Genealogia: Informações sobre a família Nunes

31/05/2019 10:42

Afrânio Franco de Oliveira Mello
Eleito em 2017 na categoria ‘Melhor Genealogista’
Eleito em 2018 nas categorias ‘Melhor Escritor’, ‘Melhor genealogista’ e ‘Melhor colunista de Jornal Virtual’

ATENDIMENTO NÚMERO 1129

 

Caro Carlos, bom dia.

Em atendimento a sua solicitação, encaminho o arquivo do sobrenome NUNES, de sua ascendência materna.

NUNES ……………… 19 pázginas e 4 brasões ;

Nuñes (espanhol).  01 página e sem brasão.

Não encontrei os nomes que você menciona em sua mensagem.

É um grande arquivo que contem muitos nomes, associação com outros sobrenomes,armas, títulos, morgados,

senhorios,cargos e profissões,Cavaleiros da Ordem de Cristo,familiares do Santo Ofício,médicos, Judeus

portugues da família Nunes e  Mapa de localização do sobrenome da Itália.

Veja também os registros de entrada no Brasil na Hospedaria dos Imigrantes.

Abaixo um resumo dos dois arquivos para os leitores do ROL – Região On Line. Os arquivos principais seguem

no seu endereço de e-mail.

Espero que, na leitura, encontre os seus.

 

Abraços
Afrânio Franco de Oliveira Mello
afraniomello@itapetininga.com.br

Observação:
“Estas informações estão sendo fornecidas gratuitamente
e serão publicadas na edição virtual do Jornal Cultural
ROL – (www.jornalrol.com.br).
A não concordância com esta publicação deve ser informada imediatamente.
Gratos”

 

 

 

 

 

 

Nunes

sobrenome de origem luso-espanhola.

Classificado como patronímico de Nuno, pois remonta ao nome próprio do fundador deste tronco familiar. Inicialmente, os primeiros a utilizar este sobrenome eram conhecidos como  “Fulano filho do senhor Nuno”, já a segunda geração, ou seja, os netos do senhor Nuno utilizavam o nome próprio do avô como sobrenome, acrescendo uma pluralidade passou ao termo Nunes.    O mais natural é que existam inúmeras famílias que o adotaramm por sobrenome mas sem estarem ligadas entre si por laços de quaisquer tipos.

