Aniversário de 23 anos do ROL: Ranielton Dario Colle: ‘ROL, 23 anos!’

03/05/2017 01:02

Aniversário de 23 anos do ROL

Ranielton Dario Colle: ‘ROL, 23 anos!’

O Jornal Rol… O que esse jornal on line que está há 23 anos funcionando significa para mim? Tudo e nada. Eu explico:

Eu não conhecia o ROL até o final do ano passado, e minha entrada no mesmo se deu através de meu amigo, colunista e agora também editor do ROL, Sergio Diniz.

Eu conheci o Sergio numa tarde em que passeava com o Toby, um de meus cãezinhos pelo Jardim Bandeirantes, e ele passeava por lá com o seu, também Toby. Não lembro agora o que desencadeou a conversa entre nós, mas fato é que papo vem, papo vai, falamos acerca de quase todos os assuntos imagináveis, incluindo literatura e poesia, foi quando o mesmo me informou que era escritor e eu lhe disse que eu costumava escrever há alguns anos atrás… E assim começou uma profícua amizade que, num primeiro momento, me introduziu no valoroso grupo de poesia “Coesão Poética” e, um pouco mais tarde, me apresentou ao Jornal ROL.

Veja bem, eu havia parado de escrever há anos! E a maior parte de meus contos estava perdida. Quando ele me falou do ROL, eu até pedi para que ele perguntasse ao Hélio Rubens, de quem até então só havia ouvido falar, se eu poderia publicar um ou outro artigo por lá. Mesmo assim, embora tenha sido eu que me ofereci para o mesmo, eu enrolei, adiei e atrasei, procrastinei ao máximo a entrega do primeiro conto ao ROL. E quando o enviei, o enviei de forma hesitante.

Eu tinha medo, medo de que a musa houvesse me abandonado e que eu não conseguisse mais produzir bons textos. Mas, felizmente acho, isso não ocorreu… e depois, o Hélio Rubens foi e tem sido extremamente compreensivo e amável nas vezes em que eu, e meu frágil ego, lhe expressei minhas dúvidas quanto a qualidade de meus textos e de sua razão de existir… (O apoio constante de meu amigo Sérgio Diniz também não pode ser esquecido)

Vim conhecer o nosso editor mor pessoalmente no primeiro encontro de colunistas do ROL quando pensava em parar com a minha coluna. E, pessoalmente, ele era tudo aquilo que eu imaginava pelos e-mails, uma pessoa afável e democrática que, embora tenhamos uma posição politica quase que radicalmente oposta, não deixa isso interferir no nosso relacionamento pessoal, democracia essa que se vê no ROL pela variedade e ecletismo dos textos nele publicado. Atente que eu falei variedade e ecletismo, o que não quer dizer que seja publicada qualquer coisa. O ROL busca divulgar textos de qualidade que primam pela verdade, não sendo ofensivos nem tacanhos ou sensacionalistas como algumas publicações ai na nossa imprensa triste e decadente. Dessa forma o ROL tem um pouco de sua personalidade. E depois desse encontro, onde conheci outros bons colunistas, percebi que não havia porquê sair desse jornal que une um seleto grupo de escritores e jornalistas. E sinto-me honrado em fazer parte desse grupo.

Mas então o que eu quis dizer com tudo e nada? É simples, para mim o ROL significou um regresso ao mundo literário como escritor, onde deixei de ser apenas um leitor entusiasmado e passei a ser também um escritor literário. Nesse aspecto de minha vida, o ROL hoje é tudo. Ele me tira do ostracismo e da preguiça, e me põe a pensar uma história nova toda semana. Ele me coloca em contato com um mundo que me agrada e me apresenta a pessoas decentes no meio dessa turba cada vez mais cheia de ódio e preconceito que é o Brasil e as redes sociais…

E o nada? Bem… o nada, nada a ver, nem sei porque disse isso.

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