Alcina Maria Silva Azevedo: ‘O palavrão’

13/03/2021 20:02

Alcina Maria S. Azevedo

O palavrão

 

Olá, amigos e amigas!

Com este texto, não estou fazendo apologia do palavrão. Apenas, dando o meu parecer sobre essa manifestação da linguagem.

É claro que não acho bonito sair por aí falando palavrões desmedidamente. Mas, também, eu aqui pergunto:

QUEM DE VOCÊS NUNCA SENTIU VONTADE DE DIZER UM PALAVRÃO?

É algo que, em um momento de raiva ou estafa, vem explodir como uma válvula de escape para o sistema nervoso.

E, segundo alguns psicólogos, que funciona como um ótimo medicamento!

Ah…mas existe ainda um falso moralismo, de que falar palavrão é coisa de pessoa mal-educada e de baixa índole.

Índole? Pergunto eu: o que dizer dessas mulheres que traem os maridos, mas se negam a falar um palavrão?

E outras, que não são casadas, mas praticam sexo sem amor e repudiam um palavrão?

E aqueles homens que são vistos como ilustres pessoas na sociedade, porém, lideram a corrupção e, da mesma forma, se negam a dizer um palavrão?

O psicólogo cognitivo STEVEN PINKER, da Universidade Harvard, em seu livro mais recente, Stuff Thought (“Coisas do Pensamento”, inédito em português), afirma: “Mais do que outra forma de linguagem, xingar recruta nossas faculdades de expressão ao máximo, é o poder de combinação de sintaxe, a força evocativa da metáfora e a carga emocional das nossas atitudes. Elas expressam qualquer emoção indizível, seja ruim ou seja boa. É uma palavra que saída do sistema límbico consegue transmitir o que ele está sentindo.”

O que eu abomino é a pessoa que finge, engana e prejudica o próximo. O palavrão é apenas um desabafo causado pelo estresse.

 

Alcina Maria S. Azevedo

alcinamarias@yahoo.com.br

 

 

 

 

 

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