Celso Lungaretti: ‘A barbárie nos ronda. É hora de provarmos que merecemos a civilização!’

09/10/2018 23:15

Celso Lungaretti: ‘A ESCOLHA É ENTRE UM PALHAÇO SINISTRO E UM POSTE. AINDA ASSIM, CIVILIZADO NÃO PODE ACUMPLICIAR-SE COM A BARBÁRIE!

A identificação deste com a desumanidade é definitiva!

A menos que as pesquisas eleitorais estejam totalmente erradas, haverá 2º turno, pois os 45% de rejeição ao candidato do fascismo tupiniquim inviabilizam qualquer possibilidade de uma arrancada final para ele liquidar a fatura já neste domingo (7); e a decisão no dia 28 vai ser entre o palhaço sinistro (Jair Bolsonaro herda, com méritos, a etiqueta que Paulo Francis colou em Jânio Quadros) e o poste.

O trágico é que, ganhe quem ganhar, os augúrios são os mais sombrios. A escolha, obviamente, é entre civilização e barbárie, então civilizado nenhum pode omitir-se desta vez. A vitória do herdeiro do DOI-Codi equivaleria a matarem-se de novo os mártires que tombaram para tirar este país das trevas; e a proclamar ao mundo que brasileiros são masoquistas e gostam de beijar as botas do que os tratam a pontapés.

Ademais, com o palhaço o agravamento da crise política e econômica será uma certeza e a probabilidade de seu governo não durar nem sequer um ano, enorme.

Eleito, este poderia eliminar o desnecessário na foto

Os grandes empresários que insensatamente o apoiam podem preparar-se para amargar outros tantos anos de vacas magras nos negócios, face às turbulências que inevitavelmente adviriam.

Com o poste é quase a mesma coisa, a menos que ele decida governar de verdade, dialogando com os civilizados que ainda restam e priorizando a pacificação do país, ao invés de escutar os maus conselhos recebidos de uma cela de prisão cujo amargurado ocupante anda tão obcecado em obter uma reparação moral que nem parece se dar conta de que está ajudando a chocar o ovo da serpente.

O fundamental Fernando Haddad teria (a caneta presidencial), mas cojones para agir como um adulto pensante e não como um infantilizado devoto de seita religiosa … sei lá. As pessoas às vezes nos surpreendem…

A que pingo de esperança estamos reduzidos!

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