Da baixa latinidade NunniciNunizi [documentado no ano de 1054], Nunniz [doc. 964], Nunnez [doc. 1053] e Nunez. Nuno talvez derive do latim nonnus, palavra respeitosa da linguagem  infantil, aio, pai (Antenor Nascentes, II, 220). Patronímicos são apelidos que consistem numa derivação do prenome paterno. No latim ibérico constituiu-se esse tipo de apelido com o sufixo “-ícus” no genitivo, isto é, “-íci”. É quase certo que se trata de um sufixo ibérico “-ko”, indicativo de descendência, com as desinências latinas da 2ª declinação. Assim, por evolução fonética temos no português medieval -ez (escrito -es, porque átomo) -iz, -az (escrito -as, quando átono). Por exemplo: Lopes (que vem de Lopo), Fernandes (filho de Fernando) e Perez ou Peres ou Pires (filho de Pero, variante arcaica de Pedro).  Pertence a esta família Nuno Martins Garro a quem o rei de Portugal D. Afonso V deu brasão de armas, em 1466, do apelido Nunes (Anuário Genealógico Latino, I, 70). Brasil: Assim como os demais patronímicos antigos – Eanes, Fernandes, Henriques, etc – este sobrenome espalhou-se, desde os primeiros anos de povoamento do Brasil, por todo o seu vasto território. No Rio de Janeiro, entre as mais antigas, a de João Nunes, «o cego», fal. antes de 1705, que deixou geração do seu cas., c.1644, com Bárbara da Costa, fal. no Rio, em 1665. Ainda, no Rio de Janeiro: os Nunes Campo Maior, Nunes da Costa, Nunes Moreira, Nunes da Silva, Nunes da Silveira e Nunes Vieira – todas do séc. XVII (Rheingantz, III, 231). Rheingantz registra 76 famílias com este sobrenome, nos sécs. XVI e XVII, que deixaram numerosas descendêcias no Rio de Janeiro. Em São Paulo, entre as mais antigas, a de Antão Nunes, que deixou geração em S. Vicente. Ainda vivia em Santos em 1579. Teve ao menos o filho: Pero Nunes (SL, I, 24). Ainda, em S. Paulo: Baltazar Nunes [1555, Santo André] e Lourenço Nunes (1598) (AM, Piratininga, 125). Ainda, em São Paulo, ver a família Nunes de Siqueira. No Rio Grande do Sul, entre outros, os Nunes Vieira (v.s.). Ainda, no Rio Grande do Sul, a família de José Joaquim Nunes, natural de Caparica, bispado de Lisboa, Portugal, que assinou termo de declaração, a 05.04.1846, onde informa ser católico, ter vindo para o Brasil em 1819, aos 18 anos de idade, ser marítimo e ultimamente estar servindo no Arsenal de Marinha como Patrão-Mor, há nove anos, ser analfabeto e estar casado com uma brasileira há 14 anos (Spalding, naturalizações, 103). Na Bahia, entre as mais antigas, a de Jorge Fernandes [c.1576, Porto -?], que deixou geração do seu cas. com Catarina Nunes, nat. de Arouca, Porto (Jaboatão, 509). Linha Africana: Sobrenome também adotado por famílias de origem africana. No Rio de Janeiro, a de Joana Nunes, «parda», filha de João da Costa e de Marianna, «preta do gentio da Guiné», que foi cas. em 1699, RJ, com Sebastião Gonçalves (Rheingantz, II, 306). No Rio Grande do Sul, a de Vicente Nunes, «pardo forro», cas., 1800, Rio Grande, com Teresa Francisca, «parda escrava» (L.º3.º, fl.9v). No Rio Grande do Sul, entre outras, registra-sea família de Vicente Nunes, «pardo forro», casado a 25.02.1800, em Rio Grande, RS, com Teresa Francisca, também «parda forra». Linha Ilegítima: Em Minas Gerais, por exemplo, Manuel Nunes de Mendonça, «filho ilegítimo» de Manuel Nunes de Mendonça e de Inácia das Neves, de Guaratinguetá, SP [neto de Domingos Nunes de Mendonça], foi cas. em 1784, Itajubá (MG), com Catarina Leite, nat. de Parnaíba, SP (Monsenhor Lefort – Itajubá). Linha de Degredo: Registra-se, no Auto-de-fé celebrado no Terreiro do Paço de Lisboa, a 17.10.1660, a condenação de sete (7) anos de degredo para o Brasil, de Natália Nunes, cristã nova, 63 anos de idade, por «crime de ser judeu». Mulher de Rui Pegado de Abreu, que vivia «de sua fazenda», natural de Abrantes e moradora em Lisboa. Foram pais de maria de Abreu Pegado [c.1626 -], condenada à cárcere perpétuo e hábito, no Auto de Fé de 29.10.1656. Registra-se, no Auto-de-fé celebrado na praça de Coimbra, a 04.07.1662, a condenação de seis (6) anos de degredo para o Brasil, de Engrácia Nunes, cristã nova, de 92 anos de idade, casada com Antônio da Paz, sapateiro, de Bragança. Registra-se, no Auto-de-fé celebrado no Terreiro do Paço de Lisboa, a 17.08.1664, a condenação de três (3) anos de degredo para o Brasil, de Leonor Nunes, cristã-nova, solteira, natural da Guarda, onde morava. Filha de Francisco da Costa, mercador.

