Adriana da Rocha Leite: ‘Comemoração ROLiana!’

22/04/2017 17:12

Aniversário de 23 anos do ROL:

Adriana da Rocha Leite: ‘Comemoração ROLiana!’

Comemorar, do latim “memorare”, significa lembrar e está ligado ao termo grego “mnemon” (que tem boa memória).

Aparentemente a palavra está ligada ao passado, porém, sua compreensão é muito mais ampla, remetendo-nos ao presente, aqui entendido como um reviver um determinado momento ou acontecimento, atualizando o sentir e o seu significado, mas também ao futuro, representando a esperança de que o fato lembrado possa continuar sendo comemorado.

Sou fã de comemorações. A vida tem que ser celebrada e os momentos significativos, ainda que singelos, devem ser eternizados nas lembranças e relembranças.

Comemorar pressupõe compartilhar, pois somente na vivência partilhada é que se torna possível o fortalecimento dos vínculos. Não se comemora o ausente, quem está de fora, mas o que se faz presente, o que está aqui,   sem limites de espaço e tempo. Comemora-se, enfim, a presença.

Neste contexto de compartilhamentos é que faço minha homenagem ao Jornal ROL, pelos seus 23 anos e o faço com o sentimento de gratidão por ser parte do seu seleto grupo de colunistas e, como itapetiningana, sentir-me orgulhosa por ter um jornal que foi pioneiro no formato digital.

Meu reconhecimento ao Helio Rubens, pela luta hercúlea de manter o jornal “no ar” há tantos anos. Ser pioneiro é altamente desafiador, afinal, o caminho é desconhecido e os desafios e percalços são potencializados e aprende-se por “tentativa e erro”.

No caso do ROL, inegável que as tentativas foram bem sucedidas.   A prova temos em mãos, ou no caso, diante de nossos olhos: o jornal busca visões diferentes, não se vincula a uma ou outra ideologia e permite que pessoas com ideias e experiências tão opostas e divergentes  consigam dialogar, numa demonstração de que o respeito efetivo é o que nos torna realmente humanos.

Comemorando o Dia da Terra, que este 22/04 nos permita refletir a importância da festa, da partilha do pão e da memória, e que a matéria-prima do nosso jornal ROL continue sendo a diversidade de opiniões. É o que desejo!

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