Genealogia: Afrânio Mello fornece informações sobre várias familias

23/09/2019 23:18

Afrânio Franco de Oliveira Mello
Eleito em 2017 na categoria ‘Melhor Genealogista’
Eleito em 2018 nas categorias ‘Melhor Escritor’, ‘Melhor genealogista’ e ‘Melhor colunista de Jornal Virtual’

ATENDIMENTOS NÚMEROS 1167,1168,1169,1170,1171,1172 e 1173

Prezada Sandra, bom dia.

Em atenção ao seu pedido encaminho o que tenho nos meus arquivos.

FURBINO………………………… Não tenho no meu arquivo e ao final pequena informação extraída de site da Internet ;

FORTE……………………………. Não tenho no meu arquivo e ao final pequena informação extraida de site da Internet ;

COSTA……………………………. 18 páginas e 5 brasões ;

BORGES………………………….   3 páginas e 2 brasões ;

MARTINS………………………..  48 páginas e 104 brasões no arquivo e mais 2 em separado ;

JESUS……………………………..  15 páginas e 1 brasão ;

PENA …………………………….    4 páginas e 3 brasões ;

SILVA…………………………….   35 páginas e 3 brasões no arquivo e mais 2 em separado e

MIRANDA………………………   15 páginas e 7 brasões.

Abaixo encaminho um pequeno resumo de cada sobrenome e só no seu endereço os arquivos

completos.

Estou encaminhando 138 páginas de arquivo e 129 brasões para o seu estudo.

Espero que encontre os seus ancestrais.

Abraços

Afrânio Franco de Oliveira Mello
afranio@tintaspig.com.br

Observação:
“Estas informações estão sendo fornecidas gratuitamente
e serão publicadas na edição virtual do Jornal Cultural
ROL – (www.jornalrol.com.br).
A não concordância com esta publicação deve ser informada imediatamente.
Gratos”

Costa

sobrenome de origem latina. Este sobrenome identificou uma família da nobreza medieval portuguesa que poderia derivar de um protonotário apostólico que viveu em Portugal em princípios do século XIII, de origem grega e denominado Nicolau Kosta.

Outros autores o dizem de mais remotas origens e o dão por usado no tempo de Dom Afonso Henriques ( primeiro Rei de Portugal ), afirmando alguns que deriva da designação da Quinta da Costa, na comarca de Guimarães.

A mais antiga linha de Costas que se encontra devidamente documentada é a da varonia de Martim Gil Pestana, escudeiro nobre que viveu em Évora na segunda metade do séc. XIII e que se estende até finais do século XIV

Assim sendo, a chefia destes Costas, se não a de todos eles, veio a cair na Casa dos Silveiras, Condes da Sortelha.

O ramo dos Costas ditos senhores de Pancas, derivado colateralmente do célebre cardeal Dom Jorge da Costa, dos Costas de Alpedrinha, partiu aquelas armas com o «corpo» da empresa daquele purpurado.

De mencionar que, na opinião fundamentada de certos heraldistas, as costas destas armas não são a representação de ossos mas sim de um tipo de facas de sapateiro de lâmina curva e sem ponta, precisamente designadas de «costas». Acima os brasões Costa de Portugal, Espanha (2) e Itália.

Foi tomado da quinta da Costa, comarca de Guimarães, Portugal, com torre e casa forte, de que foi senhor Gonçalo da Costa, no tempo de D. Afonso I, o 1.º rei de Portugal, em 1129. Esta propriedade ficou em mãos dos seus descendentes até o ano de 1400, quando a perderam por crimes. É uma família muito extensa, que se divide em muitos ramos com casas muito ilustres (Sanches Baena, II,54).

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Borges

dizem certos genealogistas que a família deste nome se originou em Rodrigo Anes, cavaleiro português que, tendo passado a França, combateu sob o comando do Rei Filipe Augusto, e pôr se ter ilustrado com feitos valorosos ganhou a estima deste soberano, que lhe cometeu a tarefa de ir em socorro da cidade de Bourges, cercada pêlos exércitos dos Cátaros.

Tão bem e valentemente se desempenhou ele desta missão que ficou sendo conhecido pela designação de Chevalier de Bourges ( Cavaleiro de Bourges ) Regressando a Portugal, Rodrigo Anes estabeleceu-se em Trás-os-Montes e viu a sua alcunha transformada em Borges. Pode no entanto, não passar tudo isto de uma lenda sem o menor fundamento, e o sobrenome Borges ser uma deturpação do nome espanhol de Borja.