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ESPANHA

 

Sua origem, historia e feitos. Igual a numerosos sobrenomes espanhóis, Núñez é de origem patronímico, derivado do nome próprio Nuño e se encontra sumamente estendido em todo território espanhol e também por toda a América Latina. Como se dá no caso de  numerosas famílias deste sobrenome, por sua situação  geográfica, não tem nada que ver umas com outras por isso que ostentam diversas armas. Se dá também no caso de que muitas das famílias Núñez  levam composto com os de outras linhagens o que tem dado origem à criação de armas originadas por entronques matrimoniais. Estudiaremos, pues, las diversas familias Núñez establecidas en diversos lugares de España. En Castilla y León: Una familia del tronco Núñez tuvo hidalga casa en la ciudad de Medina de Ríoseco (Valladolid), siendo primogénito fundador de la misma don José Antonio Núñez, sus sucesores fueron entroncando con ilustres familias, entre ellas las de Portocarrero, de Almagro (Ciudad Real). De esta familia fueron ilustres descendientes, como don José Antonio Núñez, Gobernador de Almagro, Corregidor de Ubeda y Caballero de la Orden de Calatrava, don Ignacio Núnez Gaona, oidor de la Real Audiencia de Cataluña y Caballero de la Orden de Carlos III. De otra familia Núñez avecindada en Avila, tuvo por origen a don Juan Núñez de Ortega, que contrajo matrimonio con doña Inés de Peñalosa y Bracamento, natural de Madrid, de los que descendieron ilustres vástagos entre ellos don Diego Núñez Dávila, Caballero de la Orden de Santiago. También de Avila procedieron los Núñez Vela, señores de Tabladilla. Entre sus descendientes se cuenta a don Blasco Núñez Vela, Señor de la Casa de Tabladilla, virrey y Capitán General de los reinos del Perú. Otra noble casa Núñez radicó en el Concejo de Aldeas de Medina, jurisdicción de Medina de Pomar y partido judicial de Villarcayo, en la provincia de Burgos. Descendientes de esta familia pasaron a América, estableciéndose con preferencia en la Argentina. Asimismo, solares de Núñez se encontraban en las villas de Ponferrada y Villafranca del Bierzo (León). De esta última descendió don Juan Núnez de Gayoso que fue Arcipreste de la Ciudad de Cuzco (Perú). Familias Núñez tuvieron asimismo casas solares en Madrid, la Rioja y Albacete. En Aragón, son numerosos los tratadistas que afirman que la primitiva casa solar de Núñez radicó en el lugar de Maicas, partido judicial de Montalbán, en la provincia de Teruel, señalando que muchos caballeros del linaje Núñez ayudaron al rey don Jaime I, de Aragón, en la conquista de Mallorca. Ahora bien, el conocido tratadista García Garrafa señala que, posiblemente, se trata de una confusión y que los anteriormente citados autores confunden al apellido Núñez con “Nuez” que es el que tuvo solar en la citada villa de Maicas. En Valencia, la familia Núñez floreció en Játiva y tenía una gran antigüedad y nobleza. Se cree que era originaria de Aragón y sus primeros ascendientes sirvieron en sus conquistas al rey aragonés don Jaime I. En la Ciudad de Valencia existió también otra noble casa de este linaje. En Mallorca la familia Núñez, de Mallorca, es originaria del reino de Aragón y su antigüedad queda probada en los tiempos del rey don Pedro I “el Conquistador”. Don Pedro Núñez pasó con este monarca a la conquista de Mallorca y en el reparto que se hizo tras la citada conquista, le tocó las tierras de la alquería de Xilvar, hoy villa de Selva, del partido judicial de Inca. El rey don Jaime, cuatro años después, de acuerdo con el Papa, le encomendaron la fundación del convento de Santa Clara, en Palma de Mallorca. Los Núñez mallorquines se distinguieron por su nobleza, contándose