Genealogia: até do Canadá chegam pedidos de estudo para o colunista Afrânio Mello!

21/10/2017 16:52

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Sabemos, pelas estatísticas fornecidas pelo nosso provedor João Bosco Ferrari Itapedigital, , que o nosso jornal é lido em 37 países e que o numero de pessoas que acessam as matérias publicadas vem crescendo continuamente, mas sempre vale destaque um pedido como o abaixo atendido pelo nosso colunista  genealogista Afrânio Franco de Oliveira Mello: o de uma brasileira que mora no Canadá! Isso nos orgulha mais uma vez, porque mostra o quanto é importante para a cultura nacional um jornal como o nosso, que se dedica editorialmente apenas à divulgação de noticias e eventos culturais gratuitos. Temos também colunistas que moram em vários estados brasileiros e até um, no Japão. Assim, o ROL nos mostra que – modéstia à parte! – ele é um verdadeiro elo de ligação mundial entre os amantes da cultura em língua portuguesa. E mostra também o quanto contribuiu para isso o trabalho gratuito e voluntário do genealogista Afrânio Franco de Oliveira Mello e do nosso editor em Sorocaba Sérgio Diniz! Obrigado a todos (Helio Rubens, editor)

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Afrânio Franco de Oliveira Mello:
ATENDIMENTO NÚMEROS 893,894

 

Prezada Senhora Lucia Grosner, bom dia.

Que bom receber esta consulta de uma brasileira residente em Ottawa no Canadá!

Muito me alegra o seu interesse pela sua Genealogia.

Infelizmente não faço pesquisa de nomes de pessoas. É dificultoso e demanda muito tempo , inclusive viagens.

No seu caso, procurando ajudá-la em sua pesquisa, estou enviando os arquivos e brasões

que tenho no meu arquivo de todos os sobrenomes que a Senhora informa. Dentro deles poderá encontrar a referência que procura ou outro tipo de informação.

Sua busca, estando ai no Canadá, pode ser feita via Internet em Cartórios da região onde

eles moravam. Certidões de nascimento , casamento e de óbitos ajudam muito, de batismo igualmente. Nelas tem as informações dos pais e avós.

Vamos aos arquivos.

BARBALHO………………   1 e 1/2 página sem brasão no arquivo e encaminho 3 brasões em separado ;
BARRETO……………….. 10 páginas e 2 brasões ;
BARRETO (espanhol)..    1/2 página em espanhol e sem brasão ;

Abaixo pequenos resumos dos arquivos principais que estão sendo enviado. A senhora tem uma grande quantidade de material para suas pesquisas. Espero, sinceramente , que encontre os nomes que procura. Se precisar de algo mais, é só solicitar. Na mensagem tem o meu endereço de email.

Abraços

Afrânio Franco de Oliveira Mello
afraniomello@itapetininga.com.br

Rol-Região On Line
“Estas informações estão sendo fornecidades gratuitamente
e serão publicadas na edição virtual do Jornal ROL – Região
On Line(www.jornalrol.com.br).A não concordância com essa
publicação deve ser informada imediatamente “.

 

 

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Barbalho 

sobrenome primitivamente alcunha. Debarbalhosubstantivo comum, raiz filamentosa das plantas (Antenor Nascentes, II, 37). Portugal: o genealogista, magistrado e escritor Cristóvão Alão de Moraes [1632-], em sua valiosa obra Pedatura Lusitana-Hispanica, composta, em 1667, dedica-se ao estudo desta família [Alão de Moraes, Pedatura, IV, 2º, p. 353]. Brasil: Sobrenome de uma antiga famíliaestabelecida em Pernambuco. Procede de Braz Barbalho Feyo, que passou a Pernambuco, no início de sua povoação, onde deixou larga descendência do seu casamento com Catarina Tavares Guardes. Por via de uma de suas filhas, originou-se afamília Barbalho Bezerra (v.s.), de Pernambuco e do Rio de Janeiro (Borges da Fonseca, I, 139). No Rio de Janeiro, procede de Francisco Barbalho (n.c.1641), casado com Inácia Rangel (RJ – 1737, RJ) (Rheingantz, I, 190). Cristãos Novos:Sobrenome também adotado por judeus desde o batismoforçado à religião Cristã a partir de 1497. Na Paraíba: Vitória Barbalho [Parte Cristão-Novo], moradora do Engenho Novo, doc. 1732 (Wolff, Dic.I, 19).

