Elza Francisco: ‘Vasco de Castro Lima’

13/01/2019 21:21

“A pequena Lavrinhas, Estado de São Paulo, na simplicidade, é o berço de  grandes Nomes da Cultura,  como o Poeta Vasco de Castro Lima, reconhecido  pela sua grandiosa Obra.”

A pequena Lavrinhas, Estado de São Paulo, na simplicidade, é o berço de  grandes Nomes da Cultura,  como o Poeta Vasco de Castro Lima, reconhecido  pela sua grandiosa Obra. Vasco nasceu na Fazenda onde, hoje, é o Colégio São Manoel, no dia 22 de dezembro de 1905. Ainda criança, deixou Lavrinhas e foi para a cidade vizinha Cruzeiro, Estado de São Paulo, cenário de uma longa jornada.  Bacharelou-se em Ciências e Letras  no  Colégio São Joaquim de Lorena, Faculdade  com formação religiosa  Salesiana.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 3 de agosto de 2004, em Copacabana, onde residia.

Desenvolveu uma vasta Obra Literária, com destaque para os Sonetos.

Publicou dentre outros: “Lágrimas da Alvorada” (1925);  “Estrada e Ferro Sul de Minas” (1934); “Cascata de Ilusões” (1937); “Inquietude” (1940); “Vergel do Paraíba” (1962); “Trovas da Minha Ternura” (1965);  “Correnteza” (1966); “A Estrada do Sonho” (1979); “O Maravilhoso Mundo do Soneto” (1987)

Pertenceu à Academia de Letras do Rio de Janeiro;  da  Academia Brasileira de Jornalismo;  da Academia Valenciana de Letras;  da Academia de Letras do Vale do Paraíba;  do Grupo Cruzeirense de Cultura;  da União Brasileira de Trovadores;  da “ Casa do Poeta” de São Paulo. É o Patrono da Cadeira ocupada pelo Acadêmico Jaime Ribeiro, da Academia Cruzeirense de Letras e Artes.

Foi alto funcionário da Companhia Vale do Rio Doce e da Petrobrás.

Vasco de Castro Lima amava Lavrinhas e sua gente. Antes de falecer, fez a doação de parte do seu acervo pessoal de quatrocentos títulos para a Biblioteca Municipal de Lavrinhas, que tem como  Patrono o seu Filho ilustre Poeta Vasco de Castro Lima.

 

A Estrada do Sonho

Cada dia em que o sol se abre, risonho,

e desfralda o seu leque de esplendores,

eu saio pela Estrada Azul do Sonho,

pisando espinhos e plantando flores…

 

E vou contente. Nos meus passos, ponho

a  luminosidade dos alvores.

Sigo a estrada. E é sorrindo que a transponho,

eu o mais sonhador dos sonhadores…

 

Sim, quero ter, na noite da velhice,

o  mesmo coração da meninice,

_ um ninho de alvoradas luminosas.

 

Para ser, no jardim dos desenganos,

uma  alegre roseira de cem anos,

ardendo  em sonhos, florescendo em rosas!

 

Soneto A Estrada do Sonho, do Livro – SONETOS – “A Estrada do Sonho”, de Vasco de Castro Lima.

 

Elza Francisco – elza.francisco@uol.com.br

 

Tags: