Carlos Carvalho Cavalheiro e Ademir Barros dos Santos têm poesias classificadas no Prêmio VIP de Literatura Edição 2019

17/04/2019 14:54

Com 1472 poesias inscritas de todo o Brasil, os sorocabanos Carlos Cavalheiro e Ademir Barros dos Santos se classificaram entre os 25 poetas que participarão da antologia da A. R. Publisher Editora

 

Nesta edição do Prêmio VIP de Literatura Edição 2019, concorreram poetas e escritores de todo o Brasil, disputando 50 lugares em duas categorias: poesia e conto

Com 1472 poesias inscritas, o poeta Ademir Barros dos Santos se classificou em 6º lugar, com a poesia ‘Encantos’ e  Carlos Carvalho Cavalheiro (colunista do ROL) em, com a poesia ‘Povoado’.

Os poetas receberão Medalhas,  Certificados e, cada um, um exemplar da antologia.

Ademir Barros dos Santos

 

Carlos Carvalho Cavalheiro

 

 

 

 

 

 

 

 

       

 

                 POVOADO

(Carlos Carvalho Cavalheiro)

 

Há um povoado jogado no mundo

Em que a vida vagabunda não anda

Com pressa de alcançar a felicidade.

As ruas se vestem com naturalidade

E se perfumam com flores de primaveras,

Damas da noite e ipês de várias cores.

Nesse povoado ainda há tempo para cumprimentos:

“Bom dia, boa tarde, boa noite, como tem passado?”

Lá o relógio não faz o papel de feitor cruel,

Controlando o tempo de tortura e exploração.

O relógio acompanha apenas as alegrias vividas.

O sol se põe ao final do dia banhando o horizonte

Derramando um pote de mel, luz e ouro líquido.

É como em qualquer outra cidade, mas ali

O povo se senta para apreciar o espetáculo.

E tudo por lá canta: as aves, o carro de boi,

O sorveteiro e até o paralelepípedo da rua

Canta quando chove (quem é que não canta debaixo do chuveiro?).

Há um povoado assim, jogado no mundo

Ou talvez pulsando vida dentro de mim.

 

 

                 ENCANTOS

   Ademir Barros dos Santos

                 (Ed Mulato)

 

Uirapuru, quando o cantar levanta

à mata densa, nova vida inventa;

… e canta à musa com beleza tanta,

que a vida para; a pressa passa lenta…

 

O vento cala enquanto o canto o encanta;

em luz sagrada, o próprio Sol se assenta.

A terra inteira, neste instante, é santa:

ao som do canto, é consagrada e benta.

 

Assim o efeito que você me causa:

a alma para e pulsa, encanta e pausa,

o corpo lasso em seu olhar suspenso.

 

Me entrego inteiro a este espanto, e tanto,

que é sem saber se sou demônio ou santo,

que eu me desfaço em seu encanto imenso.

 

 

 

 

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