Maria Helena de Toledo S. Melo: ‘lançado digitalmente o livro ‘Trem Blindado’

15/04/2019 18:53

LANÇADO DIA 20 DE MARÇO A EDIÇÃO DIGITAL  DO LIVRO TREM BLINDADO

Dia 20 de março de 2019 ocorreu o lançamento oficial da Edição Digital do Livro Trem Blindado. Em solenidades simultâneas foi lançado o QR CODE que dará acesso à obra e foram homenageados os Soldados Voluntários citados na obra e também seus descendentes.

 

No Cemitério da Consolação em São Paulo, sob a responsabilidade do Dr. Prof. Jefferson Biajone, a Sociedade Veteranos de 32 MMDC fez a concessão post mortem da Medalha MMDC a Fernando Penteado Médici, autor do livro, recebeu a honraria seu sobrinho Sr. Jorge Médici de Eston e foi afixado em sua sepultura (n.º 26, rua 15 lado esquerdo) a placa com o QR CODE.

 

FERNANDO PENTEADO MÉDICI nasceu em São Carlos/SP, a 15 de Fevereiro de 1915. Filho de Sr. Atugasmin Médici e D. Antonieta Penteado Médici. Aos 17 anos alistou-se voluntariamente no Batalhão 14 de Julho, com destino ao Exército Constitucionalista do Setor Sul, em Itapetininga/SP. Por atos de bravura praticados abordo do Trem Blindado de n.º 1 durante o combate de Buri nas jornadas de 25 a 26 de Julho de 1932 foi promovido a 3º sargento.  Fernando Penteado Médici pertenceu à Sociedade Veteranos de 32 MMDC, tendo atuado como orador do batalhão 14 de Julho em diversas ocasiões. Seu prematuro falecimento, aos 32 anos, ocorreu em 3 de Junho de 1947, em São Paulo.

 

 

Foram agraciados com o Diploma de Honra ao Mérito “TREM BLINDADO Nº1” as seguintes personalidades:

Cel PM Mario Fonseca Ventura

Prof. Dr. Sérgio Médici de Eston

Sr. Jorge Médici de Eston

Sra. Maria Silvia Martins de Souza

Prof. Rodrigo Gutemberg

Cb PM Euclides Cachioli de Lima

Eng. Dráusio Roberto Vieira

Pe. Mário Monteiro

Sr. José Carlos Sobral

Fernando Penteado Médici

No Cemitério da Saudade em Campinas, sob a responsabilidade de Maria Helena de Toledo Silveira Melo, foi homenageado o Voluntário integrante do Batalhão 14 de Julho, Alcyr César do Nascimento, recebeu a homenagem a Sra. Iara Aguiar do Nascimento Frenhani, filha do Voluntário e em sua sepultura (Nº68 quadra 36) também foi afixado o QR CODE.

ALCYR CÉSAR DO NASCIMENTO nasceu em Sorocaba no dia 22 de setembro de 1912. Formou-se engenheiro químico pela Universidade de São Paulo, tendo trabalhado por muitos anos no Instituto Agronômico em Campinas. Foi casado com a Senhora Iná Simões Aguiar do Nascimento Frenhani.

Alcyr pertenceu ao Batalhão 14 de Julho e com ele participou de fio a pavio na Revolução Constitucionalista de 1932, tendo sobrevivido ao formidável Combate do Cerrado ocorrido a 17 de setembro de 1932 em Capão Bonito, próximo às margens do Rio das Almas.

O soldado Alcyr também esteve na defesa de Taquaral Abaixo, a última trincheira do Setor Sul com o findar da Revolução nas jornadas de 2 a 4 de outubro de 1932.

 

Em Sorocaba, no Cemitério da Saudade, sob a responsabilidade do Dr. Prof. Jefferson Biajone, o homenageado foi o Voluntário, irmão de Alcyr, Soldado Aureliano César do Nascimento integrante no Trem Blindado, sua filha Alice Elisabeth do Nascimento recebeu a homenagem e também foi afixado em sua sepultura a placa com o QR CODE.

