Jairo Valio: ‘Pandemia’

07/11/2020 16:00

Jairo Valio

Pandemia

Atroz, não mede suas interferências.
Propaga-se como chamas ardentes,
E numa profusão que se alastram,
Vai dizimando vidas sem culpas,
Sem sintonias para lhes preocupar.
Um vírus traiçoeiro sem origem até,
Veio chegando de forma traiçoeira,
Numa época fervilhante de vidas,
Turistas que vieram nos visitar,
E nas bagagens ele até se escondeu.
Não se sabe ao certo onde se aportou,
Se nos aeroportos ou então nos portos,
E os inocentes turistas nada sabiam,
Até que surgiram os primeiros sintomas,
Febre, mal estar geral, cansaços e dores.
O povo sem medir as consequências,
Divertia-se num frenesi ensurdecedor,
Nas Avenidas e até nos Sambódromos,
E nas bagagens o vírus então se instalou,
Invadindo lares e ali tendo permanências.
Vidas se foram sem as despedidas tristes,
Enterradas às pressas para evitar contágios,
Pessoas idosas de preferencia como vítimas,
Que gozavam de merecidas aposentadorias,
Após anos de trabalho sustentando vidas.
Se alastrou como se fosse feroz assassino,
Com ímpeto avassalador assustando Países,
Mesmo os mais avançados deste Planeta,
Fazendo vitimas em todas as camadas sociais,
Não tendo preferências entre pobres e ricos.
Busca-se vacinas para conter seus ímpetos,
E numa guerra sem vencedores ou vencidos,
Todos buscam os antídotos para salvar vidas,
Que podem demorar por disputas até políticas.
E por enquanto devemos evitar aglomerações.
Jairo Valio
08-11-2020

 

 

 

 

 

 

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