Genealogia: Afrânio Mello atende solicitações de leitores. Neste caso, fala sobre a família Brizola.

10/08/2018 16:54

Afrânio Franco de Oliveira Mello – ATENDIMENTO NÚMERO 1060

Prezado Geraldo Bonadio, boa noite.

É com imensa satisfação que respondo sua solicitação.

Grande honra atender o Ilustre cidadão Sorocabano que tanto tem feito por nossa história.

Em Itapetininga,Capão Bonito e Paranapanea existem muitos descendentes que ainda carregam o sobrenome BRIZOLA,BRIZOLLA e até mesmo BRISOLA. Grafias diferentes com a mesma origem.

Conheci e conheço alguns.

No Livro “ Loja Maçônica Firmeza – 164 anos de História “, na página 755, encontrei Manoel da Costa Brizola, nascido em Itapetininga e aqui falecido em 17.07.1872. Foi seu Venerável Mestre de 05.03.1854 até 11.02.1855. Era filho de Lourenço José Brizola.

Veja que os anos estão dentro do período do Tropeirismo em nossa região.

Os de agora vieram de Capão Bonito e Guapiara e, os mais antigos, como os Leonel, os Batista, os Dias Batista eram deste cidade e com origem nos antigos irmãos Brizola.

Demorei uns dias para responder pois fui procurar o renomado historiador e palestrante Dr.José de Almeida Ribeiro para enriquecer o atendimento. Fez a gentileza de escrever um depoimento do Deputado Israel Dias Novaes e do Ex-Governador Leonel Brizola sobre umas

conversas que tiveram, que vem confirmar suas afirmativas na solicitação.

Vou anexar o texto e reproduzí-lo abaixo :

DEPOIMENTO DE JOSÉ DE ALMEIDA RIBEIRO SOBRE A GENEALOGIA DO SOBRENOME BRISOLLA. GOVERNADOR LEONEL DE MOURA BRIZOLA

O ex-deputado Israel Dias Novaes fez a seguinte declaração a mim, José de Almeida Ribeiro,ex-Vereador em Itapetininga,Bancário aposentado e membro do I.H.G.G.I e da Academia de Letras de Itapetininga.

“ o Dr. Israel disse : que ele também parentesco com a Família Leonel e Brizola nesta região : Itapetininga,Sorocaba, Capão Bonito, Paranapanema e outras . E que o Ex-Governador e eminente homem público também reconhece isto e confirma que seus ancestrais saíram desta região na época do tropeirismo e alguns deles se fixaram na região Sul do nosso Brasil. O Dr.Israel também disse que o comportamento e a coragem do Dr.Brizola se assemelhava com os nossos conterrâneos, parentes prováveis nos nossos Brizola,Dias Batista, etc..”

Depoimento do Ex-Governador em resposta a minha pergunta que lhe fiz em Sorocaba no ano de 1989, quando em campanha visando à Presidência da República, e a resposta foi a seguinte :

“ Eram cinco(5) irmãos Brizola que trabalhavam com as tropas, trazendo-as do Rio Grande do Sul, até mesmo da Argentina e Uruguai, para vendê-las na tradicional e histórica feira de muares na cidade de Sorocaba.Desses cinco(5) irmãos, dois(2) fixaram-se definitivamente no RS e os outros três(3) retornaram e ficaram nesta região. O Dr.Brizola não conheceu nenhum desses tropeiros, mas era esse o tema de muitas conversas com seus familiares, lamentando que perdeu o pai quando tinha apenas um(1) ano de idade.”

José de Almeida Ribeirto – 01.08.2018.

Estou enviando também o arquivo do sobrenome BRIZOLA e suas variações.

Duas páginas e um brasão.

clip_image002Brizuela, Brizola, Brizolla

sobrenome de origem espanhola. A grafia correta é Brizuela, Brizola é um aportuguesamento do sobrenome. Sobrenome de origem Castelhana, seu nome foi tomado da vila assim chamada Brazuela, próxima de Villarcayo, Burgos. A família fundou casas no lugar de San Martín de Olías, na vila de Medina de Pomar, na vila de Valmayor de Cuesta Uría e no vale de Aedo, todos na citada província de Burgos. Outros ramos da linhagem foram se estendendo pela províncias de Segovia, Polencia, León (Leão) e Soria. Também um ramo se assentou na região valenciana. Membros desta linhagem realizaram provas de sua nobreza e limpeza de sangue (não terem membros de origem judaica) para ingressar nas diversas ordens militares, como as de Santiago, Montesa e Alcántara. Alguns genealogistas dão como origem desconhecida, assim todas as investigações que tiveram como nascimento dos Brazuela são de castro celta de um monte conhecido como Castro na Galiza. Este castro se tem encontrado vários utensílios, jóias e ferramentas de origem celta.

Em 1351 pertencia a Meryndat de Aguylar de Canpo, uma divisão administrativa da Coroa de Castela (Castilla), vigente durante a Idade Média, cuja descrição figura no livro Becerro de las Behetrías de Castilla, lido pelas Cortes de Valladolid de 1351, quando o estabelecimento dos Fidalgos solicitaram ao rei Pedro I  o desaparecimento das Behetrías mediante sua conversão em terras solariegas.

Já no século XVI se empenha em descobrir o povo donde a família Brizuela construiu seu casario e donde se aprecia seu escudo e heráldica. Esta casa é conhecida popularmente como La Casa Blanca, se mantém até o dia de hoje em pé e em perfeitas condições. Este edifício serve atualmente para La Asociación Cultural Peña de La Ventana, donde os funcionários públicos passam seu tempo livre.

