Eduardo César Werneck: ‘Acariciando ferimentos profundos…’

08/08/2020 22:29

Eduardo César Werneck

“… doutora faça tudo o que for possível, pois para viver lutarei até o fim…”

Se vivo fosse, tudo terminaria assim, como na foto…
Zagueiro no futebol, e na vida…
Era o João-sem-medo…
Enfrentou tudo e a todos sempre !
Não parecia ter medo de nada…
Quando a médica lhe falou que a doença não lhe estava dando tréguas, disse à mesma, “doutora faça tudo o que for possível, pois para viver lutarei até o fim”…
Foram quatros anos de luta…
O câncer não perdoa ninguém !
Aquele que me ensinou a dar nó na gravata, também me ensinaria a sentir um nó na garganta !
Com ele aprendi a andar de bicicleta…
E também, que era ruim de bola…
E que viver sem pai é a pior coisa do mundo…
Quis os desígnios de Deus que este ensinamento não pudesse levar a cabo!
Quando criança era meu super-herói!
Quando adolescente, pensava “para que tanto ?”…
Em determinado momento da vida, perguntei, “caramba, não sai do meu pé !”…
Hoje pergunto, “cadê você” !
É assim. Foi-se o homem, e ficaram as lembranças da luz que nunca se apaga…
Pai, onde estiver, espero um dia alcançá-lo…
Mas, enquanto isto não acontecer receba minhas lágrimas escondidas…

Eduardo César Werneck

drwerneck@uol.com.br

 

 

 

 

 

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