Comendadora Poetisa Sandra Albuquerque: ‘A dança da virose’

14/01/2022 18:18

Sandra Albuquerque

A dança da virose

Ele chegou sem avisar e

mudou a história da sociedade.

Afinal, um ser invisível, um inimigo horrível e

Aterrorizante.

Assintomático ou não, como um tsunami, um vulcão,

um terremoto ou um maremoto, sem dó, nem piedade, foi tragando a todos que encontrava pela frente.

Uma verdadeira catástrofe humana;

e nada se podia fazer.

Então, surgiu a ideia:

usar máscaras, álcool gel e desaglomerar, é preciso!

Trabalhar em ‘home office’.

Fechar portos, aeroportos

Cruzeiros, jamais!

‘Fica em casa!’ –  era a ordem.

Isolamento obrigatório.

Menos abraços, menos toques.

Contato, apenas,

no mesmo ‘quadrado’.

Muitos não respeitaram.

As redes sociais tornaram-se um escape para a solidão extrema que, fatalmente leva à depressão.

As lives estouraram, dos famosos aos anônimos, e este foi um ponto positivo.

E mesmo assim,

vidas foram ceifadas.

Sim! Famílias inteiras se foram e, em outras, sobraram um ou dois membros; não sei o que é pior.

E no meio da história, a polêmica da vacina: libera ou não libera?

Quem toma morre ou quem toma sobrevive?

Verdadeiro jogo político!

Uma disputa desumana,

quando nós, os humanos, éramos os envolvidos.

Até que enfim ela chegou, e os sensatos a aceitaram.

E o caso, parecia, de certa forma –  e entre aspas – controlado.

O excesso de mortalidade caiu nos dados da pirâmide.

Mas a humanidade não perdoa e só pensa em aglomerar e aglomerar, e nem se apercebe o mal que está trazendo para si mesma.

Por conta disto

surge nova variante.

Parece uma febre:

Ômicrom ou Influenza?

Covid ou Gripe?

Já não se sabe!

E agora?

Será que valeu a pena relaxar com as restrições?

Valeu a pena se abster da vacina?

A única coisa que sabe é que muitos se vacinaram e estão com a nova variante; mas uma coisa é certa: os sintomas são bem mais leves e isto já é um alívio.

Mas surge uma nova preocupação:

o Carnaval se aproxima e muita gente pensa que o mundo gira em torno de três dias; isto sem contar com o retorno financeiro que traria aos cofres governamentais.

Se não houver uma conscientização de que a aglomeração é o fator principal de proliferar o vírus, teremos muitos óbitos neste ano e nos vindouros também.

 

Comendadora Poetisa Sandra Albuquerque

sandralennen@hotmail.com

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