EDITORIAL

08/01/2015 13:05

Je suis Charlie  JE SUIS CHARLIE AUSSI

É inaceitável o ataque contra a liberdade representado pelo ataque terrorista ao jornal francês Charlie Hebdo que matou 12 jornalistas em Paris, entre eles     os melhores cartunistas do mundo. Mais do que o pesar pela morto abrupta e estúpida dos colegas jornalistas, o atentado significa uma gravissima      tentativa   de calar a imprensa.

A frase ‘JE SUIS CHARLIE’ (‘Eu sou Charlie’) virou lema contra o terrorismo em todo o mundo e combater o ódio e defender a liberdade passou a ser o objetivo de todos que consideram a liberdade de expressão um bem inalienável e que precisa ser mantido a qualquer custo. O nosso jornal ROL – REGIÃO ON LINE une-se a esse movimento internacional de repúdio e também repete a frase ‘JE SUIS CHARLIE’ que está difundida em textos ou imagens na só na comunicação impressa mas também nas redes sociais de todo o planeta, onde as fotografias de perfis no Facebook estão sendo trocadas por quadrados pretos.

Três homens terroristas entraram na redação do jornal francês Charlie Hebdo e mataram o diretor e os cartunistas que nas últimas décadas colocaram a publicação na mira do extremismo islâmico. Ainda não se sabe qual a organização responsável, apenas se admite a sua natureza islâmica. É importante entretanto, que não se confunda islamismo com terrorismo. Que esse lamentável episódio não sirva como motivo para criar ou alimentar preconceitos contra os que acreditam no Islã, um direito também inalienável que deve e precisa ser preservado, assim como as crenças em outras deuses e religiões. Na França e na Alemanha já existiam movimentos anti-islâmicos que agora, com esse acontecimento, pode se reforçar e se espalhar por outros paises.

Na última quarta-feira o mundo assistiu a um dos ataques mais violentos contra um órgão de comunicação social e reagiu nas redes sociais. Na França, o jornal Libération abriu seu saite com a frase “Somos todos Charlie”, que repete na capa do seu perfil no Facebook. O Le Monde, outro dos jornais de referência franceses, segue o mesmo caminho. No Figaro, tudo parou durante um minuto para uma homenagem em silêncio às vítimas. Na Espanha, jornais como o El País manifestam a sua solidariedade através de charges criadas pelos seus colaboradores. Em Portugal, os jornalistas dos periódicos ‘Público’, ‘Notícias’ e ‘O Expresso’ estão de luto pela morte dos colegas franceses. No Brasil, nos Estados Unidos e em todos os países democráticos, os veiculos de comunicação deram manchete eo episódio e manifestaram repudio em seus editoriais, tratando o episódio como “uma tragédia do jornalismo mundial e de todos os homens livres”.

Nas redes sociais as imagens de perfil de muitos internautas foram substituídas por quadrados negros com a frase ‘Je suis Charlie”’, enquanto nas cronologias são partilhadas algumas das caricaturas mais mordazes do Charlie Hebdo. No Twitter, as hashtags ‪#‎JeSuisCharlie‬ e ‪#‎CharlieHebdo‬seguem-se a posts de repúdio pelo ataque ainda não reivindicado (Helio Rubens)