AURELIANO CÉSAR DO NASCIMENTO filho do Capitão Augusto César do Nascimento Filho e da Sra. Adolfa César do Nascimento nasceu em Sorocaba a 6 de agosto de 1910. Formou-se em Matemática com distinção no Mackenzie College (atual Universidade Mackenzie). Casou-se com a Sra. Ester Bueno de Camargo Nascimento com quem teve treze filhos.

Aureliano sobreviveu a Revolução Constitucionalista quando da sua participação em um dos episódios mais extraordinários que foi a ação do Trem Blindado no combate de Buri ocorrido na jornada de 25 a 26 de julho de 1932.  Neste combate Aureliano foi ferido na coxa direita por estilhaços de granada enquanto alimentava com munição uma das metralhadoras. Com o ferimento de Aureliano e a grande avaria sofrida no Trem Blindado, o Comandante Affonso Negrão ordena a retirada e retornam a Buri, ali Aureliano foi atendido e encaminhado para a Santa Casa de Itapetininga.

Terminava neste combate a corajosa participação de Aureliano e cinco companheiros, também feridos.

 

 

 

No Cemitério da cidade de Palmital foi homenageado, sob a responsabilidade do Sr. Eduardo Negrão, seu filho, o intrépido e destemido 1º Tenente Affonso Negrão, Comandante do Trem Blindado Nº1 e foi afixada a placa com o QR CODE em seu tumulo.

 

 

 

 

 

 

 

 

A história de Alcyr e seu irmão Aureliano César do Nascimento, do 1º Ten. Affonso Negrão entre outros foi testemunhada por Fernando Penteado Médici e descrita em seu livro Trem Blindado inscrevendo assim seus nomes na galeria dos heróis do maior movimento cívico da história do Estado de São Paulo.

 

 

 

A Edição Digital do Livro Trem Blindado foi uma iniciativa e realização de resgate da memória e dos feitos da Epopeia de 32 da  SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC  na sua sucursal Núcleo M.M.D.C. de Itapetininga, em parceria com acadêmicos do Curso Superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas da Fatec de Itapetininga, e com pesquisadores do Portal dos Ex-Combatentes, da Academia Itapetiningana de Letras e do Departamento de História Militar Terrestre do Instituto Histórico Geográfico e Genealógico de Itapetininganos quais agradecem e parabenizam os seguintes familiares de Fernando Penteado Médici pela publicação desta edição digital: D. Maria Apparecida Médici de Eston, Prof. Dr. Sérgio Médici de Eston, Sr. Jorge Médici de Eston, Sr. Pedro Médici de Eston, Mateus Rebouças Stucchi Médici de Eston, Sra. Maria Silvia Martins de Souza, Sra. Maria Luiza Reboucas Stucchi e D. Yolanda Barbosa Dias.

 

Mais informações sobre o lançamento podem ser conferidas em:

http://mmdcjaguariuna.blogspot.com/

http://ventura-memriasdoventura.blogspot.com/

http://mmdc.itapetininga.com.br/tbedm.htm

 

TREM BLINDADO

O Trem Blindado, ou “Fantasma da Morte”, como foi apelidado pelos combatentes foi construído na oficina ferroviária de Sorocaba, o TB-1 era composto de uma locomotiva a vapor e um vagão, ambos blindados; no interior do vagão, localizavam-se soldados que através de pequenas aberturas posicionavam suas metralhadoras Hotchkiss de 7 mm Acima, no teto, dois potentes faróis movidos pela própria locomotiva iluminavam totalmente as trincheiras inimigas.

(https://orgulhodeserpaulista.blogspot.com/2017/07/trens-blindados-os-fantasmas-da-morte.html).

 

  1. Helena de Toledo S. Melo