 

Barbalho Bezerra, sobrenome de uma antiga e ilustrefamília estabelecida em Pernambuco, com ramificações no Rio de Janeiro. A união dos dois sobrenomes, teve princípio em Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda, filho de Antônio Bezerra Felpa de Barbuda, chefe do tronco A, da família Bezerra (v.s.), de Pernambuco. Deixou numerosa descendência do seucasamento com Camila Barbalho, que ainda vivia em 1608.Filha de Braz Barbalho Feyo, patriarca desta família Barbalho (v.s.), em Pernambuco. Entre os descendentes do casal, registram-se: I – o filho, Luís Barbalho Bezerra [c.1584, PE – 16.04.1644, Rio, RJ], que foi o patriarca desta família no Rio de Janeiro. Saiu de Pernambuco, com toda a sua família, por ocasião da invasão holandesa. Passou, inicialmente, em 1638, para a Bahia e, posteriormente, por volta de 1642, para o Rio de Janeiro, onde deixou larga descendência do seu casamentocom Maria de Mendonça Furtado, filha de Ayres Furtado de Mendonça (Rheingantz, I, 188). Foi Fidalgo da Casa Real, Comendador da Ordem de Cristo, governador do Arraial do Cabo de St. Agostinho, mestre de Campo de Infantaria, Governador e Capitão General do Rio de Janeiro [Patente de 21.02.1642] e Governador da Bahia; II – o neto, capitão Guilherme Barbalho Bezerra, nat. de Pernambuco. Coronel de Reg. na Bahia. Capitão [Patente de 20.06.1637]. Alcaide-Morda Cidade de São Cristóvão [SE – Carta Régia de 15.03.1664]. Teve mercê da Comenda de N. S. dos Casais, da OX [11.03.1647], pelos serviços prestados em Pernambuco, Salvador [BA] e em Elvas. Teve mercê da Comenda do Mareto, na Ordem de São Tiago [15.01.1642], pelos serviços prestados ao Brasil. Fidalgo da Casa Real; III – o neto, Agostinho Barbalho Bezerra [1629, Olinda, PE – 1670], Teve mercê doHábito da OX e da Ordem de São Tiago [19.07.1645], pelos serviços prestados em Pernambuco, Várzea do Capibaribe, na armada do conde da Torre, no Rio de Janeiro, nos Açores e em Elvas. Teve mercê da Comenda de S. Pedro Fins de Canelas, naOrdem de Cristo. Comendador da Ordem de Cristo [1646] eFidalgo da Casa Real [Provisões de 19.10 e 07.12.1663]. Governador do Rio de Janeiro [1661-1662], Donatário da Ilha de Sta. Catarina [Mercê Real de 04.02.1664], Oficial do Correio-Mor de Mar e Terra e Administrador Geral das Minas do Sul; IV – o neto, Francisco Monteiro Bezerra, Fidalgo da Casa Real. Sentou Praça aos 8 anos de idade. Capitão da Fortaleza de Nossa Senhora de Populo; V – o neto, Antônio Barbalho Bezerra, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, 2.º Senhor doMorgado da Paraíba, por seu casamento, com Joana Gomes da Silveira, neta de Duarte Gomes da Silveira, instituidor doMorgado de S. Salvador do Mundo, na Paraíba, a 06.12.1633; VI – o bisneto, Antônio Barbalho Bezerra, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, 4.º Senhor do Morgado da Paraíba; VII – o bisneto, Duarte Gomes da Silveira Bezerra, 5.º Senhora de S. Salvador do Mundo, na Paraíba; VIII – a terceira neta, Joana Gomes da Silveira Bezerra, 6.º Senhora do Morgado da Paraíba; IX – oquarto neto, Capitão-Mor José Gomes da Silveira Bezerra, 7.º Senhora de S. Salvador do Mundo, na Paraíba. Linha Africana:Sobrenome também usado por famílias de origem africana. NoRio de Janeiro, teve princípio em Luiz Barbalho Bezerra [1660- ?], quarto neto do citado Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda,patriarca desta família Barbalho Bezerra, de Pernambuco. Deixou geração com Joana Gomes, «preta forra», nascendo umfilho, Manuel Barbalho Bezerra, «pardo forro», que deixougeração (seis filhos), do seu casamento, 1731, RJ, com Mariado Amaral Gurgel, «parda forra» (Rheingantz, II, 549).

