Coluna Sergio Diniz da Costa no jornal da APEVO

12/01/2018 09:10

LITERATURA, ARTES & CURIOSIDADES

janeiro de 2018

 

GRANDES FOTÓGRAFOS BRASILEIROS II: WALTER FIRMO

 

Walter Firmo Guimarães da Silva, mais conhecido como Walter Firmo (Rio de Janeiro RJ 1937).

Fotógrafo, jornalista e professor. Autodidata, inicia sua carreira como repórter fotográfico no jornal Última Hora, no Rio de Janeiro, em 1957.

Em seguida, trabalha no Jornal do Brasil e integra a primeira equipe da revista Realidade, lançada em 1965. Conquista o Prêmio Esso de Reportagem, em 1963, com a matéria Cem Dias na Amazônia de Ninguém.

Como correspondente da Editora Bloch, em 1967, permanece por seis meses em Nova York.

A partir de 1971, atua na área de publicidade, sobretudo para a indústria fonográfica. Nessa época, conhecido por suas fotos coloridas e por retratar importantes cantores da música popular brasileira, inicia pesquisas sobre festas populares e folclore nacional.

Entre 1973 e 1982, é premiado sete vezes no Concurso Internacional de Fotografia da Nikon.

Fotografa para as revistas Veja e IstoÉ e, nos anos 1980, começa a expor seus trabalhos em galerias e museus.

De 1986 a 1991, é diretor do Instituto Nacional de Fotografia da Fundação Nacional de Arte – Funarte.

Em 1994, leciona no curso de jornalismo da Faculdade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, e, desde então, coordena oficinas em todo o Brasil.

Ganha a Bolsa de Artes do Banco Icatu, em 1998, com a qual vive durante meio ano em Paris.

No fim da década de 1990, torna-se editor de fotografia da revista Caros Amigos. Entre seus livros, destacam-se Walter Firmo – Antologia Fotográfica, 1989, Paris, Parada Sobre Imagens, 2001, Rio de Janeiro Cores e Sentimentos, 2002, e Firmo, 2005.

O tema principal das fotos de Walter Firmo é a figura humana. Revela particular interesse pelos costumes e festas populares brasileiras, realizando ampla documentação fotográfica, na qual se destaca aquela sobre o carnaval do Rio de Janeiro. Produz imagens marcantes como aquelas de integrantes de escolas de samba viajando em um trem de subúrbio, até o local dos desfiles, salientando o contraste entre a alegria da festa e o duro cotidiano da população menos favorecida.

 

 

Já na série Festa do Maracatu-Rural, 1997, retrata a população em trajes típicos, em meio a paisagens de grande luminosidade. Ao longo de sua produção destacam-se também os retratos de músicos brasileiros, como os de Clementina de Jesus (1902 – 1987), Cartola (1908 – 1980) e Pixinguinha (1897 – 1973). É o fotógrafo que se destaca pela exploração sensível da cor e da luz, mantendo diálogo com a pintura.

 

 

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