Jairo Valio: ‘O navegante’

09/05/2018 12:57

“Condutor de emoções, singra todos os mares./ Busca os corações aflitos para consolá-los,/ mostrando que num amor em decadência,/ quando uma nau se encontra em tempestades,/ um porto seguro se vislumbra no horizonte,/ e em águas calmas pode suturar as feridas.”

 

O NAVEGANTE

Condutor de emoções, singra todos os mares.

Busca os corações aflitos para consolá-los,

mostrando que num amor em decadência,

quando uma nau se encontra em tempestades,

um porto seguro se vislumbra no horizonte,

e em águas calmas pode suturar as feridas.

 

Se forem doloridas e não existirem os remédios,

lágrimas de emoções serviriam até de lenitivos,

pois chorar é um bálsamo que alivia todas as dores,

e com o tempo as feridas vão se cicatrizando,

quem sabe até recompondo o amor que se foi,

que voltará então suave e uma flor pode oferecer.

 

Mostrará para quem viveu em águas turbulentas,

que existem mares onde as ondas são tão calmas,

e vão chegando devagarinho até quebrar na areia,

procurando então uma criança para com ela brincar,

que, aos pulinhos, solta gargalhadas nas peraltices,

e contemplá-los seria uma maneira de curar suas dores.

 

Depois no entardecer sereno que vai se avizinhando,

mostrará como é bonito um pôr do sol lá bem longe,

com multiplicidades de cores pincelando todas as nuvens,

e o céu azul que vai perdendo a tonalidade tão bonita,

permite que se singre no seu ventre o vermelho rubro,

até que tudo se acalme e a noite chegue de mansinho.

 

Navegante que tem por missão acalmar as tempestades,

retemperar um amor ferido machucado à exaustão,

traga somente para este mundo de tantas incertezas,

luz e força para que se esqueçam as turbulências,

e em vez de armas que tiram vidas e causam dores,

oferecer flores perfumadas que emocionam corações.

 

Jairo Valio – valio.jairo@gmail.com

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