Afrânio Mello fornece informações PARA O MESMO LEITOR, agora sobre as familias PAULINO, SANTOS e ROSÁRIO

11/02/2016 00:56

Afrânio Franco de Oliveira Mello: ATENDIMENTOS NÚMEROS 654,655 E 656

Luciano,

Repartindo a remessa pois o Provedor não suportou e está

acima do limite de MB.

Envio os abaixo relacionados.

Paulino……………………….      1/2 página e sem brasão ;

Santos………………………..     27 páginas e 2 brasões ;

Rosário………………………        2 páginas e 2 brasões.

PAULINO

Poderá este apelido derivar de mera devoção religiosa por São Paulino e, assim, ter começado primeiramente por ser adoptado como segundo nome próprio e, posteriormente, como nome de família. É, no entanto, também verosímil que se trate do aportuguesamento ou indigenação do apelido francês Paulin, como o referem alguns autores, família de que passou ao nosso país no século XVIII e se estabeleceu em Lisboa.

Outros Paulinos, porém, derivam de um Giovani Pollini, que da península italiana, plausivelmente da República de Génova, veio para Portugal ainda no século XV, indo estabelecer-se na ilha da Madeira, onde se entregou ao comércio de açúcar e, depois, à sua produção, vindo a ser proprietário de vários engenhos. Casou com Leonor Mendonça de Abreu, de quem teve três filhos varões que originaram outras tantas linhas de Paulinos, das quais a primogénita terá sido a que conservou os nomes de Paulino de Abreu reunidos. Jorge Paulino de Abreu foi cavaleiro da Ordem de Avis e escudeiro da Casa do Duque de Coimbra, D. Jorge de Lancastre. Veio posteriormente a ser cavaleiro da Casa do Duque de Bragança D. Teodósio I, tendo o cargo de veador da Casa da Duquesa D. Brites de Lancastre, segunda mulher daquele. Foi casado com D. Joana de Aguiar, dama da mesma D. Brites, com geração que regressou às ilhas.

Armas

Não se conhecem as armas dos Paulinos que, mesmo que as tivessem tido originariamente, nunca as registaram em Portugal.

Títulos, Morgados e Senhorios

Condes de Mahem

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Santos

sobrenome luso-espanhol de origem religiosa, resultado da abreviatura de Todos os Santos, era dado com freqüência a pessoas nascidas no dia 1 de Novembro, vindo mais tarde a ser adotado como nome de família.

O vocábulo português deriva da palavra latina sanctus que significa “santo”, “consagrado”. Originalmente, a idéia que se pode inferir do uso desta palavra é “separação para o serviço prestado às divindades”. Quando se refere a pessoas, pode indicar uma pessoa especialmente devotada, o que a distingue das massas populares. Uma palavra associada a esta, e que ao mesmo tempo precisa ser diferenciada, é o adjetivo sacer (-cra -crum), que significa “sagrado”, “que não pode ser tocado, sem ser manchado ou sem manchar”, “consagrado”.

O adjetivo latino sacer indica um estado; e sanctus, o resultado dum acto. Sacer, em termos gerais, tem “hieros” como seu correspondente na língua grega. No grego, hieros (equivalente a sacer) denota aquilo que é santo, em e por si mesmo, independentemente de qualquer julgamento ético.

Quando o nome é derivado do primeiro nome do pai ou da mãe, dir-se-á que tem origem patronímica ou matronímica. Neste caso, Santos é derivado do nome próprio Santo, nome muito popular na Península Ibérica durante a Idade Média. Neste caso, o apelido Santos significa assim “filho ou descendente de Santo” .

O sobrenome Santos pode ter também uma segunda origem: geográfica, se referido aos apelidos dos quais a origem se encontra no local de residência do portador original, como poder tratar-se do caso de Santos na localidade de Mação, no Brasil ou em Espanha, de uma região na Andaluzia, chamada “Sierra de Los Santos”.

Uma das mais antigas referências a este nome ou a uma variante é o registo de Martinho dos Santos, religioso português falecido em 1571, não se conhecendo, contudo, quaisquer linhagens em que uso de Santos se tenha transmitido de pais para filhos.

Defendem alguns autores o uso provável de Santos como segundo nome dado a crianças nascidas ou deixadas na roda dos expostos no antigo Hospital de Todos os Santos, em Lisboa.

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Rosário

sobrenome de origem tanto portuguesa como italiana. Sobrenome classificado como de origem religiosa. São diversas as hipóteses acerca da origem do sobrenome. Alguns atribuem que o sobrenome deriva do francês Rocelin, que deriva do latim Rosalias, que eram festas Romanas que consistiam em encher de rosas as tumbas dos mortos. Alguns genealistas classificam o sobrenome como Matronímico, pois remonta ao nome próprio da matriarca dos primeiros que usaram o nome dela, Rosário, como sobrenome. A hipótese mais provável e muito comum na Idade Média, é de origem religiosa, uma referência a Nossa Senhora do Rosário. Na idade Média algumas famílias tinham o costume de colocar nomes religiosos em seus sobrenomes, pois achavam que protegiam o recém nascido de maus agouros.

No Rio de Janeiro, entre as mais antigas, cabe registrar a família de Bento do Rosário nascido em 1670, filho de André Mendes do Rosário e de Maria Correia. Casou-se em 1697, no Rio de Janeiro, com Ana Nunes do Bonsucesso.

Sobrenome também adotado por Judeus, desde o batismo forçado à religião Católica, a partir de 1497 com a Inquisição.

Houve alguns que receberam título de Nobreza no Brasil:

Joaquim José do Rosário, foi agraciado em 31.10.1889, com o título de Barão de São Francisco de Paula.

João José do Rosário, foi agraciado em 05.05.1889, com o título de Barão do Rosário. Acima o brasão português e abaixo o brasão italiano.

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