José Coutinho de Oliveira: ‘Primado de Aristóteles’

10/04/2018 09:28
 

José Coutinho de Oliveira: ‘Primado de Aristóteles’

Disse Alfred North Whitehead, falecido em 1947 aos 86 anos, criador das filosofia e teologia do processo, professor de Bertrand Russel, que começou dar aula de filosofia aos 60 anos, que tudo o que foi escrito na filosofia depois de Platão não passa de nota de rodapé. Diante de grave afirmação nós pobres mortais não temos outra coisa a fazer a não ser estudar essa hipótese e verificarmos se ele realmente estava correto. Tudo leva a crer que ele acertou pois ao estudarmos Aristóteles do qual Platão disse que era o cérebro da Academia verificaremos princípios gerais e permanentes que orientarão para sempre a filosofia: imobilismo do 1º motor, ou seja, Deus é perfeitamente perfeito, originador de todas as origens e onipotente, pantocrator, em grego; ao refutar as ideias inatas de Sócrates, criou o empirismo segundo o qual só se aprende aquilo sobre o qual meditamos e o realismo, ou seja, o palpável é a coisa-em-si, res ipsa como dizia Anton Amo filósofo de Gana, a coisa nua e crua; criou a mediania, meio termo entre a falta e a falta, a bravura, por exemplo, é o meio termo entre  a covardia e a temeridade; criou a palavra enteléquia, ou seja, plenitude, a finalização do devir, quando o planejado se torna realidade; devir, a passagem da potência à realidade, ou vir-a-ser; criou o holismo, hoje em dia se usa muito o termo holística, totalismo predecessor da gestalt, (gues), que diz que só posso dizer algo sobre o particular depois que aprendi o geral; descobriu o movimento ao dizer que entre o ser e o não ser de Parmênides tem o vir-a-ser, o movimento inicia-se na tendência, potêncialidade e termina na obra final, no ato. Os escolásticos diziam ato puro.

José Coutinho de Oliveira

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