 

Barbalho Uchoa, antiga e importante família de Pernambuco. A união dos dois sobrenomes teve princípio no capitão Antônio Borges Uchôa [? – d.1671], Cavaleiro da Ordem de Cristo, filho de Marco André de Figueira e de Maria de Mendonça Uchôa, irmã do mestre de campo Gaspar de Souza Uchôa, e filha de Simão de Souza Uchôa Borges, de quem descendem os Uchôa (v.s.), de Pernambuco. Deixou numerosadescendência do seu casamento com Ignêz Barbalho, filha de Antônio Barbalho Feyo, e descendente de Braz Barbalho Feyo,patriarca desta família Barbalho (v.s.), em Pernambuco.

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clip_image002  clip_image002[3]

Barreto, Barretto, Barretos

sobrenome de origem portuguesa. embora seja discutível se a raiz deste nome é toponímica ou outra, o que é de aceitar sem discussão é que se trata de uma família com nobres e remotas origens.

Alguns genealogistas fazem dela um ramo dos «de Baião», mas o que parece estar já suficientemente documentado é que ela veio a herdar os bens da linhagem dos «de Chaim» e, posteriormente, os dos Velhos, o que basta para demostrar a preponderância social que foi a sua desde eras muito remotas.

 

Títulos, Morgados e Senhorios

 

Barões de Barreto                      Barões de Bliss

Barões de Brissos                       Condes da Torre

Condes de Almarjão                    Condes de Armil

Condes de Assumar                    Condes de Azambuja

Condes de Palma                        Condes de Vale de Reis

Duques de Loulé                                Marqueses de Alorna

Marqueses de Fronteira               Marqueses de Loulé

Senhores da Casa da Varziela       Senhores de Freriz

Senhores de Penagate                        Senhores de Rodão

Senhores do Morgado  Quarteira Senhores do Morgado do Freixo

Viscondes da Granja                   Viscondes de Alentém

Viscondes de Beire                     Viscondes de Castilho

Viscondes de Geraz do Lima                 Viscondes de Melo Barreto

Viscondes de Nova Granada

 

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Nome: Lucia Grosner
EMail: grosnerlucia@gmail.com
Cidade / Localidade: Ottawa
País: Canadá

Assunto da Mensagem: meus antepassados

Mensagem Enviada: Gostaria de perguntar ao SR. Afranio Mello se ele tem informacoes sobre a familia de minha bisavo Ana Clara Muniz Fiuza, de Feira de Santana, BA, irma de Sabino Muniz Fiuza. Sei que tem ligacao com a familia de Luiz Barbalho Moniz Fiuza Barreto de Menezes, mas penso que nao e um parentesco imediato e, sim, um pouco mais distante.

Tenho 72 anos, moro no Canada e nao posso ir ao Brasil consultar arquivos pessoalmente. Esbarrei neste brick wall, como se diz por aqui, e gostaria muito de saber se ele pode me ajudar.

Muito obrigada!

Lucia Grosner

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ATENDIMENTO NÚMEROS 895,896

 

Prezada Senhora Lucia Grosner, bom dia.

 

(…)

Vamos aos arquivos.

FIUZA……………………..   2 páginas e 1 brasão ;

MENEZES………………..  19 páginas e 10 brasões portugueses e espanhóis ;

Abaixo pequenos resumos dos arquivos principais que estão sendo enviado.

A senhora tem uma grande quantidade de material para suas pesquisas.

Espero, sinceramente , que encontre os nomes que procura.

Se precisar de algo mais, é só solicitar.

Na mensagem tem o meu endereço de email.