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Jesus

sobrenome português de invocação religiosa muito utilizado em Portugal e Brasil que, com especial incidência a partir da segunda metade do século XIX, começou a ser adotado como sobrenome, prática que foi seguida por um número sem conta de famílias diferentes, daí resultando  na existência de um grande número famílias que o usa sem que nenhuma relação de parentesco exista entre elas.

Especialmente no Brasil após a libertação dos escravos, através da Lei Áurea de 1888, muitos escravos adotaram o nome dos antigos senhores ou por razões religiosas.

 

Houve uma antiga família portuguesa, estabelecida em 1675 em Pernambuco, por Thomaz Varela de Lima, cuja descendência do seu casamento com Mariana Ribeiro Calado, por motivos religiosos começou assinar Jesus, e acabaram por adotar como sobrenome. Na Bahia, a Família dos Ferreira de Jesus foi estabelecida no ínicio do século XIX.

Sagrado nome do Filho de Deus. Do hebraico, da época evangélica Iexu, por Ieoxud ou Iexuá, Deus é o seu auxílio, através da transcrição grega Iesoús e do latim Iesus. O s é a desinência de nominativo singular grego. Aquele a quem Deus é auxílio. Salvação. Jeová é salvação (Antenor Nascentes, II, 16A). Antiga família, de origem portuguesa estabelecida em Pernambuco, para onde passou, antes de 1751, Thomaz Varela de Lima, cuja descendência do seu cas. com Mariana Ribeiro Calado, nat. do Cabo (PE), assina-se Jesus e Ribeiro Calado (Estirpe de Sta. Tereza, 19). Sobrenome de algumas famílias estabelecidas na Cidade do Rio de Janeiro. Na Bahia, existem os Ferreira de Jesus. Família estabelecida, na primeira metade do século XIX, no Rio de Janeiro, à qual pertence Joaquim Manoel de Jesus e Francisco das Chagas de Jesus, que deixaram geração, registrada na Igreja da Candelária. Sobrenome de uma família de origem italiana, estabelecida no Brasil, onde chegou, em 06.10.1882, a bordo do vapor Navarre, Maria de Jesus, natural da Itália, católica, 28 anos de idade, procedente de Gênova, com destino à Capital do Estado de São Paulo. Veio em companhia da filha, Maria, natural da Itália, 1 ano de idade [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 001, pág. 043 – 06.10.1882]. Família de origem portuguesa, estabelecida no Brasil, onde chegou, em 10.01.1882, Maria de Jesus, natural da Ilha de São Miguel, católica, 41 anos de idade, com destino a Ribeirão Preto, Estado de São Paulo. Fez parte dos colonos mandados vir pelo Dr. Martinho Prado Junior. Trouxe em sua companhia os seguintes filhos: 1. Manoel, natural da Ilha de São Miguel, 23 anos de idade; 2. José, natural da Ilha de São Miguel, 18 anos de idade; 3. Roza, natural da Ilha de São Miguel, 15 anos de idade; 4. Antonio, natural da Ilha de São Miguel, 14 anos de idade; 5. Carolina, natural da Ilha de São Miguel, 11 anos de idade; 6. João, natural da Ilha de São Miguel, 9 anos de idade; 7. Philomena, natural da Ilha de São Miguel, 6 anos de idade; 8. Emilia, natural da Ilha de São Miguel, 4 anos de idade; 9. Agostinho, natural da Ilha de São Miguel, 6 meses de idade [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 001, pág. 001 – 10.01.1882]. Família de origem portuguesa, estabelecida no Brasil, onde chegou, em 30.05.1882, a bordo do vapor Hamburg, Umbelina de Jesus, natural de Portugal, católica, 47 anos de idade, procedente de Lisboa, com destino a Casa Branca, Estado de São Paulo. Trouxe em sua companhia os seguintes filhos: 1. Jorgina, natural de Portugal, 20 anos de idade; 2. Luiza, natural de Portugal, 18 anos; 3. João, natural de Portugal, 11 anos; 4. Maria, natural de Portugal, 6 anos; 5. Manoel, natural de Portugal, 1 ano de idade [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 001, pág. 018 – 30.05.1882]. Família de origem portuguesa, estabelecida no Brasil, onde chegou, em 05.08.1882, a bordo do vapor La France, Joaquina Thereza de Jesus, natural de Portugal, católica, 40 anos de idade, com destino a Amparo, Estado de São Paulo [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 001, pág. 033 – 05.08.1882].

