Eduardo César Werneck: ‘A Primeira Comunhão’

29/01/2019 11:49

Eduardo César Werneck

“Como era importante este dia na vida de um aluno do INSA (Instituto Nossa Senhora Auxiliadora)… A preparação era feita em sala de aula, durante as aulas de Religião, dadas pela própria Professora Maria José, que se transformava. Deixava de ser a exigente Professora, quando se colocava na condição de nossa orientadora espiritual.”

Como era importante este dia na vida de um aluno do INSA (Instituto Nossa Senhora Auxiliadora)…
A preparação era feita em sala de aula, durante as aulas de Religião, dadas pela própria Professora Maria José, que se transformava. Deixava de ser a exigente Professora, quando se colocava na condição de nossa orientadora espiritual.

Nesta hora, a moça bonita e doce se vislumbrava…

Durante todo o segundo ano (1969), na hora final de nossas aulas, ela parava as lições convencionais que tínhamos e nos falava de Deus, e não esquecerei jamais a forma que ela dava para o “SER” criador do Universo, e que fiz questão de aqui colocar.

Um traço simples, sem cabeça, ou membros… nem belo e nem feio. O Deus que deveríamos entender e amar, pois ele não precisa de um rosto bonito, e sim, de ações. Não precisava de membros, pois não se locomove, afinal, está dentro de nós!

Ela começava sempre com este desenho, e depois nos falava sobre o mesmo, e muitos das histórias bíblicas que ora conhecemos.

Na primeira sexta-feira do mês, havia uma missa, e nós então ensaiávamos para o grande dia. Em um destes ensaios, o próprio Pe. Sarto (o diretor) se fazia presente, com hóstias não consagradas, segundo ele, para que soubéssemos como deveria ser o ritual de comunhão.

Seria o primeiro grande dia na vida de cada um de nós, pequenos católicos, neste grande mundo de Deus.
Até que chega o grande dia…

Fotografia com todos os participantes, ao lado do Pe. Sarto, que até parece sorrindo, algo tão incomum, pois ele sempre me parecia muito formal.

Todos nós fizemos “santinhos” para trocarmos entre nossos colegas. Guardo até hoje os que troquei com os meus amigos Marcos Penido e Mário Rochebois. Ainda havia a vela, o laço, e o livrinho. De todos, hoje só não tenho mais a vela. O restante faz parte do meu rol de lembranças daquele dia.

Tudo se concluiu, com uma grande festa, com salgadinhos, refrigerantes, etc., podendo ser confirmado com a fotografia que guardo como lembrança. Eu ao lado do meu amigo Carlos Alberto Elache.
Lembranças longínquas, em fotos amareladas, porém indelevelmente inesquecíveis e marcadas em mim para sempre.

O INSA me proporcionou grandes momentos, doces lembranças, e saudosos amigos…

O Deus de minha infância… sem rosto ou membros, pois estavam em meu coração… assim, ensinava a Profa. Maria José… certíssima !

 

No dia da primeira comunhão… 1969… no INSA…

 

Na festa da primeira comunhão… Ao meu lado, Zé Cláudio (que nunca mais vi…), e Carlos Alberto Elache (um amigo até os dias de hoje)…

 

 

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