Abraços
Afrânio Franco de Oliveira Mello
afraniomello@itapetininga.com.br

Rol-Região On Line
“Estas informações estão sendo fornecidades gratuitamente
e serão publicadas na edição virtual do Jornal ROL – Região
On Line(www.jornalrol.com.br).A não concordância com essa
publicação deve ser informada imediatamente “.

 

 

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Fiuza

sobrenome primitivamente alcunha. De fiuza,substantivo comum. Do latim fiduciaconfiança, segurança, fiuza (Antenor Nascentes, II, 114). Felgueiras Gayo, principia esta família em dois irmãos, estabelecidos em Ponte de Lima, que viveram nos meados do séc. XVII. Brasil: Antiga e importante família, de origem portuguesa estabelecida na Bahia, para onde passou João Lopes Fiuza [c.1684, Viana do Minho, Portugal- ?], Cavaleiro Professo na Ordem de Cristo, sargento-mor, Procurador e Vereador do Senado da Câmara da cidade do Salvador [1723, 1731], filho de Sebastião Fiuza e de Isabel Lopes. Deixou numerosa descendência de seu cas., em 1709, Salvador (BA), com Eugênia Teresa de Menezes [1687, Salvador – ?], filha de Jerônimo Muniz Barreto, e terceira neta de Egas Muniz Barreto, patriarca desta família Muniz Barreto (v.s.), na Bahia. Foram terceiros avós do Dr. Luiz Barbalho Moniz Fiuza Barreto de Menezes [25.08.1813, Santo Amaro, BA- 11.09.1866], deputado Geral [1853-1869] e pres. da Prov. de Pernambuco [1859]. Agraciado com o título [14.03.1860] de barão de Bom Jardim. Foi casado com sua prima-irmã, Francisca de Assis Moniz Barreto [c.1812-1884], baronesa de Bom Jardim (v.s.), integrante da tradicional família Muniz Barreto (v.s.), da Bahia. Família de origem portuguesa estabelecida em São Paulo, para onde passou o Tenente-coronel Francisco Manuel Fiuza, natural da Vila de Ponte de Lima, Portugal, o qual foi capitão de Cavalos dos Auxiliares de Sorocaba, e mais tarde, tenente-coronel. Irmão de Tadeu Luiz Fiuza, que também passou para São Paulo. Filhos de José Luiz da Guerra e de Rosa Maria Fiuza. O primeiro, deixou geração do seu cas., em 1765, em Sorocaba, com Escolástica Maria de Almeida, filha do Capitão-Mor José de Almeida Leme, da importante família Almeida Leme (v.s.), de São Paulo. O segundo, foi casado com Isabel Maria do Carmo, filha do Alferes Jerônimo da Rocha de Oliveira e de Maria Paes Gonçalves (Silva Leme, II, 335). Sobrenome de uma família estabelecida, na segunda metade do século XIX, no Rio de Janeiro, à qual pertence Antônio Manuel Fiuza, casado em 1894, no Rio de Janeiro, com Adelina Gomes Soares.

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Menezes, Meneses

sobrenome  espanhol de raízes toponímicas, tirado da terra desta designação, perto de Cuenca, veio a ilustrar uma das mais nobres linhagens da Península, da qual se poderia dizer com verdade que vinha de reis e os reis dela vinham. Será de referir, a este propósito, que a linha primogênita dos Menezes veio a ser representada pela família real de Castela, por via do casamento da filha herdeira de Dom Afonso Teles de Menezes com o Infante Dom Afonso de Molina, irmão de Dom Fernando, Rei de Castela, cuja neta e herdeira foi a célebre Rainha de Castela Dona Maria de Molina, bisavó de Pedro, o Cruel, Rei de Castela.

A linha secundogénita dos Menezes possuíu o senhorio da vila de Albuquerque e Dom João Afonso Teles de Menezes, que ali mandou construir um castelo, trocou o seu nome pelo de Albuquerque, assim dando origem a nova e nobilíssima linhagem.

