Célio Pezza: ‘Urim e Tamim’

21/06/2020 15:35

Celio Pezza

Crônica # 427: Urim e Tamim

Mórmon foi um profeta que viveu aproximadamente entre os anos 311 e 385 depois de Cristo. Ele era nefita, povo descendente de Néfi, um dos filhos de Leí, que deixou Jerusalém em direção ao Novo Mundo. Além de registrar a história de sua própria época, Mórmon também resumiu séculos de escrituras sagradas em placas de ouro que, posteriormente, foram passadas a seu filho Morôni, o último sobrevivente conhecido de sua nação. Este enterrou essas placas em um monte onde seria futuramente o Estado de Nova York. Morôni apareceu como um anjo e guiou o jovem Joseph Smith em setembro de 1827, para revelar as placas escondidas. Junto a essas placas estaria um objeto composto de duas pedras em aros de fios de prata, que teria o poder de traduzir qualquer escrita antiga para o idioma de quem o usasse. Esse objeto mágico era chamado de Urim e Tumin, e aparece em várias ocasiões nas escrituras sagradas do Antigo Testamento. Através dele, a pessoa poderia traduzir qualquer escrita, acessar arquivos misteriosos e realizar previsões e profecias. Com o uso desse Urim e Tumin, Joseph Smith traduziu as placas e essa tradução recebeu o nome do Livro de Mórmon, base para a doutrina da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, ao lado da Bíblia. Mais tarde, usando o Urim e Tumin, Joseph Smith traduziu O Livro de Abraão, a partir de papiros egípcios que chegaram às suas mãos em 1835 e que continham textos escritos pelo patriarca Abraão. A tradução foi publicada em partes a partir de 1842 em Nauvoo, estado de Illinois, USA. Mais tarde, em 1851, passou a fazer parte do livro A pérola de grande valor, que é uma coletânea de aspectos significativos da doutrina da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Provavelmente, até hoje nenhum destes livros teria sido traduzido, se não fosse a presença mágica desse Urim e Tumin. Na Bíblia e outros documentos antigos, ele é citado como tendo sido usado por alguns grandes sacerdotes e profetas desde antes de Cristo, como um instrumento mágico que permitia uma consulta diretamente aos anjos de Deus sobre assuntos importantes, tradução instantânea de qualquer língua desconhecida e até a capacidade de ter vislumbres de eventos futuros. Infelizmente, não se tem conhecimento da existência de nenhum Urim e Tumin preservado até os nossos dias, para poder ser estudado e decifrado. Aparentemente era um artefato extraterrestre ou remanescente de alguma civilização terrestre altamente desenvolvida, que se perdeu nas memórias do tempo.

 

Célio Pezza   /   Junho, 2020

 

 

 

 

 

 

 

 

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