máximo que poderá acontecer… Será dar certo! Essa frase, de minha autoria, representa a filosofia por que sempre me guiei. Por força disso, hoje tenho o privilégio de compartilhar com todos um fato ímpar que me aconteceu.

Desde a adolescência percebi que o escrever e eu seríamos um só. Restava-me, no entanto, decidir entre duas lindas primas. A poesia, loira sensível, fazia-me devanear a cada vez que lhe escutava a voz melíflua. A prosa, morena fogosa, levava-me à ebulição tão só lhe fixava as curvas enigmáticas. Ó dúvida lancinante!…

Resolvi, então, pedir ajuda a um dos meus preferidos, e fui me consultar com Voltaire. O iluminista, que lá do Empíreo já pressentira o meu dilema, não precisou de nenhuma anamnese para me nortear a escolha. Com a habitual perspicácia, pegou do seu conto A princesa da Babilônia e relembrou-me que a verdadeira poesia é natural e harmoniosa, e que tanto fala ao coração como ao espírito. Ora, longe de me melindrar, essa luz me fez reconhecer a distância que em mim havia entre a efêmera poética da puberdade e o imorredouro dom dos poetas. E me enamorei de vez pela morena. A escrita, incipiente que fosse, por óbvio que mais agradava ao meu ego do que aos poucos leitores para quem não me fazia de rogado – esses, na maioria, pertencentes à parentela. Mesmo assim, não me deixava abater, pois, como disse, o sonho tem que ser perseguido.

E seguia com minhas garatujas. Certa vez, quando cursava o então terceiro colegial, os professores de português da escola onde estudei – o glorioso colégio Bandeirantes – tiveram a ideia de compor uma coletânea de contos escritos pelos alunos. Ora, disse para mim mesmo, “Eis aí a minha chance!” É fato que, num primeiro momento, fiquei eufórico quando soube que minha história tinha sido pré-selecionada. E mais deslumbrado fiquei quando a colega da perua escolar por quem arrastava um caminhão me recobriu de elogios, a mim e ao meu texto.

Agora não me lembra se o fora que levei foi antes ou depois de constatar que o meu conto não integrara aquela coletânea…

Recuperado do duplo desengano, só me restava seguir adiante. Os nãos, contudo, assomavam, mormente quando passei a tentar os concursos literários. Foi aí que divisei um caminho seguro: era preciso devorar os clássicos para aprimorar a minha técnica. Interessante mencionar, e digo isto cheio de orgulho, que essa rota era-me inata; ninguém ma incutiu! E quão grato fiquei quando, lendo também biografias, descobri que Fielding e Balzac sentiram a mesmíssima necessidade.

O gosto pela leitura, os monstros sagrados da literatura universal, o conhecimento que o Direito me proporcionou, tudo, enfim, me ajudou, e muito, a que a prosa em mim se aperfeiçoasse, se acrisolasse. A propósito, fiquei muito estimulado ao saber do percurso por que passaram vários autores consagrados, do passado e contemporâneos, pois que cursaram primeiro as ciências jurídicas para só depois se dedicarem ao ofício de escritor.

E o tempo seguiu sem pressa. Formei-me na faculdade, passei na Ordem dos Advogados do Brasil, advoguei, conquistei o título de Especialista em Direito Penal pela Escola Superior do Ministério Público do Estado de São Paulo, lecionei por sete anos na Universidade Paulista – UNIP, escrevi livros e artigos técnicos… E jamais abdiquei do meu sonho. Aliás, este provérbio japonês, e que também espelha o meu âmago, a perseverança, acabou por fincar raízes na minha cabeceira: Cair sete vezes; levantar-se oito.

É claro que nesse meio tempo fiz o que a sabedoria popular recomenda a uma vida plena: cheguei a comer abacates do pé que eu mesmo plantei, sou confessadamente um pai babão de um garoto de seis anos, e o primeiro livro que escrevi foi um romance épico-histórico (nos moldes de Sir Walter Scott), e com “apenas” 117 itens de bibliografia. Esta última conquista, com efeito, ter-me-ia levado à plenitude. No entanto, problemas alheios à minha vontade fizeram-me propor um distrato, que foi aceito. E todos os direitos me foram devolvidos. Assim – e, sem dúvida, isto é subjetivo –, a realização que pensara ter alcançado como que deixou de existir; como se alguém me tivesse furtado uma meia-porta lateral de um valiosíssimo tríptico que tanto cobiçara. Que se busque a reedição! resolveriam uns. É fato que a almejo. Todavia, a consagração da minha prosa acabaria chegando por um meio até então impensado – a ousadia.

Ora, pensava comigo, por que não arriscar? por que não confiar na minha capacidade, no meu talento como escritor? E relembrava a minha filosofia de vida… E pesquisei, e esperei. Pois a porta finalmente se abriu em 2010, com a convocação para um concurso literário de âmbito internacional! – o Concurso Mundial de Cuento y Poesía Pacifista, e que foi divido em várias categorias linguísticas, para uma equânime apreciação.

Pacifismo?! Mas quem, nos dias de hoje, se interessaria por algo tão improdutivo, tão pouco lucrativo? Pois centenas de escritores, do mundo inteiro, a ele se entregaram, a ele se dedicaram, e com toda a pureza de sua arte.

E qual não foi a minha surpresa quando, lendo certo dia os meus e-mails, notei que um deles vinha escrito em espanhol. Tive que ler e reler, não para entender a mensagem, mas para acreditar que, na modalidade conto em português, fora eu o vencedor daquele certame!

Algum prêmio em dinheiro? E haveria quem patrocinasse com numerário um concurso pacifista?… No entanto, a alegria de ter participado, e pela primeira vez, de um concurso internacional, e de ter sido o vencedor, ah! isso não tem preço. Ademais, e como se essa vitória não bastasse, inscrevi o mesmo conto em um outro concurso, o Primeiro Concurso Literário Oliveira Caruso, de 2011, na Categoria Poesias. E obtive a Medalha de Ouro! Seria coincidência? Creio que só com relação à minha filosofia de vida, pois o título do conto é Nunca desânimo.

 

 

 

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