Dom Martim Afonso Telo, que era sobrinho paterno daquele Dom João Afonso, teve descendência em Portugal, de entre a qual se destaca o primeiro Conde de Neiva e aquela que, casando com o Rei Dom Fernando I, viria a ser a Rainha Dona Leonor Teles. De notar que nesta família muito cedo o patronímico Teles viria a preservar-se, passando a fazer parte integrante do nome, como se fosse novo sobrenome.

A representação ou chefia deste ramo dos Meneses viria a recair na Casa dos Condes de Cantanhede, depois na dos Marqueses de Marialva e, por fim, na dos Duques de Lafões.

Em Dom Martim Afonso Teles de Meneses, outro sobrinho de Dom João Afonso Telo de Albuquerque, se viria a originar a Casa dos Menezes que teve os Condados de Viana e de Vila Real, além de Duques de Caminha, uma das mais poderosas que existiu em Portugal entre finais do século XIV e meados do XVII, hoje representada pela Casa dos Condes de Povolide.

E é de salientar que, embora tivesse tido origem na Espanha, a linhagem dos Menezes aí se extinguiu por completo , apenas voltando a existir através de um ramo que de Portugal regressou a Espanha no século XVII  tendo, no entanto, atingindo o topo máximo da pirâmide nobiliárquica portuguesa.

O mesmo sobrenome é usado por outras famílias que nenhuma relação de parentesco têm com este tronco e tem origem geográfica muito mais recente, retirado do lugar de Menezes da freguesia de Salvador de Trogueda, no concelho de Vila Real de Trás-os-Montes.

Portugal: Sobre a origem genealógica desta família, escreveu o dicionarista português Pinho Leal, em sua obra Portugal Antigo e Moderno – Diccionario, datado de 1874: família dos Menezes, ä qual pertenciam os condes de Cantanhede, é oriunda de Hespanha. Pelos annos 1200, vieram para Portugal D. Affonso Telles de Menezes e seu irmão D. Fernão Telles de Menezes, a quem D. Sancho I admitiu no seu exercíto e fez grandes mercês. D. Affonso Telles de Menezes, casou, em segundas núpcias, com D. Thereza Sanches, filha bastarda de D. Sancho I e da célebre e formossíssima D. Maria Paes Ribeira. Foi primogênito d’este consorcio, D. João Affonso Telles de Menezes, rico-homem e alferes-mor de D. Affonso III. Elle (D. João) e seus irmãos accrescentaram äs suas, as armas de Portugal. Passou também a Portugal (fugido a D. Pedro, o cruel, de Hespanha, que o queria assassinar) pelos annos de 1350 (em que o tal cruel subiu ao trhono) e reinando em Portugal D. Affonso IV, outro D. Affonso Telles de Menezes (da mesma família, em Castela). O rei de Portugal o fez rico-homem, seu mordomo-mor e conde de Ourem. [Pinho Leal -Diccionário, II, 95]. Procede esta família de D. Fruela II, fal. em 925, rei de Leão, por seu 5.º neto D. Pedro Bernardo de Sahagun, rico-homem de D. Afonso VII, fal. em 1157, rei de Castela e de Leão. Por sua avó a infanta D. Ximena, era bisneto de D. Afonso V, fal. em 1027, rei de Leão. Foi seu filho D. Telo Pires de Sahagun, rico-homem de D. Afonso VIII, fal. em 1214, rei de Castela, que lhe deu a vila de Menezes, donde tioru o sobrenome. A vila de Menezes de Campos, depois passou a pertencer à comarca de Freschilla, província de Palencia, Espanha (Antenor Nascentes, II, 65). Brasil: No Rio de Janeiro, entre as mais antigas, a de Antônio de Menezes, n. em S. Martinho, Ilha da Madeira, que deixou geração, do seu cas. no Rio, em 1696, com Maria da Costa, n. no Rio (Rheingantz, II, 602).

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ATENDIMENTO NÚMERO 897

 

Prezada Senhora Lucia Grosner, bom dia.

 

(…)

Vamos aos arquivos.

MUNIZ/MONIZ………..  19 páginas e 2 brasões.

Neste arquivo dos Muniz/Moniz tem uma grande quartidade de nomes de pessoas da Bahia.

Tem também a associação deste sobrenome com outros.

Abaixo pequenos resumos dos arquivos principais que estão sendo enviado.

