Comendador Fabrício Santos: ‘Celebração do Dia Nacional do Patrimônio Cultural – 17 de agosto’

17/08/2021 17:16

Semana da Valorização do Patrimônio Cultural em Manhuaçu com Programa de Educação do Patrimônio Cultural com palestras e distribuição de cartilhas educativas

A prefeitura de Manhuaçu sancionou a lei nº 3.895 de 07 de novembro de 2018 que “Institui e inclui no calendário de eventos e festas do município a ‘Semana Municipal de Valorização do Patrimônio Histórico e Cultural de Manhuaçu’, ficando instituída e incluída no calendário oficial de eventos e festas do município a “Semana Municipal de Valorização do Patrimônio Histórico e Cultural de Manhuaçu”, a ser realizada, anualmente, na semana que compreende o Dia Nacional do Patrimônio Histórico, comemorado em 17 de agosto. Durante a “Semana Municipal de Valorização do Patrimônio Histórico e Cultural de Manhuaçu” deverá ser dada total publicidade aos patrimônios históricos e culturais existentes na municipalidade, bem como resgate da história dos que já deixaram de existir.

A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo em parceria com o Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Manhuaçu estará iniciando o programa de Educação do Patrimônio Cultural com palestra do Presidente do Conselho COMPAC e Diretor Municipal do Patrimônio Cultural nas escolas cadastradas e distribuição da Cartilha nº1 do Patrimônio Cultural entre as turmas do Ensino Fundamental 1 e 2 no período do dia 24 a 27 de agosto de 2021.

Fabrício Souza Santos – Presidente do COMPAC/ Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Manhuaçu – MG, gestão 2021/2023.

A celebração especial deste dia teve como base o espírito incansável do historiador e jornalista mineiro Rodrigo Melo Franco de Andrade, como defensor do Patrimônio Cultural Brasileiro, provocou a criação do Dia Nacional do Patrimônio Histórico, comemorado desde 1998, quando o primeiro presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) completaria 100 anos. Rodrigo Andrade foi advogado, jornalista e escritor, nasceu em Belo Horizonte (MG), em 17 de agosto de 1898, e foi contemporâneo de grandes nomes do cenário nacional, como Cândido Portinari, Manuel Bandeira e Mário de Andrade. Rodrigo Melo Franco de Andrade foi redator-chefe e diretor da Revista do Brasil e, na política, chefe de gabinete de Francisco Campos, no Ministério da Educação e Saúde Pública, criado em 1930, no governo Getúlio Vargas.

Durante a gestão de Gustavo Capanema no Ministério (1934-1945), participou do grupo de artistas e intelectuais modernistas, quando se tornou o maior responsável pela consolidação jurídica do tema Patrimônio Cultural no Brasil e pela criação do Iphan em 1937, tarefa que desempenhou até 1967. Seu legado se confunde com a trajetória da preservação do patrimônio cultural no País, a ponto de simbolizá-la. Rodrigo Melo Franco de Andrade faleceu no Rio de Janeiro, em 1969.

Objetivo do IPHAN: promover e coordenar o processo de preservação dos bens culturais do Brasil para fortalecer identidades, garantir o direito à memória e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do País.

Em seu esforço para a preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro, o Iphan possui a tutela de mais de 45 mil bens imóveis tombados, inseridos em 86 conjuntos urbanos tombados. O Instituto tem ainda tombados um sítio paleontológico, 77 conjuntos arquitetônicos, 33 conjuntos rurais, 449 edificações, 393 edificações e seus acervos, 13 jardins e parques históricos, um quilombo, 30 ruínas, cinco sítios arqueológicos, nove terreiros, 24 patrimônios naturais, 29 acervos, 63 bens móveis e integrados e 45 equipamentos urbanos.

Além disso, o Iphan busca preservar e valorizar o patrimônio formado pelas ferrovias – composto por mais de 600 bens– e pelos barcos tradicionais criados por carpinteiros e artesãos, mestres e pescadores brasileiros, e tombou quatro embarcações de uso tradicional no Brasil: luzitânia (canoa de tolda utilizada na região do baixo rio São Francisco, em Sergipe), dinamar (canoa costeira que navega na Baía de São Marcos, no Maranhão), sombra da lua (saveiro de vela de içar, do Recôncavo Baiano) e tradição (canoa pranchão utilizada nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina).

Também estão sob a proteção do Iphan 38 bens culturais imateriais registrados, sendo nove celebrações, 15 formas de expressão, 11 saberes e três lugares. O Brasil tem ainda 25 bens na Lista do Patrimônio Mundial reconhecidos pela Unesco, sendo cinco imateriais e 20 culturais e naturais.

Matéria publicada originariamente na coluna Resenha Cultural Fabrício Santos, do Portal Zona da Mata News, em 17 de agosto de 2021.

Comendador Fabrício Santos é Correspondente Cultural do Jornal ROL da cidade de Manhuaçu/MG

 

 

 

 

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