Aproximações – Breve introdução à arte brasileira do século XX

29/03/2019 08:50

No sábado (13/04), a partir das 11h, a Fábrica de Arte Marcos Amaro recebe a mostra Aproximações – Breve introdução à arte brasileira do século XX

No sábado (13/04), a partir das 11h, a Fábrica de Arte Marcos Amaro recebe a mostra Aproximações – Breve introdução à arte brasileira do século XX, curada por Aracy Amaral, abarcando produções de antes do modernismo até as décadas de 1930 e 1940. São 60 obras, entre pinturas, desenhos, gravuras, esculturas e fotografias que, justapostas, tornam possível a compreensão dos contextos sociais, políticos e, principalmente artísticos, em que foram produzidas. O recorte traz trabalhos de importantes nomes da arte brasileira, de Almeida Junior a Geraldo de Barros, passando ainda pelos mais célebres modernistas, entre os quais se destacam Anita Malfatti, Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral.

No final do século XIX, os brasileiros tomavam como referência econômica e cultural a Europa e, em especial, a capital francesa, Paris. Por aqui, São Paulo começava a dar os primeiros passos rumo à industrialização, patrocinada pela elite cafeeira do interior do Estado, que nutria certa identificação com a cultura do velho continente. A incorporação de padrões europeus na arte não era algo novo, mas remetia ao ano de 1816, marcado pela vinda da Missão Artística Francesa ao Brasil e à fundação da Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro, pela coroa portuguesa.

“Os artistas viajantes que vieram por nossas terras em missões específicas de exploração ou mera curiosidade pelo exótico a partir de inícios do século XIX, registraram de maneira ímpar nossa realidade humana e nossas espécies vegetais, seja em pintura, desenho ou gravura”, pontua Aracy. “Só muito tardiamente nossos artistas se dariam conta ou se motivariam com a paisagem e o entorno brasileiro. Inclusive no que tange às novas técnicas, à luz e à realidade circundante”, completa a curadora.

Sobre a curadora
Personalidade singular na história da arte brasileira, Aracy Abreu Amaral nasceu em São Paulo (1930) e vive e trabalha na cidade.

Foi professora-titular de História da Arte pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, diretora da Pinacoteca do Estado de São Paulo (1975-1979) e do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (1982-1986), membro do Comitê Internacional de Premiação do Prince Claus Fund, em Haia, na Holanda, e coordenadora-geral do Projeto Rumos Itaú Cultural (2005). Em 2006 ganhou o prêmio Fundação Bunge (antigo prêmio Moinho Santista) por sua contribuição à área de Museologia. Em 2013, foi reconhecida com o Prêmio Governador do Estado pela curadoria da exposição Exercícios de Olhar (São Paulo, 2012). E, em 2017, foi homenageada pela Ocupação Itaú Cultural com exposição sobre sua trajetória na história da arte nacional.

Coordenadora-geral do Projeto Rumos Itaú Cultural (2005-2006), também realizou curadoria na 8ª Bienal do Mercosul e na Trienal do Chile. É autora de publicações como Arte para que? A preocupação social na arte brasileira, Edit.Nobel/Itau Cultural (1983/2003), Blaise Cendrars no Brasil e os modernistas (1970), Artes plásticas na Semana de 22 (1970), Tarsila: sua obra e seu tempo (1975), todos reeditados pela Editora 34.

Matéria enviada pela correspondente do ROL em Itu, por Mônia Sales
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