Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo traz para o Jornal ROL a Alma Literária de Portugal!

21/09/2020 08:26

Diamantino Lourenço R. de Bártolo

Com Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo, por meio do Jornal ROL Brasil e Portugal se irmanam nas Letras!

Jornal Cultural ROL está sempre crescendo, sobretudo em qualidade de seus colaboradores. Em mais um salto quântico cultural, alcança a terra de Pedro Álvares Cabral. E essa expansão cultural se dá por meio do ingresso na Família ROLiana de um filho português da mais refinada estirpe literária: Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo!

Diamantino Bártolo, natural de Venade, uma freguesia portuguesa do concelho de Caminha, tem um impressionante histórico curricular, do qual destacamos:  Habilitações: Licenciado em Filosofia – Universidade Católica Portuguesa; Mestre em Filosofia Moderna e Contemporânea – Universidade do Minho – Portugal e pela UNICAMP – Brasil; Doutorado (Curso Livre) em Filosofia Social e Política: Especialização: Cidadania Luso-Brasileira, pela FATECBA – Faculdade Teológica e Cultural da Bahia – Brasil. Obra Literária: 14 Antologias próprias: 66 Antologias em coedição em Portugal e no Brasil; mais de 1.050 artigos publicados em vários jornais, sites e blogs: Portugal, Brasil, Bélgica, França e Canadá. Participações e Prêmios: Vencedor do III Concurso Internacional de Prosa – Prémio ‘Machado de Assis 2015’, Confraria Cultural Brasil – Portugal – Brasil; Prémio Fernando Pessoa de Honra e Mérito – Literarte – Associação Internacional de Escritores e Artistas do Brasil” 2016; Vencedor do “PRÊMIO BURITI 2016”; Vencedor do Troféu Literatura – 2017, “ZL – Editora” – Rio de Janeiro – Brasil, com o Melhor Livro Educacional, “Universidade da Vida: Licenciatura para o Sucesso”; Cargos: Associado da LITERARTE; Membro do NALAP – Núcleo Académico de Letras e Artes de Lisboa, membro com Honra, Louvor e Reconhecimento; Membro Correspondente Internacional N. 001 do GREBAL – Grêmio Barramansense de Letras – Barra Mansa, RJ – Brasil; Presidente do NALAP; Condecorações: Agraciado com a “Comenda das Ciências da Educação, Letras, Cultura e Meio Ambiente Newsmaker, Brasil” no “Grau Honra ao Mérito” (2017); Título Honorífico de Embaixador da Paz pelos «Serviços Prestados à Humanidade, na Defesa dos Direitos as Mulheres. Argentina»; Título Nobiliárquico de Comendador, condecorado com a “Grande Cruz da Ordem Internacional do Mérito do Descobridor do Brasil, Pedro Álvares Cabral” pela Sociedade Brasileira de Heráldica e Humanística; Doctor Honoris Causa en Literatura” pela Academia Latinoamericana de Literatura Moderna y la Sociedad Académica de Historiadores Latinoamericanos.

É este literato de Primeira Grandeza que o ROL, orgulhosamente, ora apresenta a seus leitores!

E seja muito bem-vindo à Família ROLiana, Irmão das Letras de Além-Mar, Diamantino Bártolo!

A seguir, o texto inaugural de sua colaboração no ROL: ‘Axiologia: Fonte de Sabedoria’

 

Axiologia: Fonte da Sabedoria

O percurso terrestre corresponde a uma vida humana física que, segundo as últimas perspectivas de esperança de vida, pode dilatar-se até aos 85/90 anos, ao longo dos quais são vivenciadas, tradicionalmente, várias fases ou ciclos: criança, jovem, adulto e idoso, cada um com características próprias, objetivos definidos, embora nem sempre com total convicção e sólida sustentação, incluindo as mais que prováveis alterações bio-intelectuais e outras.

Apesar de tudo, é preferível e aconselhável assumir-se um percurso de vida com objetivos intermédios, que poderiam ser divididos em três categorias: a) Metas, que é necessário vencer e ultrapassar; b) Alvos, que se ambiciona atingir e consolidar; c) Valores, que se querem alcançar, sem que jamais se consigam em absoluto, funcionando mais como estímulos, modos de vida, ideais de referência que iluminam o percurso, que simbolizam a perfeição, universais e supremos.

Como os valores absolutos, e toda e qualquer forma de perfeição, são inacessíveis ao Ser humano, resta, de facto, lutar por um percurso moderado e, em função dos sucessos, aumentar a qualidade e quantidade dos objetivos, de tal forma que se possa ter sempre sob controlo, na medida do possível, o percurso que se traçou, já que surgem situações e imponderáveis que escapam às previsões racionais, científicas e técnicas de qualquer pessoa.

Esta prudência pode contribuir para uma vivência com sabedoria, com qualidade, harmonia e felicidade espiritual e material. Os projetos ambiciosos, à partida, aparentemente inalcançáveis, contêm, em si mesmos, um elevado risco que: tanto pode conduzir ao sucesso; como ao fracasso.

Não é “pecado”, não é “crime”, não é “censurável” ter-se ambição, desde que os meios utilizados, e fins a alcançar, não colidam com os legítimos e leais interesses de terceiros, porque todos têm idêntica dignidade, independentemente do seu estatuto social, todos se movem num mundo em constante efervescência social, científica, técnica, porque: «O mundo é o palco da odisseia humana! Cada um de nós representa o seu papel e, por humilde que seja, cada existência tem o seu significado. Estamos sempre crescendo e, certamente, nos serão confiados novos papéis, até nos tornarmos puros e sábios.» (PIRES, 1999:132).

Projetos, circunstâncias positivas e/ou negativas, recursos, imponderáveis, variantes, espaço e tempo, são algumas das condicionantes que é preciso ter em conta, e só um bom propósito de vida ajuda a minimizar certos obstáculos.

Em certa medida, quando os propósitos de vida assentam nos axiomas axiológicos, o percurso poderá ser facilitado, quando pontuado de objetivos ético-morais, que conduzam a um bem-estar espiritual, a que se seguem os objetivos materiais, porque: «Conscientes da nossa individualidade, buscamos, muitas vezes, o conforto e a segurança nos bens materiais e procuramos a felicidade nos prazeres dos sentidos. Quanto mais possuímos, mais ansiosos nos tornaremos e, por fim, o nosso maior desejo acaba sendo reencontrar a felicidade perdida. Mas o conhecimento, uma vez ‘ingerido’ nunca mais pode ser ignorado. Desta forma só reencontrarão a paz do paraíso aqueles que conseguirem superar o egoísmo e a atracção exercida pelos valores materiais e, perdendo a consciência da própria individualidade, sentirem-se não apenas com todos os outros, mas com toda a natureza.» (Ibid. 133)

A importância dos valores, como referenciais de uma vida, assente em preocupações dignificantes da pessoa humana, é fundamental para o equilíbrio dos indivíduos, dos grupos, da sociedade. Por isso, a Axiologia se torna, cada vez mais, um imperativo categórico, que deve passar à prática. Uma vida feita apenas de “materialismos”, poderá, mais cedo ou mais tarde, acabar numa existência entediante, gananciosa e avarenta e miserabilista.

 

Bibliografia

 PIRES, Wanderley Ribeiro, (1999). Dos Reflexos à Reflexão. A Grande Transformação no Relacionamento Humano, Campinas: Editora Komedi.

 

 

 

 

 

 

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