Genealogia: Afrânio Mello fornece informações sobre as familias PEREIRA, LIMA, SOUZA e SOARES

23/07/2016 00:18

Afrânio Franco de Oliveira Mello – ATENDIMENTOS NÚMEROS 760, 761, 762,763

 

Prezada Senhora Marlene, boa noite.

Atendendo seu pedido feito no Rol-Região On line encaminho o que a senhora solicita.

PEREIRA……………………………………..   20 páginas e 1 brasão ;

LIMA…………………………………………..  18 páginas e  1 brasão ;

SOUZA……………………………………….   40 páginas e 1 brasão e

SOARES………………………………………   08 páginas e 1 brasão.

A senhora tem um imenso arquivo para suas pesquisas. Ao todo 86 páginas nos arquivos principais e,

abaixo, um pequeno resumo extraído deles.

Espero que fique contente e satisfeita.

Grande abraço.

Afrânio Franco de Oliveira Mello
IHGGI / ROL – Região On Line

 

 

image Pereira

sobrenome de origem luso-espanhola. Linhagem das mais nobres de Portugal, embora o apelido esteja muito vulgarizado. Pretendem os genealogistas que ela provém de Dom Mendo, irmão de Desidério, último rei dos Longobardos, o qual veio da Itália com poderosa armada para conquistar o reino da Galiza e ser seu soberano, intento que se frustou por causa de uma grande tempestade no cabo de Piorno, salvando-se só cinco cavaleiros, com os quais, no ano de 740, aportou à Galiza. Reinava então Dom Afonso I em Leão, a quem ficou a servir, e na Espanha, casou com a condessa Dona Joana Romais, que alguns dizem não chegou a receber, filha do Infante Dom Romão Bermudes, irmão legítimo do Rei de Leão, dom Fruela I, como escrevem.

Deste Dom Mendo foi filho Dom Froia Mendes, bom cavaleiro, que se casou com Dona Grixivera Álvares das Astúrias, de quem teveDom Bermudo Frojaz, que sucedeu nas terras de Trastamara a seu pai, foi conde e casado com Dona Aldonça Rodrigues, sua prima, filha de Dom Rodrigo Romais, conde de Monterroso, irmão de sua avó Dona Joana Romais. Deles nasceu, entre outros, Dom Rodrigo Forjaz de Trastâmara, que não foi Conde, guerreiro valoroso que combateu os Mouros no tempo de Dom Fernando, Rei de Leão, e que, na ocasião em que este monarca repartiu os reinos pelos filhos, seguiu o partido de Dom Garcia, Rei da Galiza e de Portugal, com quem esteve na batalha de Águas de Maias, onde ficou muito ferido. Prendeu, assim mesmo, na batalha de Santarém, o rei Dom Sancho, que entregou a seu irmão Dom Garcia, e, depois da entrega, morreu. De sua mulher, Dona Moninha Gonçalves, filha de Dom Gonçalo Mendes da Maia e de sua mulher, houve Dona Froia Bermudes, que sucedeu ao pai na sua casa e se recebeu com Dona Elvira Gonçalves, filha de Gonçalo Munhoz de Vila Lobos, o Despinhado, de quem teve Dom Rodrigo Frojaz de Trastamara. Este sucedeu em todas as terras paternas, achou-se na batalha das Navas de Tolosa com o rei Dom Afonso VII, prestou grandes serviços ao rei D. Fernando, tomou Sevilha e, por seu conselho, este príncipe se apossou de muitos lugares dos Mouros. Por se malquistar com Diogo Lopes de Biscaia, passou a França, onde o Rei o fez do seu conselho e lhe deu vários empregos.

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Lima

sobrenome luso-espanhol de raízes toponímicas, seja ele derivado da designação da terra de Limia, na Galiza, ou como alguns pretendem em relação aos Limas portugueses, da de Ponte de Lima.

Dizem os genealogistas que esta linhagem procede de Dom Juan Fernandez de Lima, o Bom, natural de Limia, na Galiza.