entre ellos a Miguel Núñez, persona que fue de la confianza del rey, don Pelayo Núñez, capitán de una de las galeras mallorquinas que pasaron a la guerra de Cerdeña, en el año 1.408. En 1.413 gobernaba aquél reino Alvar Núñez que fue procurador General del reino de Mallorca y Gobernador interino del mismo, siendo elevado a la dignidad de Almirante de Mar en premio a sus servicios. Juan Odón Núñez era Baile General de la isla de Mallorca y la gobernó interinamente en la época de las Comunidades. Entre los de este linaje que pasaron a América puede, y debe citarse a Rodrigo Núñez de Bonilla que sirvió durante más de cuarenta años a la reina doña Juana y al emperador Carlos V en la pacificación de las provincias de Tierra Firme y Quito, avecindándose en la ciudad de este nombre donde desempeñó el cargo de Tesorero Mayor. Jerónimo Rodrigo Núñez, que colaboró en la colonización y pacificación del Perú y Nicaragua. La lista de los conquistadores españoles del Nuevo Mundo apellidados Núñez es muy extensa: Alvar Núñez Cabeza de Vaca, de ilustre familia andaluza fue uno de los primeros de este apellido que se trasladaron al Nuevo Mundo, donde figura como Tesorero y Alguacil Mayor de la expedición de Pánfilo de Narváez, con el propósito de colonizar las tierras del Golfo de Méjico y la península de la Florida. Famosas son las vicisitudes que tuvo que pasar, así como los repetidos naufragios baste el dato que de 242 hombres que iniciaron la expedición, quedaron tan sólo cuatro (el propio Cabeza de Vaca, el capitán Dorantes, Alonso del Castillo y un muchacho marroquín, Estebanillo). Durante ocho años recorrieron gran parte de Texas, ejerciendo como curanderos entre los indios Chihahua, cruzaron la Sierra Madre, Sonora y Sinaloa hasta que dieron con un grupo de españoles que los condujeron a la ciudad de Compostela y de allí a Ciudad de Méjico. Vasco Núñez de Balboa, uno de los más brillantes colonizadores de América cuyo nombre va unido al descubrimiento del Océano Pacífico. Aunque extremeño, su familia era de origen gallego, noble. En su vida es pintoresco el episodio en el que embarcó como polizón, escondiéndose en una barril, se dice que huyendo de los acreedores de Santo Domingo. Al igual que Cabeza de Vaca, su vida tiene mucho de novelesca. Hábil político, se ganó la confianza de los indios con los que, salvo esporádicos episodios, siempre mantuvo excelentes relaciones. Su principal hazaña, el descubrimiento del Océano Pacífico o Mar del Sur la llevó a cabo con una fuerza compuesta de 190 españoles y ochocientos indios. Su muerte constituyó una de las muchas ocasionadas por la rivalidad existente entre los propios conquistadores. Acusado injustamente de conspirar contra la corona por su propio suegro, Pedrarias Dávila, fue juzgado y sentenciado a muerte. Alonso Núñez de Haro y Peralta, designado arzobispo de Nueva España, fue nombrado virrey interino a la muerte de Bernardo de Gálvez. Blasco Núñez Vela virrey del Perú, promotor de las denominadas “Nuevas Leyes” lo que le valió la enemistad de los colonos españoles dado que perjudicaba los intereses de los encomenderos. Los descontentos, encabezados por Gonzalo Pizarro formaron un ejército que marchó contra el virrey y en la batalla de los Llanos de Añaquito, éste fue derrotado y muerto. No puede pasarse por alto la figura de uno de los más grandes poetas españoles: Gaspar Núñez de Arce, nacido en Valladolid en el año 1.834. Fue también político, ostentando los cargos de gobernador civil de Barcelona, diputado en Cortes y Ministro de Ultramar. Como autor de teatro no tuvo mucho éxito, todo lo contrario que en lo referente a sus célebres poemas.

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