 Registra-se Vicente Ferreira Brizola, nascido por volta de 1830, Palmeira das Missões, Rio Grande do Sul. Brasil; casou-se com Alexandrina em 12.12.1856; filho de Antônio Francisco Ferreira, nascido por volta de 1800 e Ignácia Maria Brizola, nascida por volta de 1810. Teve dois filhos de seu casamento: Francisco Brizola, nascido em 02.04.1858 e Antonio Brizola, nascido em 10.04.1859, ambos em Palmeira das Missões, Brasil.

Registra-se Francisco Brizola de Oliveira, nascido em 1847, Guapiara, São Paulo, Brasil; casou-se com Francelina Maria do Espírito Santo, nascida em 1852, Guapiara, Brasil. Tiveram dois filhos: Amâncio Brizola de Oliveira, nascido em 1876, Guapiara, Brasil e João Brizola de Oliveira, nascido em 08.08.1874, Guapiara, Brasil.

Registra-se João Manoel Francisco Brizola, nascido por volta de 1870, , São Paulo, Brasil; casou-se com Francisca Fogaça de Almeida em 1891, ela nascida em 1875.

Registra-se José dos Santos Oliveira Brizola, nascido em 15.07.1881, Júlio de Castilhos, Rio Grande do Sul, Brasil e falecido em 11.10.1923; casou-se com Onira de Moura Brizola em 1903, ela nascida em 1883; filho de Juveno de Oliveira Brizola, nascido em 1859, Rio Grande do Sul, Brasil e Francisca dos Santos Brizola, nascida em 1861.

Registra-se Alvaro Perez de Guzman, nascido por volta de 1260, Castela, Espanha; filho de Teresa Rodriguez Brizuela, nascida por volta de 1240, Castela, Espanha e Pedro Nuñez de Guzman, nascido por volta de 1235, Espanha; neto materno de Affonso de Brizuela, nascido por volta de 1210, Castela, Espanha.

Registra-se Magdalena de Valdívia y Brizuela, nascida por volta de 1634, Espanha; casou-se com Pascual de Llanos em 04.09.1663; filha de Pedro de Valdívia e Anna Brizuela. Teve dois filhos: Margarida Llanos y Valdívia, nascida em 1665 e Pedro Ruiz Llanos, nascido em 1667, ambos em Castela, Espanha.

Registra-se Alfonso Anes de Brizuela, nascido em 1170, Espanha; casou-se por volta de 1198 com Maria Teresa Rodriguez e teve uma filha Teresa Rodriguez de Brizuela, nascida por volta de 1200, Espanha.

Grifei e aumente a letra nos que dizem respeito a sua pesquisa.

Grande e rraternal abraço.

Afrânio Franco de Oliveira Mello
afraniomello@itapetininga.com.br

Observação:
Estas informações estão sendo fornecidas gratuitamente
e serão publicadas na edição virtual do Jornal Cultural
ROL – Região On Line (www.jornalrol.com.br).
A não concordância com esta publicação deve ser informada imediatamente

From: Geraldo Bonadio

Sent: Monday, July 30, 2018 9:55 PM

To: Afranio Franco de Oliveira Mello

Subject: gaúchos do Planalto Médio

Sorocaba, 30 de julho de 2018

Genealogista Afrânio Franco de Oliveira Mello

Caríssimo Afrânio,

Acompanho, com interesse, o importante trabalho que você vem realizando, especialmente através do ROL, acerca da genealogia das famílias itapetininganas.

Tenho me dedicado, em anos recentes, a pesquisas sobre o tropeirismo. Elas têm me levado a transitar por terrenos paralelos, em busca de dados que esclareçam aspectos daquela atividade de longuíssima duração e cuja importância para a unidade nacional e o desenvolvimento econômico do Brasil durante os períodos colonial e imperial e as primeiras décadas da República vem sendo cada vez mais reconhecida.

Uma dessas questões diz respeito à família Brizola.

Leonel Brizola, ex-governador do Rio Grande do Sul, em Carazinho, cidade do Planalto Médio, na qual é marcante a presença dos tropeiros paulistas, os birivas, como ali eram chamados. Numa das cidades daquela região – Cruz Alta – nasceu o senador Pinheiro Machado, cujos pais, a exemplo de vários outros itapetininganos, migraram dessa cidade para o Rio Grande do Sul. Era filho de um carroceiro cujo pai foi assassinado durante uma das muitas refregas entre as duas correntes políticas que ali se enfrentavam continuamente: pica-paus ou chimangos. Ao que consta, teria sido criado pela família de um pastor metodista, vindo posteriormente a fixar-se em Porto Alegre onde formou-se engenheiro e iniciou sua militância política.

À época do seu nascimento, o ponto de encontro entre os tropeiros de mulas vindos do Rio Grande do Sul e os compradores procedentes de diversas regiões do Estado de São Paulo e do Brasil era Itapetininga.

Brizola, em dado momento, apoiando-se na tradição familiar, afirmou ter parentes em Itapetininga o que, levando-se em conta a região sul-rio-grandense em que nasceu e as muitas ligações entre famílias da Atenas do Sul com aquelas do Planalto Médio pela via do casamento, não seria despropositado.

Até aí, porém, são apenas suposições.

Recorro, pois, às suas luzes para esclarecer se efetivamente existe uma ligação entre os Brizola de Itapetininga e aqueles do Rio Grande do Sul.

Agradeço antecipadamente sua atenção e saúdo-o com um forte abraço!

 

Geraldo Bonadío

geraldo.bonadio@gmail.com

 

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