Ana Esther Balbão Pithan: ‘Ode ao monstro de Frankenstein’

10/11/2018 15:46

Monstro terrível, tu nasceste mesmo de uma aposta./ Quem escreveria o conto gótico mais medonho?/ Do desafio, além do Shelley, Byron e Polidori, Mary Shelley também gosta./ Tua verdadeira Criadora concebeu-te de um pavoroso sonho!”

 

Ode ao monstro de Frankenstein

 

Monstro terrível, tu nasceste mesmo de uma aposta.

Quem escreveria o conto gótico mais medonho?

Do desafio, além do Shelley, Byron e Polidori, Mary Shelley também gosta.

Tua verdadeira Criadora concebeu-te de um pavoroso sonho!

 

Metes medo, criatura abominável.

Um famoso livro viraste…

De sucesso formidável.

 

Inconformado com a morte, Victor Frankenstein quer criar vida.

No século XIX, roubando cadáveres ele faz pesquisas obscuras.

Nem religião, nem ética ou lei o detém, sua vontade é atrevida.

Criou-te um monstro, tens ou não alma? Resultas de diabruras!

 

Metes medo, criatura abominável.

Um famoso livro viraste…

De sucesso formidável.

 

Estarrecido com sua heresia, teu criador abandonou-te.

Foste incompreendido e por todos perseguido.

Essa história densa e complexa, conhecido pelo mundo tornou-te.

Mary Shelley a aposta ganhou, há 200 anos seu livro é lido e relido!

 

Metes medo, criatura abominável.

Um famoso livro viraste…

De sucesso formidável.

 

Em 1818, o mundo te conheceu e vibrou com o livro publicado.

O teu drama virou HQ, filme, teatro, tantas artes com público admirado.

Quanto a mim? Não sou monstro, sou leitora deste livro por mim amado.

Sou grata a ti que brilhas e assombras na minha Dissertação de Mestrado!

 

Metes medo, criatura abominável.

Um famoso livro viraste…

De sucesso formidável.

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