Artigo de Helio Rubens: ‘Analisando o ‘discurso de despedida’ da presidente Dilma

13/05/2016 17:32
Helio Rubens

Helio Rubens

A tentativa de se auto vitimizar é apenas um artificio publicitário que só combina quando ela diz que foi ‘injustiçada’.

Vamos começar pelo começo: ao se referir ao fato de ter sido torturada, há que se considerar que quem afirma que isso realmente aconteceu, foi ela mesma, portanto valendo a credibilidade dela, podendo ser uma afirmação verdadeira ou não.

Pessoalmente acho que ela até foi realmente torturada, o que de minha parte – e de resto, toda a sociedade – merece repúdio absoluto por questões humanitárias.

Trata-se, entretanto, de uma prática adotada por todos as ditaduras, inclusive os da esquerda, como o nazismo de Hitler e a comunista de Stalin.

Mas cabe uma pergunta: porquê ele foi torturada?

A resposta é simples.

A Dilma realmente não estava lutando em favor de um país democrático. O grupo ao qual ela pertencia lutava pela implantação de um regime comunista, aquele regime onde um grupo lidera uma revolução e depois de mantém no poder pelo resto da vida (vide Cuba e Fidel Castro). Ela não lutava por uma democracia e sim por outro regime autcrático.

Foi, portanto, um dos muitos ‘subversivos’ que lutaram contra o regime militar mas diferenciava-se dos demais por ter optado pela luta armada, que tinha como parametro o modelo cubano, também referencial para outros movimentos guerrilheiros existentes em outros países sulamericanos. Ela sabia mnuito bem quais eram os riscos de sua atitude e assumiu os riscos dessa uma guerra onde, como todas as outras, era permitido fazer de ‘tudo’ para alcançar a vitória, inclusive torturas e ilegalidades de toda ordem. Ela não foi ‘vitima’ e sim participante de um embate que permitia a utilização das mesmas armas. É bom lembrar, a propósito, que uma guerra é uma guerra e que nela não existem ‘santos’. Os militares que estavam no poder barbarizaram sim, utilizando e apoiando métodos vís, mas os que entraram na guerrilha também estavam dispostos a ‘tudo’. Então, presidente afastada, desculpe, mas mesmo lamentando o ato ignóbil da tortura, não se esqueça que ‘do seu lado’ também houve abusos de autoridade, torturas, prisões arbitrárias, roubos, etc. Neste quesito houve empate, a senhora não foi injustiçada: eram as regras do jogo que estavam sendo aplicadas. Não pode reclamar por isso, nem se portar como uma ‘vitima’.

Quanto às ‘pedaladas’, é evidente que a Dilma cometeu esses crimes e isso ficou absolutamente comprovado por pareceeres de juristas e politicos. O argumento de que seus antecessores também fizeram isso e não foram punidos soa igualmente, pois um erro não justifica outro. Isso é falácia pura, sem nenhuma substância: ela foi julgada e condenada com base em pareceres juridicos e políticos, incluindo decisões das mais altas cortes judiciárias do País e das duas casas do Congresso que permitiram amplos espaços para defesa, as quais, a propósito, tonaram válidos os procedimentos adotados. Mais uma vez, também neste caso dá para ela portar-se como vítima.

Quando a presidente afastada insistiu em dizer que foi vitima de um golpe, ela demonstra profundo desrespeito à Constituição Brasilera, que foi obedecidade integralmente, aos magistrados que compõem o Supremo Tribunal Federal, ao Parlamento e à opinião pública, que também validou o processo com milhões de manifestantes nas ruas pedindo o seu impeachment.

Argumentar que nunca recebeu dinheiro da corrupção é mais uma falácia inaceitável. No mínimo ela foi beneficiária indireta das tramoias e safadezas praticadas por seus colegas do PT e dos partidoa aliados. Sua campanha foi escorada nas criminosas pedaladas, no uso abusivo da máquina pública a seu favor e nos recursos obtidos pela corrupção desenfreada que aconteceu às suas vistas e com a sua complacência. Tambem neste caso a Dilma não é vitima.

Ao afirmar que os seus programas sociais serão desativados, mais uma vez Dilma faltou com a verdade e só fez essa afirmação para agradar a sua galera, composta por ativistas regiamente pagos com dinheiro público e que se apresentam como bonecos de ventiloquoi e repetem tudo o que a Central do PT dita, sem qualquer avaliação critica, por mais inverídicos que seja. Como esse, aliás já desmentido pelo presidente em exercicio em seu discurso de posse.

Também erra a presidenta afastada mais uma vez intenta alterar a realidade dizendo que o País passará a ser dirigido por um “governo dos sem-voto”. Isso é um absurdo inominável, pois quem foi escolhida na eleição não foi ela e sim a dupla Dilma-Temer. E se ele presta ou não, isso deveria já ter sido visto por ela – e o foi! – quando das articulações para a formação da chapa que concorreu à sucessão de Lula e que foi aprovada entusiasticamente pelos militantes dos dois partidos. Ou seja, o PT, à epoca, concluiu que sem o PMDB não seria possivel ganhar a eleição, o que carreou a ela milhões de votos de peemedbistas. Então, como afirmar que o Temer não teve votos?

Enfim, essa da Dilma se portar como vitima, não tem nada a ver com a realidade. E qualquer cabeça não totalmente obtusa percebe isso claramente. Que os seus marqueteiros de plantão – os que ainda não foram presos – inventem desculpas melhores, porque essas o povão não aceita mais.

Para finalizar: se alguem foi vitima neste caso do impeachment esse alguem é o povo, que devido +à péssima administração da dona Dilma, sofre agora com o crescente desemprego e a inflação galopante!

 

Helio Rubens

Helio Rubens

Helio Rubens de Arruda e Miranda
jornalista

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