13/02/2018 14:38

José Coutinho de Oliveira: ‘Idealismo’

 

Palavra muito ligada a Platão que deu muito valor às ideias, por isso, idealismo. Para ele parece que então a realidade está no mundo das ideias, tópos noetós. Aristóteles ao refutar seu mestre diz que a realidade está toda no visível, daí, realismo, de res, coisa, em latim. Parece então que para Platão idealismo e imaginação se confundem, ou seja, para ele o que vemos é uma projeção daquilo que está concretamente em outro mundo. Parece então que o assunto é tão polêmico que dois santos propuseram o realismo moderado, que foram Santos Alberto Magno e Thomás de Aquino. Esse moderadismo foi assim uma tentativa bem interessante de conciliar Platão com Aristóteles. Na nova proposta então o realismo está tanto no visível quanto na mente, no imaginado. Com Kant então parece que surge a distinção finalmente entre a imaginação e o visível. Para ele então o númeno (o pensado no grego) realmente era o imaginário e, o visível, o fenômeno, a projeção, a sombra, algo variável, ou seja, a impressão que pode mudar no tempo e no espaço e de pessoa para pessoa que o contempla. Alguns dizem  que foi um filósofo africano de Gana, Anton Amo quem por primeiro falou em númeno ao se referir à res ipsa, a coisa em si, a coisa em sua essência, ou seja, sua diferenciação ôntica, de ontologia, teoria do ser; a prova cabal de que ela existe.

José Coutinho de Oliveira
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