A senhora tem uma grande quantidade de material para suas pesquisas.

Espero, sinceramente , que encontre os nomes que procura.

Se precisar de algo mais, é só solicitar.

Na mensagem tem o meu endereço de email.

Abraços

Afrânio Franco de Oliveira Mello
afraniomello@itapetininga.com.br

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clip_image002[5]     clip_image004Moniz, Muniz

sobrenome de origem luso-espanhola. Tratando-se do patronímico de Mónio ou Moninho, é natural que existam várias famílias a usá-lo como sobrenome sem nada terem em comum.

Contemporâneo de Dom João I, viveu um Gil Aires Moniz, que ainda seria parente do Condestável Dom Nuno Álvares Pereira, de quem foi companheiro e escrivão da puridade. Seu filho, parece que primogênito, Vasco Gil Moniz, foi companheiro do infante Dom Pedro, duque de Coimbra e regente de Portugal na menoridade de Dom Afonso V, e encontrou-se com ele na batalha de Alfarrobeira.

Acompanhou mais tarde à Borgonha o filho varão secundogênito do príncipe das Sete Partidas, Dom João, seguindo com ele até de

Chipre, quando o infante para ali viajou para casar com a filha herdeira do rei daquela ilha. A família Moniz de Lusignan acabou se tornar a família da dinastia de reis de Chipre.

Em Chipre casou também Vasco Gil, aliás com uma parenta da noiva do seu amo, filha de Febo de Lusignan, senhor de Saida, no reino de Jerusalém, e filho bastardo de João II, Rei de Chipre.

Quando Dom João morreu, ao que parece de peçonha, regressou Vasco Gil Moniz a Portugal com a mulher e os filhos, que usaram chamar-se Moniz de Lusignan ou Lusinhano.

A chefia deste ramo dos Moniz, que poderá ser o primogênito, como se referiu, está na casa dos Condes e Marqueses de São Payo. Devido a variação de grafia, com o tempo a forma  Muniz tornou-se a mais difundida.

Patronímico de um nome de origem germânicamas de étimo obscuro, o qual aparece sob as formas Munnius, Monnius e outras. Na baixa latinidade Monnici. Forma antiga: Monizi [documentada no ano de 1048]. Variante Muniz [doc. em 981]. Em espanhol: Muniz; em português: Muniz (Antenor Nascentes, II, 204). Patronímicos são apelidos que consistem numa derivação do prenome paterno. No latim ibérico constituiu-se esse tipo de apelido com o sufixo “-ícus” no genitivo, isto é, “-íci”. É quase certo que se trata de um sufixo ibérico “-ko”, indicativo de descendência, com as desinências latinas da 2ª declinação. Assim, por evolução fonética temos no português medieval -ez (escrito -es, porque átomo) -iz, -az (escrito -as, quando átono). Por exemplo: Lopes (que vem de Lopo), Fernandes (filho de Fernando) e Perez ou Peres ou Pires (filho de Pero, variante arcaica de Pedro). Portanto Peres (paroxítona/Portugal) e Perez (oxítona/Espanha) têm por significado «Filho de Pedro». Portugal: Família oriunda do antigo reino dos Algarves e uma das mais antigas de Portugal, onde teve sempre o maior destaque e conseguiu ver alguns dos seus membros imortalizados nas páginas da sua História, entre os quais merecem ser citados Egas Moniz, Martim Moniz, Mem Moniz e Febo Moniz. O primeiro Egas Moniz, senhor de Riba-Douro, preceptor e mordomo-mor do primeiro Rei de Portugal [1139], D. Afonso Henriques, tornou-se célebre pelo seu dignificante e raro exemplo de lealdade demonstrado, depois de memorável episódio, a D. Afonso VI, Rei de Leão e Castela. Faleceu em 1114 na cidade de Astorga, província do antigo reino de Leão. Era filho de D. Monio Hermigues, o conquistador do Porto. Os Nobiliários de Portugal, começam esta genealogia, em Martim Moniz, encarregado em fins do séc. XIV da guarda e arrecadação dos igrejários reais de Beja, Serpa, etc.

 

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