Exposição ‘O Imaginário Folclórico de Lavrinhas’

06/08/2019 11:53

GUTO no ateliê – foto by Elza Francisco

Artista Plástico Luiz Augusto Moreira da Silva – GUTO

GUTO na Exposição ALLARTE – foto by Acadêmico João Feliciano

A Academia Lorenense de Letras e Artes – ALLARTE, sob a batuta do Presidente Ildebrando Pereira da Silva, reuniu-se em Sessão Solene no último sábado, num belíssimo e rico encontro com o mundo maravilhoso das Artes.

Manifestações artísticas de diversas naturezas marcaram a importante reunião, a saber: Conservatório Musical João Evangelista; Daia Marinho: voz e violão; Pedrinho e Cilão: violão e gaita; Entrega do Prêmio Profissional Lorenense para Edna Alves Moreira; Exposição Fotográfica da Acadêmica Elza Francisco “Lavrinhas em versos”; Lançamento do Livro “Comunhão do Casal Getulino do Espírito Santo Maciel e Maria de Lourdes Camelo. O evento foi abrilhantado pela  intervenção performática da querida Cândida Pureza dos Anjos, personagem vivido  pela Acadêmica Rosana Cabral.

Destaca-se nesta narrativa a participação do Artista Plástico Luiz Augusto Moreira da Silva – GUTO – com a Exposição “O imaginário folclórico de Lavrinhas”

GUTO nasceu em Guaratinguetá-SP.

Professor de História, licenciado pela UNESP/Assis-SP.

Desde muito cedo, desenha, esculpe, pinta e escreve e participa do mundo imaginário da  demiurgia.

Em óleo sobre tela, acrílico, pirografia realizou Exposições em vários espaços culturais e o seu trabalho mais relevante reside nas Artes Plásticas com o Projeto RECICLARTE, onde a arte dialoga com a sustentabilidade ambiental.

É membro da Academia Lorenense de Letras e Artes e Membro efetivo da Academia Cruzeirense de Letras e Artes.

Admirado pelas crianças, desde a tenra idade, pela comunicação nas Artes Visuais e a comunicação oral, através da contação de histórias, resgata o folclore brasileiro, o cotidiano e a preocupação com a preservação  ambiental.

Neto de um índio purí, vive entre Ubatuba – SP  e Lavrinhas  – SP, cenários simples, ecológicos e naturais, como a sua alma genuinamente brasileira.

Nesta EXPOSIÇÃO, em acrílico sobre tela, GUTO expressa  a oralidade  do imaginário do povo Lavrinhas, através dos personagens que povoam o folclore do lugar.

Estão expostas obras que retratam:

O Corpo Seco que habita a mata do Colégio São Manoel, em Lavrinhas. Segundo a lenda, um homem, que espancava a mãe, quando morreu, o seu corpo secou, unhas e cabelos cresceram e passou a assombrar quem insiste subir a mata.

A Pata da Ponte povoa o imaginário do lavrinhense com a história de mulher que praticava abortos e   os jogava no Rio Paraíba, no cenário da ponte de cimento. Quando alguém passa pelo lugar à noite, vê a pata e ouve o chamado ”onde está…”

A Mula sem Cabeça, trata-se da mulher que apaixonou-se pelo padre e foi castigada quando morreu, virando a mula. Segundo o povo, a mula passa pelas ruas de Lavrinhas, com chamas no lugar da cabeça.

“Caboclo d’gua” – foto by Elza Francisco

O Saci Pererê, velho conhecido do povo brasileiro, o moleque com uma perna só, gorro vermelho na cabeça, percorre as ruas de Lavrinhas, montado em algum cavalo, emprestado sem autorização, mostrando o seu talentoso assobio, fazendo travessuras, escondendo coisinhas nas casas, queimando as panelas das senhoras do lugar.

O Caboclo D’Agua é o personagem na figura de um homem cabeludo, feio, que habita as margens do Rio Paraíba. O seu papel principal e virar as canoas dos pescadores.

“Lobisomem” – foto by Acadêmico João Feliciano

O Lobisomem, em Lavrinhas, já incorporou vários personagens, geralmente, homens bem sucedidos  e desafetos da molecada. O lobisomem faz parte do folclore brasileiro, o homem que vira cachorro ou lobo nas noites de lua cheia, principalmente na sexta feira.

Muitas histórias são contadas, na cidade, contemplando essa rica figura do folclore, com características próprias em Lavrinhas, aterrorizando as pessoas que atravessam as pontes nas noites iluminadas pela lua. Ataca os galinheiros e assombram as pessoas. Muitas histórias são contadas, traduzindo o imaginário popular.

A Loira do Banheiro e o Boitatá caminham na cidade, com a mesma intensidade das outras regiões do Brasil.

A Mãe de Ouro ocupa lugar de destaque em Lavrinhas. A cidade tem este nome por conta das lavras (lavrinhas) de ouro encontradas na foz dos riachos, afluentes do Rio Paraíba. Trata-se de uma figura, na forma de uma mulher, que se transforma em luz intensa na cor do ouro, para indicar a possibilidade de uma jazida para os moradores.

A Sereia é a figura folclórica que vive no Rio Jacu para encantar os banhistas, hoje raros devido a poluição do Rio depois do início das atividades das mineradoras.

Elza (para apresentação do texto) by GUTO

Assim, GUTO retratou os personagens que habitam o imaginário do lavrinhense. A Exposição recebeu a visita dos participantes da Sessão Solene e foi aplaudida  pelo público presente.

Estará na Biblioteca da UNISAL, Universidade Salesiana de Lorena, até o dia 19 de agosto. A partir dessa data, traçará um caminho itinerante nas Escolas do Município de Canas-SP, cidade vizinha de Lorena-SP, sob a curadoria da Academia Lorenense de Letras e Artes, na pessoa da Acadêmica Rosana Cabral e do Presidente Ildebrando Pereira da Silva, responsável pelos belos resultados e sucessos da ALLARTE.

Palavras- chave: Allarte, Sessão Solene, Exposição de Artes Plásticas

 

Elza Francisco

elza.francisco@uol.com.br

 

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