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Penna, Pena,

sobrenome de origem ítalo-ibérica. Existe famílias deste sobrenome tanto me Portugal, Espanha e Itália. Penna é um sobrenome classificado como alcunha, é os primeiros que portaram esse apelido, deveriam ser pessoas piedosas, seus filhos deveriam ser conhecidos como Fulano filho do homem Piedoso, ou do homem que tem Pena, daí a Segunda geração, isto é, os netos utilizavam a alcunha do avô como sobrenome. A extrema esquerda o brasão Penna de Portugal, no centro o brasão Penna da Galícia ( Espanha ) e na extrema direita o brasão Penna da Itália.

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Silva

nome luso-espanhol de raízes toponímicas, foi extraído da torre em honra desta designação, junto de Valença. A linhagem que o adotou como sobrenome é de remotas e nobres origens, pois que anteriores à fundação da Nacionalidade e derivada da Casa Real de Leão. O sobrenome é de origem geográfica, pelo menos, para os que não são de sangue azul. Os Silva nobres são descendentes dos Silvio Romanos.

João Ruiz de Sá, a propósito dos Silva diz: “ Forão seus progenitores / rreys Dalva, donde vyeram / os irmãos que nõ couberão / nu soo rreyno dous senhores” o mesmo João Ruiz de Sá, no ofertório, ao Conde de Porto Alegre, da epístola de Dido e Enéias diz “ Eneas de quem a gente / dos de Sylvia he descendente / como é outra parte digno. “

Obs: escrita em português arcaico.

 

Virigilio na Eneida VI, 763-6, se refere a Silvio, filho póstumo de Enéias com lavinia, crescido e educado nas florestas. Tito Livio dá versão diferente. Apresenta Silvio como filho de Ascânto e por acaso nascido numa floresta.

Da palavra “Silva”, nome comum a vários arbustos. Procede esta famílias dos Silvios Romanos que viveram na Espanha, no tempo em que os Romanos a conquistaram. Seu solar é a torre de Silva, junto ao rio Minho, Portugal. Descendem de Paio Guterre, os Silva de Portugal, no tempo de Dom Afonso Henriques, 1º rei de Portugal, falecido em 1185, e que era filho de Dom Guterre Aldiretee, descendente dos reis de Leão e companheiro do Conde Dom Henrique de Borgonha.

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Miranda

sobrenome muito antigo e de origem espanhola. Também usado por judeus sefarditas na Espanha e Portugal. Se tem por fundador desta linhagem  a Dom Álvaro Fernández de Miranda, cavaleiro que gozou da confiança do Rei Dom Ramiro I, a confiança foi tal, que ele influenciou poderosamente  a decisão do Rei Dom Ramiro I de se negar a pagar  o tributo de cem donzelas cristãs, no ano  783 para o usurpador do trono Meregato, que havia comprado a aliança e ajuda de Abderramán I, Califa dos mouros. Álvaro Miranda foi também um dos guerreiros que mais valentemente combateu na memorável batalha de Clavijo entre os exércitos de Dom Ramiro e os de Abderramán e cujo resultado foi a abolição do tão odioso tributo imposto ao Reinos das Astúrias e de León ( Leão ). Sobre este tributo entendemos de interesse reproduzir aquele que escreve Tirso de Avilés: “ E parece que os Conselhos de cangas e Tineo deviam por tributo cinco donzelas filhas de alguns fidalgos e os mouros as haviam levado consigo, mas na margem do Rio Sil, vindo de Santiago um certo Álvaro Fernández Miranda, se dispôs a libertá-las, lutou bravamente com os cinco mouros e vencendo-os libertou as donzelas e as levou de volta para casa de seus pais. Foi alí que o Rei Dom Ramiro percebendo a bravura de Álvaro Miranda resolveu não mais pagar o tributo de cem donzelas, mediante ser um menosprezo e uma desonra para Deus e sua. Esta atitude encorajou outros cavaleiros de Ponce de León. Por ânimo seu, o Rei Dom Ramiro, junto com a sua gente saiu de Léon contra os mouros, os quais já viam contra ele por haver negado pagar o dito tributo na cidade de Clavijo, os excércítos de Ramiro foram vencedores, segundo reza a lenda com a ajuda divina. Em memória desta conquista foi feito uma festa onde particparam todas as donzelas da cidade de Léon, no dia de Nossa Senhora de Agosoto. E por esta batalha dos ditos cinco mouros, dos quais venceu e libertou as donzelas ao tal Miranda foram dadas por armas aos Mirandas e aos Ponce de Léon as cinco donzelas.”

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Furbino Apelido

O significado deste apelido não está listado

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