Auto de Natal Monçoeiro no Roteiro dos Bandeirantes

17/12/2019 13:14

O grupo Viva História Viva – Narração Oral Tradicional de  Porto Feliz, apresentou o tradicional Auto de Natal ‘Monçoeiro’ em Bom Jesus de Pirapora no último domingo (15) 

O grupo Viva História Viva – Narração Oral Tradicional de  Porto Feliz, apresentou o tradicional Auto de Natal “Monçoeiro” em Bom Jesus de Pirapora no último domingo. Os narradores foram recebidos com muita alegria pelo secretário da Cultura srº  Vitor Martins o qual acolheu o grupo apresentando os pontos turísticos da cidade como a matriz e o belíssimo Museu São Norberto, que é o Seminário da cidade, lá se encontra vários objetos religiosos, obras de arte e fotografias antigas da história da cidade, animais empalhados, que foram doados por caçadores da cidade, por volta de 1853..
Bom Jesus de Pirapora e sua história :
“É uma cidade turística, famosa pelas romarias que recebe, onde ciclistas, pedestres, charreteiros, cavaleiros e veículos motorizados chegam para reverenciar a imagem de Bom Jesus.
Morro da Cruz.Na cidade, o visitante encontra o primeiro Santuário Cristocêntrico do Brasil, cuja origem teve início em 1725, quando foi descoberta, em uma corredeira, a imagem do Bom Jesus. A capela inicialmente construída no local deu lugar a outra feita de madeira. Em 1845 iniciou-se a construção da atual igreja (concluída em 1887), que abriga famosa escultura de Cristo, com cabelos naturais. A escultura está localizada no altar-mor, protegida por uma redoma de vidro a prova de balas e é acessada pela lateral da igreja.
Até hoje, a cidade continua recebendo um número bastante significativo de romeiros tanto em datas religiosas quanto em fins de semanas normais. A Secretaria da Cultura e Turismo da cidade estima que cerca de 600 000 pessoas vão anualmente a Pirapora, perdendo em número de romeiros apenas para Aparecida (popularmente conhecida como Aparecida do Norte). Pirapora tem seu nome  de  origem tupi e significa “pulo do peixe”, através da junção dos termos pirá (“peixe”) e pora (“pulo”).
Continuando o passeio o grupo passou também  pela famosa “Terra da Pinga” a cidade de Cabreúva,  que faz parte do Roteiro dos Bandeirantes, caminho feito há séculos pelos homens que desbravaram o interior do Estado de São Paulo. Cabreúva foi fundada no início do século XIX por um membro da família Martins e Ramos, do Município de Itu, que subiu o rio Tietê à procura de um lugar para instalar-se até encontrar um vale situado entre três serras – que viriam a ter os nomes de “Japi”, “Guaxatuba” e “Taguá”.Inicialmente, dedicou-se ao cultivo de cana-de-açúcar para a fabricação de aguardente, com a instalação de um engenho e a utilização de mão de obra escrava. A produção de aguardente daria origem à base da economia local durante várias décadas, justificando o apelido do município: “Terra da Pinga”.
No início do século XIX, foi erguida uma capela em homenagem a São Benedito. Em 1856, foi erguida a igreja matriz atual, em homenagem a Nossa Senhora da Piedade.”
Segundo a contadora de histórias Sonia Jaqueline Oliveira : ” O grupo vem realizando visita as cidades que fazem parte do Roteiro dos Bandeirantes em busca de aprendizado, gerando um conhecimento aos narradores sobre a origem das manifestações culturais,   este estudo vem cooperando no interesse sobre   a cultura popular, costumes, folclores,tradições da região. Este é o objetivo do grupo: conhecer, estudar, narrar , preservar “nossas raízes”, finalizou.
Em tempo, o grupo se apresentou este ano em nosso município  com o Auto de Natal na Casa da Cultura, Chapéu da Madre, Paço Municipal e Praça Matriz.
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