Já em finais do séc.XIII, a Portugal passou outro Juan Fernandez de Lima, o Batissela, que casou com uma filha de Dom João do Portel, mas sem geração.

Durante a segunda metade do séc. XIV, no reinado de Dom Fernando I, passou a Portugal Fernando Anes de Lima, partidário daquele soberano na sua guerra contra Henrique de Transtâmara que teve, como dois filhos que o haviam acompanhado, diversas mercês do rei português.

O rei Dom João I foi também servido por eles, assim se consolidando a posição deste ramo de Limas, que veio a ter o senhorio de Ponte de Lima e em cuja linha de primogenitura viria a ser criado no séc. XV o primeiro viscondado português – de Vila Nova de Cerveira – Casa que manteria a chefia deste nome, passada depois à dos Marqueses de Castelo Melhor.

O nome é pré-romano. Em latim Limaea. Outras formas: Limea, Limia. Em português antigo Limia. Os limas, descendentes de reis godos e suevos, tomaram o sobrenome do rio Lima [Portugal], nas margens do qual viveram e foram senhores (Antenor Nascentes, II, 174). Ilha Terceira: sobre a história desta família e sua passagem para a Ilha Terceira, escreveu, no ano de 1717, o Padre Antonio Cordeiro, em sua História Insulana das Ilhas a Portugal Sugeytas, Livro VI – Da Real Ilha Terceira, Cabeça das Terceiras, Capítulo XX –Dos Borges, Costas, Abarcas, Pachecos, & Limas, Velhos, & Mellos, & de outros, Homens Costas [Antonio Cordeiro – História Insulana, Livro VI, Ilha Terceira]. Brasil: Sobrenome de inúmeras famílias espalhadas por todo o Brasil: Ceará, Pará, Pernambuco, Paraíba, Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Alagoase São Paulo, entre outras. No Rio de Janeiro, entre as mais antigas, registra-se a de João de Lima de Araújo [c.1637 – a.1697], filho de Martim Francisco e de Maria (?) de Araújo. Deixou descendência do seu cas., em 1662, com Maria de Bulhões, filha de Sebastião Serrão de Barros e de Felipa de Bulhões (Rheingantz, II, 401). Rheingantz registra mais 13 famílias com este sobrenome, nos sécs. XVI e XVII, que deixaram numerosa descendência no Rio de Janeiro. Antiga família de São Paulo, para onde passou João da Costa Lima, «o Minhotão» de alcunha, fal. em São Paulo, com test., onde deixou descendência de seu cas., com Inês Camacho, fal. em 1632, SP. Em Minas Gerais, na região de Juiz de Fora, destaca-se uma família de abastados proprietários rurais, procedente do Cap. José Rodrigues Lima [c.1770, Paracatú, MG -], que deixou numerosa descendência de seu cas., c.1795, com Maria Antônia de Oliveira, «Nhanhã do Campo», filha do inconfidente José Aires Gomes, da família Aires Gomes (v.s.), de Minas Gerais. Entre os descendentes do casal, registra-se, o filho, o Comendador Francisco de Paula Lima [1812-1865], patriarca da família Miranda Lima (v.s.), de Minas Gerais.

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clip_image002Sousa, Souza

sobrenome de origem portuguesa.  Nome de raízes toponímicas tirado da terra de Sousa, designou primeiramente a linhagem deste nome, cujas origens documentadas datam de épocas anteriores à Nacionalidade, vindo posteriormente a ser apelido da família em que tal linhagem veio a transformar-se.

Tendo recaído em senhora os dois principais ramos desta família, as duas damas da família, Dona Maria Pais, chefe da linha primogênita, e Dona Inês Lourenço, a secundogênita, vieram a casar respectivamente com Dom Afonso Dinis, filho bastardo legitimado de Dom Afonso III, e com Dom Martim Afonso, meio-irmão daquele.

De Dona Maria Pais e Dom Afonso nasceria a linha de Sousas dita de Arronches, por terem detido este senhorio, hoje chefiada pelos Duques de Lafões

De Dona Inês e Dom Afonso descenderiam dos Sousas ditos do Prado, por terem tido o senhorio desta vila, ou Chichorros, da alcunha daquele Dom Martim.

