Márcio Castilho: ‘Sopro’

02/12/2021 21:41

Márcio Castilho

Sopro

Enquanto houver em mim um hálito de vida

Esperarei pelo amor que houvera sonhado,

Não me desesperarei, não darei guarida

Às vãs desilusões no destino traçado.

 

Para que me aceites no meu último instante,

Ensaiei minha morte de braços abertos,

Com lábio escarlate ávido por beijar-te

E olhos semicerrados sob baços desertos.

 

Pelo amor que houvera sonhado, lutarei;

Nas fronteiras do corpo e da alma, te amarei

E te desejarei sempre e sempre mais ainda.

 

Nem o Inferno, nem o Céu nos separará,

Nenhum mundo nunca nos distanciará

Enquanto houver em mim um hálito de vida.

 

Márcio Castilho

marciocastilho74@outlook.com

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