Eduardo César Werneck: ‘Para cada região uma história (e um bom amigo)…’

14/06/2019 10:32

Eduardo César Werneck

… para quem sabe no futuro nossas crianças não fiquem pensando que a História do Brasil começou em 1964. Alguns acham que o Brasil não tem nada a ser lembrado ou estudado daí para trás…”

Eduardo César Werneck

Estive em vários locais onde de alguma forma a Revolução Constitucionalista de 1932 se instalou (e deixou suas marcas de forma indelével)…

Sabemos que cada setor se caracterizou por uma qualidade (ou decepção), mas o intuito em visitar foi também o de preparar o caminho para a volta, quando o livro que escrevi sobre o tema, será lançado…
Foram várias as cidades e de importantes regiões. Portanto, Casa Branca, Itapetininga, Itapeva, Presidente Prudente, São Paulo, Passa Quatro (MG), Resende (RJ), sem contar àquelas ligadas a minha região – o Vale do Paraíba.

A plateia de “novos” amantes de História vai sendo formada aos poucos, e graças, aos esforços do Pedro Mariozi…

A última que tive oportunidade em visitar foi Itapeva (SP). Quase nada a lembrar dos duros dias de 1932. Claro, é o idealismo de um Pedro Mariozi que mantém viva as recordações e a aura deste importante movimento ocorrido em São Paulo.

São poucos os “heróis” a lutar para a preservação do passado. É o Adolpho Legnaro em Casa Branca; ou, o Helio Rubens em Itapetininga, o Eddy Carlos em Cachoeira Paulista; o Diego Amaro em Lorena, quem sabe, o Julio Fidelis em Resende, ou ainda, Vicente Vale em Cruzeiro…

Em Itapeva, ladeado pelo bom amigo Pedro Mariozi, que a Revolução de 1932 me presenteou.

São poucas as “andorinhas” tentando fazer o “verão” da preservação da memória a prosseguir, para quem sabe no futuro nossas crianças não fiquem pensando que a História do Brasil começou em 1964. Alguns acham que o Brasil não tem nada a ser lembrado ou estudado daí para trás!

Que pena!

Na palestra para os Professores, um belíssimo momento…

Desta forma, de forma proposital e irresponsável, esquecemos-nos de contar a verdadeira história que existe na existência de nossa Nação.

Enfim, ao pesquisar, estudar para logo, publicar as descobertas que fiz com respeito ao tema “Revolução de 1932”, evidenciaram a mim (que bom…) a importância de nós não desistirmos de nosso país…

E um especialíssimo momento, quando as crianças cantaram o Hino da Revolução… que presente… bem que a “capital” da Revolução – a cidade de Cruzeiro – tivesse em suas escolas Professoras que ensinassem estas coisas as nossas crianças…

Defeitos e gente ruim (corrupta mesmo) nunca faltaram, e agora mesmo podemos ver isto (e de sobra) com tanta gente processada, julgada e presa, e para as quais em muitos casos foram outorgados responsabilidades imensas – pelo voto – para melhorar a condição de nosso povo; contudo, o que fizeram mesmo foi enfiar tudo no bolso e sumirem…

Ler e entender história se reveste numa viagem inesquecível e dará a cada um de nós a crença de que tudo que vem acontecendo está muito longe do “nunca antes neste país”; ao contrário, se fixa bem próxima de nós, além é claro, de no meu caso ter conhecido tanta gente boa que não esquecerei para o resto de minha vida…
O Pedro, o Vicente, o Adolpho, o Helio Rubens, o Julio, e por ai vai…
Eduardo César Werneck
drwerneck@uol.com.br