Sobrenome de origem geográfica. Rio e Povoação de Portugal. Cortesão tirou, com dúvida, da baixa latinidade Sousa, Saucia, ou Socia. Sousa [forma documentadano ano de 924], Souza [com z], Socia [documentado em 1088]. Leite de Vasconcelos tirou do latim saza, seixos, o que traz dificuldades fonéticas. Outros derivam de Salsa, donde Souza, Sousa, o que não apresenta dificuldade fonética. Cortesão faz diferença entre Sousa, nome do rio, e Souza, nome da povoação, derivando aquele de saza e este de Socia (Antenor Nascentes, II,286). Uma das mais antigas e ilustres famílias de Portugal. Felgueiras Gayo, em seu Nobiliário das Famílias de Portugal (Tomo XXIX), usando o Nobiliário do Cazal do Paço, principia esta antiquíssima família em Dom Sueiro Belfaguer, Cavaleiro antigo godo, que floresceu nos primeiros anos do século VIII, ou pelos anos de 800. Foi filho, segundo melhores opiniões, de Don Fayão Theodo ou Theodosio (que foi bisneto em varonia de Flavio Egica, Rei da Espanha) e de sua esposa Sona Soeira, filha de D. Soeiro, Príncipe Godo. Informa ser a mais antiga família que se encontra na Espanha Portuguesa, e por automazia, a mais antiga Portuguesa. O primeiro Solar que teve esta Família foi na Comarca de Vila Real entre o Rio Tua e Tamega, em a terra chamada Panoyas, nome que lhe ficou de uma Cidade assim chamada pelos romanos, situada junto ao lugar de Val de Nogueiras, em cujas ruínas se encontrão descrições com letras romanas. O segundo Solar desta Família, de onde se tirou o sobrenome, fica em Entre Douro e Minho, no contorno do Concelho de Rio Tamaga, denominado = a terra de Souza = regada do Rio Souza, que nascendo por cima do Mosteiro beneditino de Pombeiro, recebe outras águas, e corre até se encorporar com o Rio Douro, muito abaixo de ambos os rios, sendo o Tamega o último que recebe duas léguas antes da Cidade do Porto. O sobrenome Souza não teve princípios senão muito depois de principiar esta família, conforme vimos, em Dom Sueiro Balfaguer, que deixou numerosa e ilustre descendência do seu casamento com D. Munia = ou Menaya = Ribeiro, descendente dos Condes de Coimbra, e por varonia, descendente de Sizebuto, filho de Witissa, penúltimo rei godo. Foram quarto avós de Dom Gomes Echigues , que floresceu pelos anos de 1030. Homem de muito valor, que combateu em Santarém, onde, com sua lança, deteve o Rei de Castela D. Sancho, e o venceu. Foi Governador de toda a Comarca de Entre Douro e Minho, por nomeação do Rei D. Fernando, pelos anos de 1050. Comprou o Lugar de Felgueiras, junto a Pombeiro, a Payo Moniz, pelo preço de dois bons cavalos, em 04.1039. Fundou o Mosteiro de Pombeiro, de religiosos beneditinos, pelos anos de 1040. Achava-se em Guimarães pelos anos de 1052. Próximo as terras de Pombeiro, estava o Solar de Souza. Deixou numerosa descendência do seu cas. com D. Gontrode Moniz, filha de Dom Munio Fernandes de Touro [filho do Rei D. Fernando de Castela]. Por este casamento, a família Souza entrou para o sangue Real de Navarra, de quem descendem os Reis de Castela e Portugal.

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clip_image002[3]    clip_image003 Soares

sobrenome de origem portuguesa.

BRASÃO DE ARMAS: De vermelho com uma torre de prata.

TIMBRE: A torre de escudo

“Aqueles do século XIV, membros da honorável casa dos Soares, viveram no tempo em que uma das maiores façanhas das armas da história de Portugal teve lugar, a saber, a batalha de Aljubarrota, travada em 14 de agosto de 1385, próxima da assim denominada cidade, localizada no centro de Portugal. O rei castelhano, Juan I, reclamava a coroa de Portugal através de seu casamento com a rainha Beatriz, a filha do último rei de Portugal. A grande maioria dos portugueses, incluindo muito dos patrióticos da família Soares, não estavam dispostos a aceitar um rei castelhano, razão pela qual escolheram como seu líder a João de Aviz, que se iriam juntar à luta que estava para vir por Nuno Ivares Pereira, o “Condestável”. Juan I invadiu Portugal confiante no valor do seu exército, que contava com vinte e dois mil cavaleiros, e soldados, e esperava o apoio de nobres portugueses que o tinham como legítimo herdeiro. Ao contrário, João, que tinha sido proclamado rei de Portugal há apenas quatro meses atrás, estava apto para reunir tão somente uns meros sete mil homens. Não obstante, o prestígio do chefe Pereira, ganho através de suas vitórias em incursões do ano precedente, inspirou entre a milícia de seus comandados e soldados, os quais podem ter incluído heróicos membros da família Soares, a garantia da necessidade de uma condição de vitória. Uma vez que a direção dos castelhanos tornou-se clara, Pereira propôs um plano que acarretaria no bloqueamento das linhas inimigas em avanço e, então, procederia à ofensiva, tendo manejado seus inimigos em terrenos que anularia a vantagem numérica dos invasores.

A despeito da desconfiança de alguns comandantes portugueses, em adotar uma estratégia agressiva contra um oponente numericamente superior, o ritmo dos acontecimentos tiveram poucas alternativas para escolha de ações e os ainda indecisos foram forçados a seguir o audacioso desígnio do Condestável, que saiu de Abrantes com o exército levantado e seguiu para Tomar. Os portugueses procederam para prevenir o avanço dos Castelhanos em Lisboa e Pereira colocou suas forças numa colina defensiva ao norte e a oito quilômetros ao sul de Leiria. Ali, encostas ásperas para ambos os lados, a posição defensiva tinha a vantagem da inclinação sobre o campo do atacante. Os cavaleiros castelhanos, acreditando em sua própria superioridade e ignorantes do terreno, resolveram atacar. O triunfo português em Aljubarrota, uma fonte de honra para todos, incluindo os atuais portadores da família Soares, não só preservou sua independência nacional, mas também marcou a supremacia política das classes burguesas de Portugal, que tinham preparado e feito a revolução de 1383 e escolhera a João de Aviz como rei, demonstrando a vantagem da infantaria, organizadas de maneira democrática, que lentamente iam anulando o valor da cavalaria medieval.

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From: ROL – REGIAO ON LINE

Sent: Monday, July 11, 2016 11:39 PM

To: Marlene Pereira Lima

Cc: Afranio Franco de Oliveira Mello

Subject: Re: Jornal ROL – Região Online – Cidadania: Genealogia

 

Voa noite, leitora Marlene Pereira Lima, gratos pelo contato.

Estamos redirecionando sua mensagem ao genealogista Afrânio Mello

para estudo e posterior resposta.

ROL – REGIÃO ON LINE

Helio Rubens – Editor

 

Em 11 de julho de 2016 23:35, Marlene Pereira Lima <marlaplima@hotmail.com> escreveu:
Este é um e-mail de pedido de informações via http://www.jornalrol.com.br/cidadania/ de:
Marlene Pereira Lima <marlaplima@hotmail.com>

Sr. Afrânio, boa noite.
Procuro informação sobre a minha genealogia. Moro em Nanuque-MG. Minha família é de Livramento – BA.
È composta com os sobrenomes Pereira, Lima, Souza e Soares. Tenho alguns nomes até a quarta geração. Gostaria de saber de onde vieram antes de chegar a Livramento e quem são. Se for possivel, gostaria de informação sobre a história dessas famílias. Se o sr. puder me ajudar, agradeço muito. Obrigada.
Marlene

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