Claudio Bloch: ‘O que vamos comer amanhã?’

02/05/2019 23:19

Claudio Bloch

Decida você, fica a seu critério!!!

Essa pergunta corriqueira e prosaica que os donos e as donas de casa fazem cotidianamente começa a se complicar.

A carne feita em laboratórios, sem o abate de animais, deve chegar aos mercados em poucos anos.

Quem afirma é a brasileira Maria Occarina, diretora do Memphis Meats, empresa americana especializada na criação desse novo tipo de proteina e que recebe suporte de investidores do porte de Bill Gates e Richard Branson. Essa carne sintética nasce a partir da utilização de células de origem animal de alta procedência que recebem nutrientes até virarem virarem “tecidos” animais. A empresa pesquisa e identifica células que apresentem atributos de gosto, cor e textura corretos e que possam se multiplicar.
De acordo com a Dra. Maria Occarina que veio ao Rio de Janeiro participar da Rio2C, conferência de inovação e criatividade, “colhemos” a carne e preparamos o produto final da mesma forma que alimentos são preparados hoje em dia.
Esse processo chamado de “nutrição essencial” cultiva somente o que é essencial para a nutrição. Nesse método de produção são focados apenas os tipos de carne que se pretenda consumir. Não é necessario criar outras partes do animal ou mesmo o animal todo para consumir.
Segundo ainda a diretora do projeto, apesar de parecer estranho em um primeiro momento, é um conceito poderoso se pensarmos na possibilidade de uma redução significativa de recursos necessários para a produção de comida e geração de resíduos. Os benefícios ambientais e éticos de nosso produto certamente serão interessantes para aqueles que se preocupam com o bem-estar dos animais.
Então voltemos a nossa pergunta primeira:

O QUE VAMOS COMER AMANHÃ???
(Extraido da Entrevista 7 Perguntas para Occarina, de Matheus Rocha)

 

Claudio Bloch

021-813-62907
Correspondente do ROL em Niterói/RJ
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