Eduardo César Werneck: ‘ Acariciando saudáveis ferimentos…’

19/07/2020 12:51

Eduardo César Werneck

“…Os relatos começam com a vinda do primeiro Werneck (Augusto de Souza – meu bisavô materno) para a região…”

Olga Werneck (minha mãe) faleceu este ano!
Ela adorava contar histórias sobre nossa família… os Werneck’s…
Não era a única, pois conheci vários dos mais antigos (meus bisavós geraram 10 filhos), sendo que dois partiram em tenra idade, enquanto uma, Maria José vive (em bem, com a graça de Deus, apesar da pandemia, em Lorena). Os demais, aos tempos em que as famílias se reuniam… visitavam-se… entendiam-se… inúmeras vezes convivi, com os mesmos, na casa de meu avô (Octacílio de Souza Werneck), ouvindo suas histórias.
Sempre ‘ignorei’’ o tema, mas sempre o ignorei, esta é a verdade!
Agora, misturando um pouco de história da família, com informações a respeito de escravidão, Império, Guerra do Paraguai, migrações, café, República, Revolução de 1924 (e de 1932), II Guerra, entre outras questões produzi mais um livro. Tal como gosto, memorialístico!
Nem houve a necessidade de ‘forçar a barra’, pois os Werneck’s eram incríveis!
Os relatos começam com a vinda do primeiro Werneck (Augusto de Souza – meu bisavô materno) para a região.
Família antiga, e, importante do período, do café, tiveram entre seus membros vários ‘barões’. Contudo, Augusto não experimentou esta chance, tendo que moer com o suor do rosto, o fel das dificuldades do dia-a-dia para, trabalhando (e se aposentando) na Central do Brasil, conduzir esta família. Sem posses, mas não sem vontade, legou a cada um de nós a esperança de dias melhores.
Pode parecer narcisista (e talvez seja) escrever sobre a própria família, no entanto, faço importante alerta, pois neste mundo abalroado por enormes dificuldades, os antigos Werneck’s eram muito unidos.
Nenhum morreu rico, ao contrário, todos partiram desta vida administrando dificuldades; apenas um detalhe, ainda hoje me recordo com intensa saudade de todos. Deve ser o segredo!
Viver pode ser simples… viver em família, sempre é melhor…
Neste livro eternizo suas histórias, estacionando o mesmo na quarta geração (a minha) que tem muito a aprender; afinal, desta vida nada material se leva…

 

Eduardo César Werneck

drwerneck2uol.com.br

 

 

 

 

 

 

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